quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Pagamento inteligente chega aos postos

30/09/2010 -  WEBTRANSPO: ELIZABETE VASCONCELOS

Chip promete melhorar gerenciamento de frota



Serviço já está disponível em Campinas e região

Imagine um sistema de pagamento de combustível totalmente eletrônico, seguro e ágil. Difícil? Essa é a proposta do PitStop, uma ferramenta de abastecimento da CTF Technologies em que cada veículo recebe um adesivo com um chip para contabilizar o débito.

Com a solução, quando o motorista chega ao posto, o frentista faz a leitura do sistema com um aparelho portátil, solicita a digitação de uma senha ao condutor e em apenas dez segundos, o sistema envia os dados.

Neste momento, o chip e a bomba de combustível “se conectam”. Ariê Halpern, presidente da companhia, explica que “todas as informações para pagamento (como quantidade e valor) são extraídas diretamente do equipamento, o frentista não digita nenhuma informação, por isso, é impossível fraudar”.

Além disso, segundo o executivo, para os frotistas, a solução auxilia no gerenciamento dos custos. “A empresa pode definir uma cota para cada veículo, podendo ser diária, semanal ou mensal”, afirma. E garante: “se for um valor diário de R$ 30, por exemplo, mesmo que o funcionário peça para encher o tanque do veículo a bomba será desligada quando atingir o valor estabelecido pela empresa”.

Outra vantagem, de acordo com Halpern, é que este controle pode ser feito imediatamente pois a CTF oferece a opção de enviar uma mensagem para o celular do cliente com todas as informações do abastecimento.

Quanto à segurança do sistema, o presidente da empresa, garante que é total. “O chip não pode ser clonado pois, para isso, ele teria que ser inserido em uma máquina leitora. Além disso, o equipamento é colado no parabrisa do veículo e ao tentar ser retirado, o chip é quebrado”, destaca.

Pagamento

Segundo a empresa, o consumidor pode realizar o pagamento do abastecimento de duas formas: adquirindo créditos para o abastecimento diretamente na CTF ou por meio de cartão de crédito, débito e boleto bancário. O projeto conta, atualmente, com a parceria dos bancos Bradesco e Itaú/Unibanco.

“O frotista não tem custo nenhum ao aderir esta ferramenta”, afirma o executivo. Já pessoas físicas precisam abastecer o valor de R$ 100 no ato da aquisição do equipamento para conseguir a gratuidade ou então pagar uma taxa de R$ 10.

Atualmente, a solução está em funcionamento em 74 postos da BR Distribuidora em Campinas e região (Indaiatuba, Jundiaí, Hortolândia, Paulínia, Valinhos, Vinhedo, Caieiras, Americana e Cajamar). Nestas localidades, o projeto demandou investimentos de R$ 5 milhões.

Segundo projeções da CTF, ainda neste ano – até dezembro – a ferramenta estará disponível para todo o Estado de São Paulo. No ano que vem, deve ser estendida para todo o território nacional.

“Nossa meta é que em três anos, mais de um milhão de pessoas utilizem nosso sistema de pagamento. No mesmo intervalo de tempo, também queremos prestar o serviço para dez mil empresas”, finaliza o executivo.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Parar carro em trechos das ruas Buenos Aires e da Alfândega será proibido a partir desta quinta-feira



Publicada em 22/09/2010 às 23h44m
Rafael D'Ângelo, Taís Mendes e Isabel de Araújo - O Globo

RIO - O estacionamento nas ruas Buenos Aires e Alfândega, entre a Avenida Rio Branco e a Rua Primeiro de Março, será proibido a partir desta quinta-feira. A medida foi anunciada na noite desta quarta-feira pela presidente da CET-Rio, Cláudia Secin, durante divulgação do balanço do Dia Mundial Sem Carro. De acordo com ela, o estacionamento atrapalha a circulação de pessoas. 

As vias integraram o polígono de proibição de estacionamento no Centro, que interditou 2.100 vagas. A medida passa a valer hoje. 

- Serão cortadas 46 vagas. É mais uma medida para estimular o uso racional do automóvel - disse Secin. 

No Centro, nesta quarta-feira, 78 veículos foram rebocados e 330, multados por estacionar na área proibida. Nas Zonas Sul, Norte e Oeste, 367 veículos foram multados por estacionamento irregular nas áreas com limite de velocidade de 30km/h, implantadas ontem. 

Adesão abaixo da esperada
O pedido para o carioca deixar o automóvel em casa não surtiu o efeito esperado. De acordo com dados da Secretaria municipal de Transportes, 105 mil viagens em carros particulares deixaram de ser realizadas, o que representa 3,5% do total. A expectativa do subsecretário municipal de Transportes, Romulo Orrico, era de que a adesão chegasse a 5% (150 mil viagens). Mesmo assim, ele fez um balanço positivo: 

- O resultado foi satisfatório. No Centro, com a proibição do estacionamento, o tráfego ficou mais civilizado, parecia Manhattan. Na Avenida Rio Branco, um terço do tráfego é de carros particulares, e, ontem de manhã, o trânsito estava tranquilo. Essa é uma iniciativa que tem como objetivo estimular o uso racional do automóvel. 

Emissão de monóxido de carbono cai no Centro 

Na Zona Sul, o trânsito nas principais vias foi marcado pela lentidão. Os motoristas e usuários dos ônibus que seguiram pelas avenidas Nossa Senhora de Copacabana e Princesa Isabel, ambas em Copacabana, tiveram o silêncio de suas viagens interrompido pelo som das buzinas dos condutores mais apressados.
- Levei mais de duas horas para ir de Copacabana ao Galeão e retornar ao ponto, em Copacabana. Nunca levei tanto tempo - reclamou o taxista Ramon Barbosa. 

No Centro, porém, o impacto foi sentido principalmente no polígono entre as avenidas Rio Branco, Presidente Vargas e Presidente Antônio Carlos e das ruas Santa Luzia e Primeiro de Março, onde 2.100 vagas de estacionamento foram interditadas. Na região, segundo a Secretaria municipal de Meio Ambiente, a emissão de monóxido de carbono aumentou 76%, um terço do aumento habitual. Em Copacabana, a emissão do gás cresceu 96%, também abaixo da média. 

- Decidimos medir o monóxido de carbono porque é um gás proveniente dos veículos a gasolina. Houve uma redução significativa. Há uma tendência ao aumento das partículas de gás no ar durante a semana, e a redução não ocorre de um dia para o outro, mas houve um forte impacto. Em Vicente de Carvalho, por exemplo, o aumento de monóxido de carbono na atmosfera foi de 400% - afirmou o subsecretário municipal de Meio Ambiente, Altamirando Moraes. 

Prefeito usou bicicleta para ir ao trabalho
Pela manhã, o prefeito Eduardo Paes pedalou da Mesa do Imperador, no Parque Nacional da Tijuca, quintal da Gávea Pequena, até o Palácio da Cidade, em Botafogo. Ele percorreu os 20 quilômetros em 35 minutos, desta vez, sem cometer infrações: ano passado, Paes pedalou pela calçada, em trechos de contramão, o que não é permitido pelo Código de Trânsito Brasileiro. 


- O carioca precisa criar o hábito de andar mais de bicicleta. O Rio é uma cidade amigável, com uma boa rede de ciclovias. Estamos melhorando os transportes porque não há mais condições de tantos carros nas ruas - disse o prefeito. 

 
Os secretários do Ambiente, Marilene Ramos, e de Transportes, Sebastião Rodrigues, também seguiram de bicicleta para o trabalho. Marilene saiu de Ipanema, na Zona Sul do Rio. Já Rodrigues, que é morador de Niterói, saiu de casa de ônibus, atravessou a Baía de Guanabara de barca e seguiu de bicicleta até o Aterro do Flamengo, onde encontrou com a secretária. Marilene seguiu para a Zona Portuária, e Rodrigues, para Copacabana. 

Rodrigues reconheceu que ainda há muito trabalho para deixar as cidades adequadas para a mobilidade sustentável, mas ressaltou uma série de medidas que estão sendo tomadas e visam a melhorar os meios de transporte de massa nos próximos anos no Rio. 

- Acabamos de comprar 30 trens para a Supervia, que vão começar a chegar no próximo ano, e 19 para o metrô, também com início de chegada em 2011. Vamos expandir o metrô para a Barra da Tijuca e para São Gonçalo e Itaboraí. Estamos fazendo estudos para investimentos em barcas, com a compra de novas embarcações e abertura de outras linhas. E a Prefeitura do Rio também está fazendo corredores rodoviários, os chamados BRTs. No próximo ano, já vamos começar a sentir a diferença - afirmou, em nota, o secretário de Transportes. 

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Ranking de Cidades por nímero de veículos por habitante

Restrição de motos reduz acidentes na marginal Tietê, segundo CET


20/09/2010 - 20h00- Folha de São Paulo



DE SÃO PAULO
A restrição à circulação de motos na marginal Tietê, em São Paulo, causou a redução no número de acidentes de trânsito na via, segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). Desde 16 de agosto, motociclistas que trafegarem pela pista expressa correm o risco de ser multados. 

Balanço feito um mês após o início da fiscalização e divulgado nesta segunda-feira pela companhia mostra que o número de acidentes com motos caiu 66%, em relação a período semelhante de 2009. Entre 16 de agosto e 15 de setembro foram registrados 48 acidentes envolvendo motos nas pistas local, central e expressa da marginal Tietê --39 com vítimas e 9 sem vítimas. No ano passado, entre os dias 17 de agosto e 16 de setembro foram 142 acidentes. 

Em um mês de fiscalização, 717 motociclistas foram autuados por burlar a proibição nos dias úteis. Trafegar em local e horário não permitidos é uma infração média, com perda de 4 pontos na carteira e multa de R$ 85,12. 

De acordo com a CET, diariamente, cerca de 350 mil veículos circulam na via, sendo 70 mil caminhões e 36 mil motos. 

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Movimento Nossa São Paulo apresenta plano para reduzir em 25% circulação de carros na cidade


20/09/2010 - Agencia Brasil

O Movimento Nossa São Paulo apresentou nesta segunda-feira, na Câmara Municipal de São Paulo, um plano de mobilidade urbana para reduzir em 25% o número de carros que circula diariamente na capital paulista. O plano prevê, principalmente, a expansão dos corredores de ônibus, investimento em ciclovias e mudanças em políticas habitacionais.

Na área do transporte coletivo, o plano defende a construção de 2,4 mil quilômetros de vias reservadas ao tráfego de ônibus nas principais avenidas da capital paulista, inclusive nas marginais do Rio Tietê e Rio Pinheiros. Segundo Ricardo Corrêa, urbanista do TC Urbes, consultoria que participou da elaboração do projeto, esses corredores serviriam como artérias de conexão entre regiões da cidade com as redes de metrô e trem já existentes.

Essas redes, de acordo com o plano, ainda seriam ligadas a micro redes de transporte coletivo que atenderiam bairros de São Paulo. Pela proposta, os passageiros poderiam usar todas as formas de transporte coletivo pagando somente uma passagem.

O sistema de transporte coletivo seria também conectado a 500 quilômetros de ciclovias. Nas áreas de cada uma das 31 subprefeituras de São Paulo, seriam construídas vias reservadas para as bicicletas criando assim a possibilidade para que habitantes circulassem dentro de bairros sem usar carro ou ônibus.

“Em vias locais, a prioridade seria dada às bicicletas e aos pedestres”, diz Corrêa.

A urbanista Simone Gatti, também do TC Urbes, afirmou, entretanto, que nada disso será completamente efetivo sem uma nova política habitacional para a cidade. Nesta política, também tratada no plano do Movimento Nossa São Paulo, estariam previstas medidas para a “centralização” da capital para que a população deixasse de ocupar áreas da periferia e reduzisse seus deslocamentos.

“A habitação interfere diretamente na mobilidade urbana”, disse Simone. “Precisamos compactar a cidade, centralizar a população e descentralizar a oferta de emprego.”

De acordo com as expectativas do plano de mobilidade, com todas essas medidas, um quarto da população paulistana deixaria seu carro em casa. Desta parcela, mais de um terço passaria a usar os corredores de ônibus para se locomover.

Isso faria com que a quantidade de viagens realizadas por dia no sistema de transporte público aumentasse de 23 milhões para 26 milhões. O uso das bicicletas também aumentaria.

Em compensação, São Paulo reduziria em 30% o volume de gás dióxido de carbono (CO2) emitido anualmente. Por ano, 391 toneladas do gás, que é um dos causadores do aquecimento global, deixariam de ser liberados na atmosfera.

O plano de mobilidade, agora, será entregue a autoridades municipais e estaduais. O secretário-executivo do Comitê Municipal sobre Mudanças Climáticas, Volf Steinbaum, único representante dos governos presente na apresentação do projeto, disse que a iniciativa tem propostas interessantes, mas que precisa ser melhor debatido.


http://www.transporteideias.com.br/2010/09/20/movimento-nossa-sao-paulo-apresenta-plano-para-reduzir-em-25-circulacao-de-carros-na-cidade/

Chery construirá fábrica em Jacareí



 
Empreendimento vai iniciar atividade em 2013
Tongyue e Mugnaini assinam memorando, em Wuhu, na China
Mario Mugnaini Jr, presidente da Investe São Paulo, e Yin Tongyue, presidente da Chery Automobile Co. Ltda, assinaram na sexta-feira, 17, um memorando de entendimentos para a construção de uma fábrica da montadora em Jacareí (SP).

Inicialmente, a marca chinesa investirá US$ 134 milhões no empreendimento. A perspectiva é de produzir 50 mil veículos por ano, no início das operações previsto para 2013.
Porém, o montante destinado à nova unidade poderá chegar a US$ 400 milhões, segundo a Chery. Com esses investimentos, a unidade poderá produzir 150 mil veículos por ano e gerar três mil empregos.

Mario Mugnaini declarou que a instalação confirma a vocação do Estado para o setor automotivo. “Além da Chery outras duas montadoras estão construindo suas plantas em São Paulo, o que fará o Estado voltar a ter 50% da produção nacional de veículos a partir de 2013”.

Mugnaini observou que o Pró-Veículo (Programa Estadual de Incentivo ao Investimento pelo Fabricante de Veículo Automotor), que prevê a suspensão do pagamento do ICMS para a aquisição de mercadorias, equipamentos, partes e peças, foi um dos fatores que influenciaram a Chery à instalação da nova fábrica no Estado de São Paulo, além das condições logísticas, de infraestrutura e mercado consumidor.

Transporte rodoviário é maior responsável por gases do aquecimento global no Rio, diz estudo


Publicada em 19/09/2010 às 23h29m - O Globo
Cláudio Motta e Leonardo Cazes
RIO - O trânsito pesado da cidade não causa problemas apenas no ir e vir dos cariocas. São os canos de descarga de veículos os principais responsáveis pela emissão de gases do efeito estufa no Rio de Janeiro. Um estudo encomendado pela prefeitura à Coppe/UFRJ revela que os meios de transporte rodoviário são os maiores poluidores, com 33% do total. Em seguida, vêm as emissões provenientes do lixo, com 25%, e a poluição industrial, com 10%. O trabalho foi apresentado em agosto no Fórum Carioca de Mudanças Climáticas, com dados das emissões de 2005.
Os meios de transporte hidroviário, ferroviário, aéreo e rodoviário emitiram 5.478 gigagramas de gás carbônico (CO2) num ano. Cada gigagrama (Gg) representa mil toneladas de CO2. A esmagadora maioria, cerca de 80%, veio do rodoviário. Ou seja, carros, ônibus e motos lançaram 4.391 Gg de CO2. Os gases foram resultado da combustão principalmente de gasolina (1.459 Gg), óleo diesel (1.417 Gg) e gás natural veicular (1.389 Gg), em números arredondados pelos pesquisadores. O álcool anidro foi responsável por quase 94 Gg e o hidratado, por apenas 32 Gg. 

O estudo vai orientar as medidas que a prefeitura pretende tomar para reduzir as emissões em 8% até 2012, em 16% até 2016 e em 20% até 2020. De acordo com Altamirando Fernandes Moraes, subsecretário municipal de Meio Ambiente, a meta é que o Rio de Janeiro tenha até 2012 a maior malha de ciclovias da América Latina. Ele espera também que a cidade tenha o maior índice de uso de bicicleta da região.
- Cerca de 70% da emissão de gases vêm do binômio lixo e transportes. O aterro sanitário de Seropédica equacionará o primeiro (problema). A questão dos transportes também está sendo resolvida, com a introdução de um novo modelo, baseado em pistas exclusivas para ônibus: Transolímpica, Transcarioca, Transoeste e o provável corredor da Avenida Brasil. A ampliação do metrô até a Barra vai reduzir o número de veículos individuais na rua. Também esperamos que haja um impacto com mais trens tanto na SuperVia como no metrô - disse Altamirando. 

Para reduzir as emissões com os transportes, a bicicleta ganha importância e passa a ser uma estratégia da prefeitura. A ideia é que os cariocas pedalem, em ciclovias ou ciclofaixas (áreas separadas nas ruas), até a estação de um transporte coletivo, que passará a ter bicicletário. Para tanto, a malha de ciclovias será dobrada, passando de 150 quilômetros para mais de 300. Elas serão integradas entre si, além de ligarem bairros a estações de metrô, trem e corredores exclusivos de ônibus. Na quarta-feira, o Dia Mundial Sem Carros, nove bairros terão ruas onde o limite de velocidade será reduzido para 30km/h, as chamadas zonas 30. A medida também visa a estimular o uso de bicicletas. 

Leia a íntegra da matéria na edição digital do GLOBO (exclusivo para assinantes)

http://oglobo.globo.com/rio/mat/2010/09/19/transporte-rodoviario-maior-responsavel-por-gases-do-aquecimento-global-no-rio-diz-estudo-918648469.asp

domingo, 19 de setembro de 2010

Um país sobre duas rodas: em vários estados, brasileiros volume de motos supera o de carros


Publicada em 08/09/2010 às 23h46m 
Fabiana Ribeiro - O Globo

RIO - Um país com 9,4 milhões de motocicletas. No ano passado, 16,2% das famílias brasileiras andavam sobre duas rodas no país, o que é um avanço frente aos números de 2008, com 14,7%. A expansão do veículo já faz com que, em alguns estados brasileiros, a participação da moto seja superior à dos carros. É o caso de Ceará (19,7%), Piauí (30,8%) e Maranhão (23,6%). A Região Norte apresentou percentual de domicílios com moto superior ao daqueles com carro (20,9% tinham motos e 18,0%, carros), situação inversa à das outras regiões.

Assim como as motos, os carros também passaram a ser investigados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) pela primeira vez. Em 2009, a proporção de domicílios com automóvel foi de 37,4% - numa alta de um ponto percentual frente ao ano anterior. O país tem, conforme apurou o IBGE, 21,9 milhões de lares com carro - pouco acima do número de domicílios com computador no Brasil (20,3 milhões). Nas regiões Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste, a proporção de domicílios com carro é superior à de motos.

Carro perde para outros meios de transporte em Desafio Intermodal no Rio de Janeiro

08/09/2010 Transporte Idéia

Sair do trabalho às 18h para ir para casa. Qual seria a maneira mais rápida? Esta pergunta motivou a ONG Transporte Ativo (TA) pela quinta vez a fazer o Desafio Intermodal, partindo da Central do Brasil com destino ao Leblon, na zona sul do Rio de Janeiro, usando 15 combinações possíveis de deslocamento.
O resultado surpreende. Nos cerca de 16 quilômetros que separam os dois pontos, os primeiros colocados foram a moto e o metrô com bicicleta. Ambos demoraram 49 minutos. Em seguida veio quem utilizou o metrô com patins (57 minutos) e a bicicleta durante todo o trajeto (63 minutos).
De táxi, o tempo foi maior: 72 minutos. E, quem foi de carro, pelo Aterro do Flamengo demorou 86 minutos. O tempo contabilizou também a busca por uma vaga. O carro só foi mais lento do que quem foi a pé (122 minutos) e quem ficou esperando uma bicicleta pública aparecer na estação General Osório.
O diretor da ONG, José Lobo, irá preparar um relatório e mandar para a prefeitura, secretarias de Transporte e Meio Ambiente. As emissões de poluentes feitas por cada voluntário também serão descritas.
“Se a cidade oferecer infraestrutura, calçadas mais confortáveis, ciclovias e bicicletários adequadas, mais pessoas deixariam de andar de carro ou de ônibus em pequenos percursos. Os dados também mostram que o sistema de transporte precisa ser revisto”, afirmou.
Em nota, a Secretaria municipal de Transportes (SMTR) afirmou que o resultado apontado pelo Desafio Intermodal não surpreende, uma vez que “o Rio de Janeiro foi vítima, por décadas, da falta de investimentos em infraestrutura de transportes”.
A SMTR também alega que houve um aumento da frota de carros nas regiões como a zona sul e central.
Veja o quadro dos tempos:
Moto
2010: 49 min
2006: 41 min
Metrô + bicicleta
2010: 49 min
2006: 50 min
Metrô + patins
2010: 57 min
2006: 59 min
Bicicleta masc
2010: 63 min
2006: 48 min
Metrô + pedestre
2010: 64 min
Metrô + ônibus integração
2010: 67 min
2006: 62 min
Metrô + ônibus comum
2010: 70 min
Táxi:
2010: 72 min
2006: 77 min
Bicicleta Fem.
2010: 74 min
Bicicleta Ciclovia
2010: 78min
2006: 70 min
Ônibus
2010: 84 min
2006: 79 min
Carro
2010: 86 min
2006: 64 min (foi pelo aterro)
Bicicleta ciclovia II
2010: 97 min
Metrô Bicicleta Pública
Não havia bicicleta disponível na estação.

Frota de veículos de Sinop chega aos 60 mil


Fonte: Assecom - Prefeitura
Autor: Claudia Lazarotto
Sexta-Feira, 17 de Setembro de 2010, 17h24



A frota de veículos rodando em Sinop atingiu 59.720 mil veículos no mês de agosto. Desse total, destaque para as motocicletas que atingiram 26.870. Os automóveis pequenos e as caminhonetes somam 25.214. Os demais veículos são camionetas, caminhões, reboques, semi-reboques, ônibus, dentre outros. Os dados são do Departamento Estadual de Trânsito.

O secretário municipal da pasta, Júlio Dias, chama a atenção para o aumento contínuo da frota. “São praticamente 60 mil veículos rodando todos os dias, por isso é extremamente necessário ter cautela”, comentou.

Segundo ele os dados da Secretaria de janeiro a julho de 2010 apontam um total de 520 acidentes com vítimas, destes, 20 com vítimas fatais e 426 sem vítimas. Das vítimas fatais, seis eram mulheres e 14 homens, quatro foram atropeladas, seis eram condutores de veículos, nove de motocicletas e uma de bicicleta.

A área central concentra 60% dos acidentes registrados, 23% deles na Avenida Sibipirunas e 15% na Colonizador Enio Pepino. Os dados revelam que 80% dos acidentes registrados foram causados por homens e 20% por mulheres. Os dias em que mais são registradas ocorrências no transito são segunda e sábado.

Nos cruzamentos ocorrem 50% dos acidentes. Retas, rotatórias, estacionamento de mercados, pátios de posto vem na seqüência. Semáforos são os locais mais seguros. De acordo com Júlio, esses dados serão trabalhados detalhadamente na próxima semana, quando uma intensa programação comemora a Semana Nacional do Trânsito buscando conscientizar e orientar em relação aos índices de acidentes na cidade.

Locomoção individual supera a coletiva no DF

Atualizado em: Segunda-feira, 06/09/2010 às 10:21:23
Marina Marquez
marina.marquez@jornaldebrasilia.com.br
Com 1,3% da população nacional, o Distrito Federal já possui quase o dobro dessa porcentagem no que diz respeito a frota de veículos. Além disso, enquanto a média nacional de mobilidade urbana é de 30% de pessoas se locomovendo em transporte individual e 36% em transporte coletivo, a capital federal possui o inverso, 37% em veículos e 33% em transporte coletivo. Os dados são do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e, segundo especialistas, a tendência é que a situação piore nos próximos anos.
O estudo do Ipea sobre a mobilidade urbana nos últimos anos aponta que, entre os anos de 1998 e 2008, só aumentou a quantidade de venda de automóveis e motocicletas, cerca de 9% e 19% ao ano, respectivamente. Ao mesmo tempo, a proporção da população que é passageira de transporte público urbano diminuiu. Para o chefe do Laboratório de Ensino e Aprendizagem em Transportes (Leat) e do Centro Interdisciplinar de Estudos em Transportes (Ceftru) da Universidade de Brasília (UnB), Victor Pavarino, um conjunto de fatores favorece o quadro de crescimento no transporte individual que o Distrito Federal vive. Entre eles o descaso político com o transporte público e o próprio desenho urbano da cidade.
"Apesar dos recorrentes discursos de vários governos de que o transporte público seria prioridade, ele serve a uma população cujo poder de barganha é inferior ao das classes médias, que são usuárias de automóveis. Logo, há um descaso com o transporte. E além disso, o desenho urbano é pouco favorável à eficiência do transporte, uma vez que há um baixo índice de passageiros por quilômetro e longas distâncias sem renovação de passageiros", explica.
Leia mais na edição desta segunda-feira (06) do Jornal de Brasília.
http://www.clicabrasilia.com.br/site/noticia.php?id=296718

sábado, 18 de setembro de 2010

Prefeitura do Rio anuncia ações para o Dia Mundial Sem Carro

Prefeitura do Rio anuncia ações para o Dia Mundial Sem Carro

Vias do Centro terão o estacionamento proibido e o uso da bicicleta será estimulado em diversos bairros

16/09/2010 - Agencia Rio

J.P. EngelbrechtA Prefeitura do Rio anunciou nesta quinta-feira, dia 16, uma série de ações para estimular a população a aderir ao Dia Mundial Sem Carro, que acontece no próximo dia 22. A data é festejada simultaneamente em cidades de todo o mundo para conscientizar as pessoas sobre os danos da emissão de gases do efeito estufa e da importância da utilização de bicicletas e do transporte público de massa.



No ano passado, o Rio de Janeiro aderiu ao movimento e a melhoria foi significativa, principalmente, no trânsito. Segundo levantamento da CET-Rio houve uma redução média de 27% no tempo de percurso nas vias da cidade, chegando a 59% na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca.



Para esse ano, a Prefeitura espera uma mobilização ainda maior da população. Dentre as principais iniciativas estão a ampliação da área em que será proibido o estacionamento de carros e motos no Centro da cidade (Quadrilátero Centro); a criação de nove zonas de 30 km/h, permitindo o tráfego de bicicletas e veículos em uma mesma via; a implantação de bicicletários e de ponto para aluguel de bicicletas em frente à estação do metrô do Largo da Carioca; além da realização de diversas atividades culturais, lúdicas, esportivas, educativas e ações de promoção da saúde em diversos pontos da cidade.



As diversas ações para a campanha foram apresentadas durante entrevista coletiva no Palácio da Cidade, em Botafogo, pelo secretário municipal de Meio Ambiente e vice-prefeito, Carlos Alberto Muniz, pelo subsecretário municipal de Transportes, Rômulo Orrico, e pelo secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos, Carlos Roberto Osório.

J.P. EngelbrechtPara o secretário municipal de Meio Ambiente e vice-prefeito, Carlos Alberto Muniz, o Dia Mundial Sem Carro tem como objetivo fazer com que as pessoas mudem seus hábitos de deslocamento e entendam que existem várias alternativas de transporte:



- Sentimos um grande apoio popular no ano passado e, ao mesmo tempo, vemos agora a possibilidade de dar uma demonstração ainda maior e mais impactante de que queremos de fazer do Rio uma cidade mais sustentável. Por isso, estamos convocando a população para que cada um dê um pouco de si e reflita em relação à mudança de hábito e passe a entender que essa ação visa melhorar a qualidade de vida, poluir menos a cidade e garantir condições de sustentabilidade - afirmou Muniz, destacando as iniciativas que já estão sendo tomadas pela Prefeitura.



- A Prefeitura já vem cumprindo o seu papel. Estamos melhorando as condições dos ônibus na cidade, promovendo ações de incentivo ao uso da bicicleta, introduzindo o Bilhete Único, implantando os BRTs e fazendo com que a cidade se humanize e as pessoas mudem seus hábitos, o que é importante também para a organização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 - destacou.



J.P. EngelbrechtDe acordo com o subsecretário municipal de Transportes, Rômulo Orrico, a adesão das empresas de transporte também é fundamental para o sucesso da campanha:



- Essa é uma demonstração clara de que é possível obter uma cidade mais eficiente. Temos que priorizar o uso inteligente do automóvel e criar oportunidades para o transporte público, o que já está sendo feito. Nesse dia 22, não estaremos proibindo as pessoas de circularem, apenas de estacionar na área central. Contamos ainda com o apoio das operadoras de transporte público que já sem comprometeram em fazer um esforço máximo pra colocar o maior número de veículos da frota nas ruas - disse Orrico, informando que atualmente cerca de 8.500 ônibus circulam na cidade.



Para o secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos, Carlos Roberto Osório, de todas essas iniciativas, o incentivo ao uso das bicicletas é uma das mais importantes:



- O objetivo é incentivar o uso do transporte alternativo e da bicicleta, além do transporte coletivo de massa. O que a Prefeitura está fazendo é dando mais conforto, segurança e tranquilidade para o motorista optar pela bicicleta que, além de ser utilizada para lazer, pode ser um importante modal de transporte.





As ações





Estacionamento - o Quadrilátero do Centro vai impedir o estacionamento nas principais vias daquele bairro durante todo o dia 22. As vagas do Rio Rotativo e oficiais (destinadas aos órgãos públicos) estarão bloqueadas nas avenidas Presidente Antônio Carlos, 1º de Março e Rio Branco, e em todas as transversais desde a Rua Santa Luzia (em frente à Cinelândia) até a Candelária. A estimativa é de que cerca de 2.100 veículos deixarão de estacionar e circular no Centro neste dia.



Redução de velocidade - será criada a Zona 30 em mais nove bairros da cidade, que ganharão zonas de 30km/h permanentes para estimular o uso da bicicleta como meio de transporte alternativo e proporcionar uma relação amigável entre motoristas, ciclistas e pedestres. A redução do limite de velocidade será implantada em vias dos bairros Santa Cruz, Campo Grande, Bangu, Anchieta, Del Castilho, Grajaú, Ilha do Governador, Barra da Tijuca/Jacarepaguá e Ipanema. Em 2009, a iniciativa foi aplicada em ruas de Copacabana.



Atividades de cultura e lazer - No Centro, na Praça Mário Lago (Buraco do Lume), haverá apresentação de música, oficinas de pintura, reciclagem e de educação ambiental. No Grajaú, na Praça Edmundo Rêgo, acontecerão atividades de promoção da saúde e de educação ambiental. E na Praça 1º de Maio, em Bangu, palestras e oficinas serão realizadas por agentes do Centro de Educação Ambiental.



As ações da Prefeitura no Dia Mundial Sem Carro envolvem as secretarias de Meio Ambiente, Transportes, Ordem Pública, Saúde e Defesa Civil, Educação, Cultura, Esportes e Lazer, e Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida; além da CET-Rio e da Guarda Municipal. A iniciativa conta ainda com a parceria do Governo do Estado.





Texto: Juliana Romar

Fotos: J.P. Engelbrecht

http://www.rio.rj.gov.br/web/guest/exibeconteudo?article-id=1133487

Moto vence Desafio Intermodal em São Paulo

17/09/2010 - Transporte Idéia

No Desafio Intermodal de São Paulo deste ano, a moto foi a primeira colocada. Um motociclista fez o percurso da Praça General Gentil Falcão, na zona sul, até a prefeitura de São Paulo, no centro, no tempo de 20 minutos e 20 segundos. Em três anos esta foi a primeira vez que a bicicleta não venceu o desafio. Ela ficou na segunda posição, com 20min56s. Entre os 27 participantes, havia gente de patins, skate, monociclo, bicicletas e até um cadeirante.

Promovido pelo Instituto CicloBR, o Desafio Intermodal 2010 de São Paulo começou às 18h15 e testou quanto tempo é gasto para se locomover na cidade de diferentes formas. O evento faz parte das atividades que promovem o Dia Mundial sem Carro, no dia 22 deste mês. Um helicóptero ia participar do desafio, mas acabou não decolando por conta do mau tempo.

O desafio vai analisar, além do tempo gasto para locomoção, o custo que cada meio de transporte gasta para se locomover e a quantidade de gás carbônico emitida. O tempo do deslocamento completo da pessoa foi computado, e não o do meio de locomoção. Também foi levado em consideração o tempo que a pessoa levou até o modal e o tempo que ele levou para estacionar o veículo.

O organizador do evento, André Pasqualini, destacou as outras opções, além do automóvel, para se locomover no meio urbano. “O resultado deixou claro que a bicicleta, patins e até o skate são mais eficientes do que o carro”.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Prefeitura do Rio vai proibir estacionamento no Centro de mais de 2 mil carros e motos na próxima quarta-feira

17/09/2010 - Agencia Brasil

A prefeitura do Rio de Janeiro anunciou que vai proibir o estacionamento de mais de 2 mil carros e motos em diversas ruas do centro da cidade na próxima quarta-feira, Dia Mundial Sem Carro. O volume de veículos é praticamente o dobro em relação ao ano passado, quando o Rio aderiu ao movimento.
“Vamos restringir o estacionamento de automóveis no centro da cidade. Vamos apelar para que as pessoas utilizem mais o transporte coletivo do que o transporte individual e vamos incentivar o uso de bicicletas“, disse o secretário municipal de Meio Ambiente, Carlos Muniz.
Outra medida que entrará em vigor na próxima quarta-feira é o programa permanente Zona 30, que restringe a velocidade dos veículos. Em dez bairros da cidade os veículos só terão permissão para circular até 30 quilômetros por hora. Segundo o secretário, a medida visa ao tráfego de carros e bicicletas ao mesmo tempo sem muitos riscos de acidente.
“Estamos avançando nos investimentos em relação à melhoria da qualidade do transporte público e ao mesmo tempo estamos incentivando cada vez mais o uso da bicicleta. Em suma, é para as pessoas refletirem que há hoje uma política que privilegia um transporte mais equilibrados, mais harmônico e ambientalmente sustentável para a cidade”, disse Muniz.
De acordo com ele, a estimativa de veículos circulando na cidade, no ano passado, foi de menos 30%. A expectativa da prefeitura para este ano é que cerca de 2.100 veículos deixem de estacionar e circular no centro da cidade nesse dia.
A data comemorativa teve início em 1988 na França e é celebrada simultaneamente em todo o mundo. O objetivo é conscientizar a população sobre os danos da emissão de gases de efeito estufa e ressaltar a importância do uso sustentável dos meios de transporte.
Fonte: Agência Brasil

Empresário Eike Batista diz que Brasil terá fábrica nacional de carros elétricos em 2014

17/09/2010

O país terá uma frota de veículos elétricos nacionais circulando pelas ruas em 2014. O anúncio foi feito pelo empresário Eike Batista. A planta será construída ao lado do Super Porto do Açu, em São João da Barra, no norte fluminense, a um custo inicial de US$ 1 bilhão. Eike afirmou que vai buscar financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e ressaltou que a composição acionária da nova empresa será majoritariamente brasileira.
A produção inicial será de 100 mil veículos, totalmente movidos por baterias elétricas, com tecnologia japonesa e europeia. Eike estimou que, há espaço no mercado brasileiro para uma nova fábrica de veículos.

“A gente está enxergando que, nos próximos dez anos, o Brasil vai consumir 8 milhões de automóveis por ano. Então, tem espaço para gente nova, tem espaço para a indústria nacional, até pelo carinho que o brasileiro teria em comprar um carro bem feito. Vai ser uma empresa nacional, com know-how estrangeiro”, disse Eike, durante a Exposição Rio Oil & Gas, que reúne as principais empresas de petróleo e gás do mundo.
O presidente da EBX, considerado o oitavo homem mais rico do mundo, frisou que os carros elétricos representam uma tendência definitiva. Segundo ele, as baterias serão de tecnologia japonesa e o restante do veículo – para cinco passageiros e autonomia de 160 quilômetros – terá concepção e design europeu e brasileiro.
“O negócio do carro elétrico é irreversível. A pessoa que gasta R$ 200 por mês em combustível, num carro elétrico, botando ele na tomada à noite, vai gastar menos que R$ 20. O problema hoje ainda é que o custo inicial da compra do carro está caro, mas o preço das baterias está despencando. Tem uma revolução acontecendo nessa área”.
Entre as facilidades do complexo de Açu para abrigar o projeto, Eike citou a sinergia entre o complexo portuário que está sendo construído, pela empresa LLX, de sua propriedade, duas siderúrgicas, de capital estrangeiro, e uma usina termelétrica, além da existência de estradas de ferro e rodovias para escoamento da produção.
“Só pela logística do Açu, a gente ganha US$ 200 por automóvel, o que é muito dinheiro. Os incentivos naturais estão na eficiência da logística. Vão atracar no Porto do Açu os maiores navios contêineiros, a um custo imbatível. Em qualquer país do mundo, você tem que pensar que o mix de algo montado no país possa ser até 50% vindo de fora. Se você agrega os outros 50% de indústria nacional, mais mão-de-obra, você acaba tendo 70% do coeficiente do país. É isso que a gente quer. A indústria brasileira de autopeças, assim que a gente passa de 20 mil unidades [de veículos], ela se instala em volta”.
Eike não disse quantos empregos terá, mas informou que cada vaga gerada em uma montadora gera 15 empregos nas empresas da cadeia. O empresário espera entrar com projeto de financiamento no BNDES dentro de 12 meses e que o banco terá interesse em apoiar a iniciativa.
O empresário afirmou que este será o primeiro carro brasileiro, depois da experiência do empresário João Augusto Gurgel, nos anos 70 e 80, que chegou a produzir 43 mil veículos 100% nacionais. “Este é o meu conceito”. Perguntado onde Gurgel havia falhado, Eike respondeu: “O Gurgel quis conceber um carro do zero. Na época ele usava motor Volkswagen. Aí ele foi desenvolver um motor próprio, uma caixa de mudança própria e entrou em uma seara complicada”.
Eike ressaltou que o veículo elétrico também deverá receber incentivos por conta de questões ambientais, pois não polui e praticamente não produz ruído. Ainda sem nome determinado, ele sugeriu que a fábrica poderia se chamar FBX, de “Fábrica Brasileira de Automóveis”, mais a letra X, que aparece em todas suas empresas.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Venda de veículos no Brasil deve dobrar em 15 anos, diz ministro

13/09/2010
O número de veículos vendidos anualmente no país deve dobrar até 2025. A previsão é do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, que participou da abertura do congresso anual da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), realizado em São Paulo.
O ministro disse que um estudo encomendado pelo governo federal aponta que, em 15 anos, serão comercializados, anualmente, no Brasil, 6,8 milhões de carros, motos, caminhões e tratores. Estimativas da Fenabrave apontam que, neste ano, serão 3,4 milhões.
Miguel Jorge afirmou que as demandas interna e externa de veículos impulsionarão o crescimento das vendas. Segundo ele, no Brasil e nos países que compõem o grupo dos Bric (Rússia, Índia, China, além do Brasil), a frota é composta por mais carros antigos do que em países desenvolvidos, e o índice de carros por habitante é menor.
“Cerca de 60% da frota do Brasil têm menos de dez anos de fabricação. No Japão, são 83%”, explicou Miguel Jorge. “Os Bric também têm frotas velhas e, por isso, têm condição de puxar a demanda por automóveis.”
O ministro afirmou, entretanto, que a redução da carga tributária que incide sobre os veículos é vital para que montadoras brasileiras possam competir por esta demanda com fábricas de outros países. Ele afirmou que, no país, até 30% do preço de um carro são formados por impostos, o dobro da média mundial.
“Um veículo no Brasil pode custar o dobro do que custa na Índia, com um peso muito grande dos tributos nesta diferença”, declarou Miguel Jorge. Ainda, de acordo com ele, o número de vendas de veículos no país poderia ser, aproximadamente, 50% maior caso os impostos fossem menores e os juros dos financiamentos também.
“Nós aumentaríamos as vendas em cerca de 1,8 milhão de unidades se os impostos fossem reduzidos para algo como 16% e se os juros dos financiamentos caíssem de 24% para 16% ao ano.”
Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Produção de veículos cresce 17,5% no ano no país e bate novo recorde

8/9/2010
Folha.com

A produção de veículos no país cresceu 17,5% no acumulado dos oito primeiros meses do ano na comparação com o mesmo período em 2009, atingindo a fabricação de 2,406 milhões de unidades e batendo novo recorde. A maior marca até então (2,324 milhões) havia sido contabilizada em 2008.

De acordo com os dados divulgados pela Anfavea (associação das montadoras) nesta quarta-feira, em agosto foram produzidos 329.092 automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões, com incremento de 3,4% ante julho e 11,5% no confronto com igual intervalo em 2009, ano que teve o desempenho afetado pelo agravamento da crise econômica mundial.

Essa quantidade representa o segundo maior resultado mensal da série histórica, ficando atrás apenas de março (339,7 mil) e logo à frente de maio (323,9 mil).

Já as exportações tiveram acréscimo de 73,2% no acumulado do ano, totalizando 489.236 veículos. Considerando apenas agosto, as vendas para o mercado externo (65.436) tiveram queda de 1,5% na comparação com o mês passado e expansão de 42,8% em relação a agosto de 2009.

O número de empregados nas montadoras somou ao final do mês passado 114.793 trabalhadores, superando o patamar contabilizado em julho (114.317). Levando em conta também os funcionários em fabricantes de máquinas agrícolas, a indústria empregava 132.978 pessoas, também acima dos 132.011 registrados no mês anterior.


VENDAS

As vendas de veículos novos no país apresentaram expansão de 21,2% em agosto, no confronto com o mesmo intervalo no ano passado, batendo o recorde para o mês com o emplacamento de 312,8 mil unidades. Já no confronto com julho, os licenciamentos cresceram 3,5%.

No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, também foi contabilizada uma nova marca, com o emplacamento de 2,195 milhão de veículos, o que representa um acréscimo de 10,1% sobre igual período em 2009, que detinha o recorde até então.


FINANCIAMENTO

Apesar da expansão nas vendas, impulsionada pela oferta de crédito, a taxa de inadimplência na carteira de CDC (Crédito Direto ao Consumidor) para aquisição de veículos pelos consumidores recuou pelo 13º mês consecutivo, atingindo 3,4% em julho, de acordo com o último levantamento da Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras), que engloba todo o mercado.

A análise considera atrasos acima de 90 dias. Em julho do ano passado, a taxa havia sido de 5,3%, ainda como reflexo do agravamento da crise.

Segundo a pesquisa, a taxa média de juros praticada pelos bancos ficou em 1,81% ao mês em julho, com elevação no confronto com junho (1,78%), mas recuo na comparação com o mesmo mês no ano passado (2,01%).

Cresce número de domicílios com carros e motos no país, segundo IBGE

9/9/2010 - CNT Informe


Foto: Rodrigo Soldon

Redução de IPI, renda maior, economia em plena ascensão. Todos esses fatores, juntos, fizeram com que mais de 37% dos estimados 58,6 milhões de domicílios brasileiros contassem, em 2009, com pelo menos um automóvel, segundo o IBGE. É o que revela a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada nessa quarta-feira (8).

Já os domicílios com motocicleta representam 16,2% do total. Na comparação com o ano anterior, os números subiram 1 e 1,5%, respectivamente. Na Região Norte, a situação se inverte: a maior parte (20,9%) dos domicílios têm motos e 18%, carros.

A Região Sul do país possui a maior porcentagem de domicílios com carro: 54,5%. Logo em seguida aparece o Sudeste, com 45,5% e o Centro-Oeste com 41,1%. No Nordeste, 17,8% dos domicílios contam com algum carro.

A consequência desse aumento não é novidade. “À medida que se entendeu que automóveis/motos para todos seria uma democrática’ distribuição das benesses da modernidade, o modelo começou a mostrar suas contradições: aumento da acidentalidade, congestionamentos e poluições, demonstrando o quanto ele é econômica, ambiental e socialmente insustentável”, afirma o chefe do Laboratório de Ensino e Aprendizagem em Transportes da Universidade de Brasília, Victor Pavarino.

Produção e vendas em alta

Também nessa quarta, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou dados que revelam um crescimento de 3,4% da produção de veículos em agosto, se comparado com o mês de julho, o que corresponde a mais de 329 mil fabricados. No acumulado do ano, o segmento de automóveis e comerciais leves teve alta de 15,2%, o de caminhões 70,3% e o de ônibus, 39,2%.

Para conseguir suportar a crescente quantidade de veículos nas ruas, o governo investe em obras de expansão, que para Victor Pavarino são apenas medidas paliativas. “Expandir a infraestrutura, como se tem feito, somente atrairá mais demanda de veículos. No médio prazo as vias duplicadas estarão congestionadas de novo”, acredita.

Para Flávio Dias, pesquisador do Centro Interdisciplinar de Estudos em Transportes da Universidade de Brasília (Ceftru/UnB), é necessário investir no transporte coletivo de qualidade. “É preciso mudar a forma como o usuário do transporte coletivo é tratado, oferecer mais conforto e, claro, com isso, os custos ficarão maiores. No entanto, não é preciso aumentar a tarifa, e sim, subsidiá-la, como acontece com o metrô”, defende Dias.


Aerton Guimarães
Redação CNT

http://www.sistemacnt.org.br/portal/webCanalNoticiasCNT/noticia.aspx?id=98588341-5abd-4034-81aa-7dd5021a40fe

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Vendas de veículos crescem 10,14% de janeiro a agosto

02/09/2010 - Agencia Brasil

As vendas de veículos cresceram 10,14% no acumulado dos oito meses do ano em comparação ao mesmo período de 2009, totalizando 3.410.604 unidades, segundo balanço divulgado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Em agosto, o aumento foi de 4,5% em comparação a julho, com a comercialização de 482.379 veículos.

O presidente da Fenabrave, Sérgio Reze, atribuiu os resultados do setor à conjuntura econômica. “O desempenho do setor automotivo reflete o bom momento da economia. O país está crescendo. As promoções e os financiamentos também estão atrativos, com custos menores e fluxo abundante de recursos.”

As vendas de caminhões foram as que tiveram a maior alta no acumulado desde o início do ano. O crescimento de janeiro a agosto deste ano em relação a 2009 foi de 54,44%, o que significou a comercialização de 98.836 de unidades. De julho para agosto, no entanto, o setor apresentou queda de 9,71%, com a venda de 13.265 de caminhões.

Os veículos comerciais leves registraram aumento de 8,5% nos oito meses do ano, com a venda de 2.077.521 unidades. Enquanto no mês passado foram comercializados 296.609 veículos comerciais leves, o que representou uma elevação de de 3,99% em relação a julho.

As motos tiveram um aumento de 8,76% nas vendas no período de janeiro a agosto em relação aos mesmos meses de 2009. Neste ano, foram comercializada 1.137.631 unidades. Na comparação do mês passado com julho, o crescimento foi de 7,17%, totalizando 158.518 unidades de duas rodas.

Fonte: Agência Brasil