terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Cidade americana já tem recarga sem fio de carros

18/12/2012 - Jornal do Carro

Raleigh, na Carolina do Norte, Estados Unidos, será uma das primeira cidades do mundo a começar a usar carregadores de carros elétricos wireless. O projeto, chamado de Programa Apollo, juntou várias empresas do setor de energia e tecnologia para fornecer o equipamento de recarga sem fio, batizado de Evatran. Quem quiser instalar o equipamentos em casa terá que pagar US$ 4 mil (cerca de R$ 8.400).
(Confira a fan page do Jornal do Carro no Facebook: http://www.facebook.com/JornaldoCarro)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Na fronteira com a Venezuela, a farra da gasolina barata

09/12/2012 - O Estado de São Paulo

Nos 230 km entre Boa Vista e Paracaima, em Roraima, não há um só posto; com R$ 25, é possível encher o tanque no país vizinho.

SERGIO TORRES , ENVIADO ESPECIAL , SANTA ELENA DE UAIRÉN , VENEZUELA

O transporte clandestino da gasolina barata da Venezuela para o Brasil, pela fronteira com Roraima, criou no extremo norte do Brasil uma imensa área sem postos de combustíveis. Ao longo dos 230 quilômetros da estrada entre a capital Boa Vista e Pacaraima, última cidade do Estado antes do território venezuelano, não há um só posto. Também não há revendedores oficiais de combustíveis em nenhum outro ponto em trechos a pelo menos 200 quilômetros da fronteira.

Enche e volta. Carros fazem fila para atravessar fronteira
A razão desse vazio é porque, com um máximo de R$ 25, o brasileiro enche o tanque de um carro de passeio logo ao entrar na Venezuela, sem precisar passar pela aduana de lá. País produtor de petróleo, a Venezuela vende o litro da gasolina a preços que variam de R$ 0,20 a R$ 0,50. Em Boa Vista, a capital de Roraima, o litro da gasolina custa R$ 2,90. O tanque cheio, dependendo da marca do carro, pode valer até R$ 180.

A enorme disparidade de valores fez surgir em Roraima um mercado negro de venda de gasolina que causa prejuízos mensais de pelo menos R$ 5,8 milhões ao empresariado do setor, de acordo com avaliação do Sindicato dos Postos de Combustíveis de Roraima (Sindipostos-RR).

Traficantes de combustíveis vão à Venezuela, enchem o tanque, descarregam a carga do lado brasileiro em galões, retornam ao país vizinho e abastecem novamente. Repetem a operação dezenas de vezes ao longo do dia. À noite e de madrugada, a fim de fugir de um eventual patrulhamento, voltam à capital roraimense para abastecer depósitos ilegais, onde o litro é vendido por R$ 2.

A soma dos prejuízos aos cofres estadual e federal decorrentes da sonegação de tributos obrigatórios alcança R$ 1,68 milhão por mês, especialmente quanto ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), ao Programa de Integração Social (PIS) e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

O presidente do Sindipostos-RR, Abel Mesquita Júnior, avalia que os postos de Roraima deixam de vender, por causa da concorrência da gasolina venezuelana, algo entre 1,8 milhão e 2 milhões de litros mensais de combustíveis. E não só gasolina, mas também óleo diesel.

"Acontece em Roraima um quadro inédito no País. Aumenta a frota de carros e diminui a venda de combustível. Todos os postos do interior, ao norte da capital, fecharam. Vendemos de 7 milhões a 8 milhões de litros por mês. Esse número poderia ser 25% maior, não fosse a evasão", diz o sindicalista.

Pouca fiscalização. O efetivo pequeno da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Estado de Roraima torna a situação de difícil resolução a curto prazo. Há 48 servidores na PRF local, dos quais 20 dedicados a atividades administrativas.

Os demais são divididos em equipes de plantão diário, incumbidas de patrulhar vastas áreas desertas cortadas por seis rodovias federais e dezenas de vicinais. A fronteira de Roraima com Venezuela e Guiana se estende por 1,9 mil quilômetros.

Há dias em que a equipe é formada por apenas dois patrulheiros, por causa da falta de pessoal. E há dias em que as equipes, pela precariedade do efetivo, nem vão para a estrada.

Mesmo assim, as apreensões da PRF têm crescido em Roraima. Em 2011, foram recolhidos 13.890 litros de combustível no trecho da BR-174 entre Boa Vista e a fronteira com a Venezuela. Este ano, até o início de dezembro, a soma das apreensões de gasolina já alcança os 23.568 litros.

Para o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), Alísio Vaz, a situação de Roraima "é tão absurda que fica difícil tentar enquadrar os formiguinhas (os traficantes que circulam de um lado para o outro da fronteira)".

"Roraima é como se fosse uma área fora do mapa do comércio nacional de combustíveis. O preço da gasolina na Venezuela é irreal, talvez seja o mais barato do mundo. Já procuramos as autoridades brasileiras, mas nada de efetivo aconteceu. Fizemos nosso papel. Esse quadro inviabiliza o comércio legal", afirma Vaz.

Caroteiros e tanqueiros. Há dois tipos de contrabandistas de combustíveis em Roraima. Os chamados caroteiros trazem a gasolina em recipientes plásticos de até 60 litros, galões conhecidos na região como carotes. Costumam usar carros de passeio e caminhonetes para transportar a maior quantidade possível de carotes. Chegam a tirar todos os bancos do veículo a fim de trazer o máximo possível de gasolina.

Os carros usados pelos caroteiros são, geralmente, de marcas antigas, velozes e espaçosos, como Santana e Monza, por exemplo. Têm vidros negros, para impedir a visualização da carga. Os caroteiros preferem não entrar com os recipientes na Venezuela. Optam por deixá-los em esconderijos na Reserva Indígena São Marcos, atravessada pela BR-174 e próxima à fronteira. Daí a necessidade de ir e voltar à Venezuela até ter gasolina suficiente para encher todos os carotes disponíveis.

Já os tanqueiros, segundo tipo de contrabandistas, acondicionam a gasolina em tanques adicionais de caminhões e carros maiores adaptados. Como os caroteiros, retiram os bancos dos veículos, especialmente os traseiros, a fim de abrir espaço para os tanques adicionais.

domingo, 9 de dezembro de 2012

O adeus ao volante nos deslocamentos diários

09/12/2012 - O Globo

Motoristas vendem seus carros e adotam metrô, táxi, bicicleta e caminhada no dia a dia

O neurologista Oscar Bacelar fala ao celular no táxi, entre a sua casa e o consultório: quando chego, posso me dedicar mais às demandas do dia, afirma ele Custódio Coimbra / O Globo

RIO - Carro? Nem pensar, garantem Oscar, Veronica, Ieda, PH, Mônica e Flávia. Eles fazem parte de um grupo que decidiu vender seus automóveis, passando a andar de táxi, metrô, bicicleta e a pé nos deslocamentos diários. A opção não é motivo de arrependimento: todos comemoram os ganhos financeiros e de qualidade de vida.

Morador da Barra, o neurologista Oscar Bacelar só vai de táxi para os consultórios na própria Barra, em Botafogo e na Tijuca. Ele aproveita bem o tempo de percurso: faz ligações, responde a e-mails e até olha resultados de exames.

Quando chego ao consultório, posso me dedicar mais às demandas do dia conta.

As vantagens vão além. Oscar constatou que, mesmo no quesito despesa, andar de táxi sai mais barato. A cada semana, ele gasta R$ 200 nos três dias em que vai aos consultórios.

Manter um carro é caro. Têm seguro, estacionamento, multas. Automóvel também não é investimento. Com a depreciação, um carro de R$ 60 mil, em dois anos, vale R$ 30 mil. Perdem-se R$ 15 mil por ano, mais de R$ 1 mil por mês.

Ao longo deste ano, o médico escreveu seu último livro (Uma gota é um pingo) durante viagens de táxi. O livro de frases, de cem páginas, foi lançado há duas semanas.

Escrevia no iPhone e mandava, por e-mail, para mim mesmo conta.

Oscar tomou a decisão de vender um dos carros há dois anos. O outro fica para a família: para levar as crianças à escola, fazer compras e sair nos fins de semana.

Moradora do Leblon, a gestora cultural Flávia Faria Lima vendeu seu automóvel há um ano e meio. Também só viu vantagens:

Se computarmos o que gastamos com manutenção, IPVA e guardadores, andar de táxi é mais prático e econômico.

Para viagens curtas, Flávia tem a solução:

A gente aluga ou vai no carro de amigos.

Poucas vagas, custo de manutenção alto, engarrafamentos e estresse no trânsito. Esses foram os motivos que levaram a diretora de produção e cineasta Veronica Menezes, de 40 anos, a vender o carro. Ela dirigiu dos 18 aos 39 anos:

Quem sente falta? Falta de quê?

Menos tempo entre a casa e o trabalho

Veronica foi se libertando do carro gradativamente. O processo começou em 2005, quando ela se mudou da Tijuca para o Leme.

Vivia na Tijuca. Trabalhava e estudava na Zona Sul. Morava dentro do carro. Quando me mudei, passei a usar o carro só para trabalhos na Barra. Com o tempo, fui recusando serviços distantes, para ter mais qualidade de vida.

A bicicleta e, eventualmente, o táxi são os atuais meios de transporte de Veronica:

É ótimo pedalar e ouvir musica. É ruim chegar suada no trabalho. Quando está muito quente, também é chato. Mas é melhor do que ficar engarrafada e procurando vaga.

Depois da venda do carro, Veronica passou a ter uma vida mais saudável:

Durmo melhor, bebo menos, os amigos e os programas mudaram. Até parei de fumar.

Designer de interiores, Mônica Nobre voltou a morar no Rio há dez anos, após um período trabalhando em São Paulo. Nos anos seguintes a seu retorno, quando começou a namorar o atual marido e o via reclamando do trânsito da cidade, dizia:

Você fala assim porque não conhece o trânsito de São Paulo.

Há três anos, Mônica se convenceu de que o tráfego do Rio estava prestes a se comparar ao de São Paulo. Foi, então, que decidiu vender o carro. Agora, anda a pé, de bicicleta ou de táxi.

Não quero mais carro. É uma encrenca.

Mônica achou que se acostumaria:

Senti um desapego. O trânsito vai ficar cada vez mais uma loucura. Estou superfeliz. Atendo a meus clientes sem carro e não tenho estresse.

Locutor da rádio Nativa FM, mesmo com estacionamento no local de trabalho, no bairro da Saúde, Paulo Henrique de Góes, o PH, há seis meses vendeu o carro e aderiu a um novo costume. Morador de Copacabana, pega o metrô até a estação Central. De lá, segue de ônibus.

Aos 47 anos, PH tinha carro desde os 21. O locutor concluiu que estava sustentando uma família. Tinha prestação de R$ 800, R$ 300 de garagem, gasolina, manutenção e IPVA. Ele fez as contas e viu que, de abril deste ano a fevereiro de 2013, vai economizar pelo menos R$ 10 mil.

Um casal pode passar uma semana em Nova York se andar de metrô e ônibus por um ano no Rio comenta o locutor.

O ganho de PH foi também de tempo:

Por causa dos engarrafamentos, levava 40 minutos de casa até o trabalho. Hoje, gasto 25.

Ex-funcionária da Secretaria de Comércio Exterior, Ieda Fernandes se aposentou há dois anos e meio. Além de deixar de morar em Brasília de segunda a sexta-feira, Ieda se mudou da Tijuca para Copacabana.

Gastava R$ 7 mil por ano com o carro que trouxe de Brasília. Em abril, decidi vendê-lo. Agora, ando a pé, de metrô ou de táxi. Do jeito que o transito está, não vale a pena ter carro diz Ieda. Só estava usando para lavar e emplacar. Quando vendi, meu carro tinha quatro anos e somente 8.500 quilômetros rodados.

Na Zona Sul, Ieda faz tudo a pé. Quando quer viajar, tem a opção de usar o automóvel do marido. Ela tem carteira de habilitação desde os 24 anos e adora dirigir. Mas garante que não está sentindo a menor falta do carro:

Na Zona Sul, você quase não usa carro. Temos muita condução e estacionar é horrível.

Bonde das bicicletas para o trabalho

A funcionária pública Maysa Blay não vendeu o carro, mas usá-lo para ir trabalhar, no Centro, nunca esteve nos planos. Automóvel, só para sair à noite e nos fins de semana. Há dois anos, Maysa deu um passo adiante: trocou o ônibus pela bicicleta no trajeto de casa, em Laranjeiras, para o trabalho. Com isso, reduziu a duração do trajeto de 40 para 15 minutos.

Economizo tempo. A cidade está saturada de carros. A bicicleta é mais saudável para as pessoas e a cidade.

Há três semanas, Maysa viu que era hora de criar o bond-bike, através de seu perfil no Facebook. Moradores da Zona Sul se encontram no Largo do Machado, às 7h45m, de segunda a sexta-feira, e formam o bonde das bicicletas. Seguem para o trabalho, no Centro, pedalando.

Não passamos despercebidos pelos motoristas com que cruzamos pela rua, às vezes, parados em engarrafamentos diz Maysa.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Produção de veículos no Brasil deve cair pela 1ª vez em dez anos

07/12/2012 - Folha de São Paulo

A produção anual de veículos no Brasil vai cair pela primeira vez em dez anos, segundo projeção da Anfavea (associação das montadoras) divulgada nesta sexta-feira (7).

Depois de sustentar uma previsão de alta de 2% até o mês passado, a entidade agora projeta para 2012 um recuo de 1,5% na produção.

Produção de veículos cresce 10,5% em novembro
Indústria automotiva prevê crescimento de 4% em 2013

Entre janeiro e novembro, foram produzidos 3,083 milhões de veículos no Brasil, número 2,1% inferior ao do mesmo período do ano passado.

As montadoras fabricaram 301,7 mil unidades em novembro, 5,3% a menos do que em outubro, mas 10,5% a mais do que no mesmo mês de 2011.

Em dezembro, as fábricas devem elevar o nível de produção. Algumas empresas já anunciaram a suspensão das férias coletivas, tradicionalmente previstas para meados de dezembro.

O intuito é fazer frente à demanda de um mercado ainda aquecido pelo IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido.

VENDAS

Apesar da queda na produção, o setor deve registrar mais um ano com recorde de vendas e crescimento bem superior ao PIB (Produto Interno Bruto). A expectativa da Anfavea é terminar o ano com alta de 4,9% nas vendas, ante crescimento estimado em cerca de 1% para toda a economia brasileira.

Em novembro, as vendas caíram 3% na comparação com 2011, afetadas principalmente pelos feriados e pela antecipação das compras em outubro, quando acabaria o benefício do IPI reduzido --ele foi prorrogado pela segunda vez até 31 de dezembro.

No acumulado do ano, porém, as vendas registram alta de 4,8% (3,442 milhões de unidades).

A expectativa é que o fenômeno da corrida dos consumidores às concessionárias se repita no último mês do ano devido ao fim do IPI e à injeção do 13º salário na economia, resultando em um mês com forte volume de vendas.

"Temos que trabalhar para chegar nesses números. Não é só fazer a projeção", diz o presidente da entidade, Cledorvino Belini. Ele descarta uma nova prorrogação do IPI reduzido a partir de janeiro. Para 2013, a previsão é que os negócios cresçam 4% ante 2012.



Enviado via iPhone

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

JAC Motors enterra carro em lançamento de fábrica na BA

26/11/2012 - O Estado de São Paulo

O 1° JAC trazido para o País ficará 20 anos enterrado com bilhetes de funcionários, que serão lidos em 2032

Tiago Décimo, Agência Estado

SALVADOR - Um veículo modelo J3 vermelho, placa JAC-0003, registrada em São Paulo, foi enterrado em uma caixa de concreto, nesta segunda-feira, no terreno onde a JAC Motors vai construir sua primeira fábrica no Brasil, em Camaçari (BA), na região metropolitana de Salvador.

A ação fez parte do lançamento da pedra fundamental do empreendimento, que deve receber investimentos de US$ 600 milhões e tem previsão de inauguração no fim de 2014. A expectativa é que a unidade produza 100 mil carros por ano em seus 650 mil metros quadrados de área construída. No terreno, de 6,5 milhões de metros quadrados, haverá também uma escola de ensino básico. A unidade deve gerar 3,5 mil vagas de trabalho.

Segundo o presidente da montadora no País, Sérgio Habib, dentro do carro enterrado foram colocadas cerca de 2 mil mensagens, de funcionários e clientes da empresa, além de fotografias e objetos de uso cotidiano, como um telefone celular, um computador, lâminas de barbear e refrigerantes.

"Estamos fazendo uma cápsula do tempo, que será aberta em 20 anos", diz o empresário. Ele explicou que o prazo de duas décadas foi decidido depois de uma negociação com o governador baiano, Jaques Wagner. "Eu queria fazer 50 anos, mas concordamos que a chance de estarmos aqui na abertura depois de tanto tempo não era muito grande. E queremos participar desse momento."
O veículo escolhido para ser enterrado foi o primeiro J3 que chegou ao Brasil, ainda na fase de testes do modelo. Segundo Habib, o carro está com 243 mil quilômetros rodados e foi dirigido por diversos funcionários da empresa, além de dez taxistas - que transmitiram suas opiniões sobre o carro para o desenvolvimento de melhorias.

Carro popular

Segundo Habib, o primeiro modelo que será fabricado na unidade está em fase de desenvolvimento. "Está fechado que será um hatch, com preços entre R$ 30 mil e R$ 42 mil, bem ao gosto do mercado local (nordestino e baiano)", disse.

Entre os presentes no evento, estavam Wagner, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, o embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang, e o presidente mundial da JAC, An Jin. "Quero agradecer o carinho com que as famílias brasileiras receberam a JAC Motors", disse o executivo chinês, lembrando que o Brasil respondeu por quase metade dos veículos exportados pela montadora no ano passado (24 mil de 66 mil carros). "Temos confiança de que o mercado brasileiro continuará em forte crescimento."

Já o governador Jaques Wagner disse esperar que a Bahia se transforme na principal entrada de investimentos produtivos da China no Brasil. "Já temos mais uma montadora chegando (a Foton, que anunciou uma fábrica de veículos comerciais leves, orçada em US$ 300 milhões, também em Camaçari), mas estamos trabalhando essa parceria em outras áreas, como no agronegócio no oeste do Estado, que deve receber um grande investimento chinês em breve para processamento de soja."


Enviado via iPhone

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Empresas desenvolvem projeto para viabilizar carregadores de veículos elétricos no Brasil

06/11/2012 - Eco Desenvolvimento

Foto: Reprodução
Avaliar cenários, experimentar e mensurar os impactos da introdução de eletropostos no Brasil. Esse é o objetivo do projeto de recarga de veículos elétricos desenvolvido para o país. A iniciativa apresentou três tipos de carregadores: o QC50 (considerado rápido), o público e o residencial.

Desenvolvido pelas empresas Afacec, EDP, Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (IEE/USP), Fundação Instituto de Administração (FIA) e a Sinapsis.

O projeto instalou o primeiro posto de carregamento rápido para que concessionárias e montadores realizem testes de infraestrutura, produtos e serviços necessários para atender a demanda brasileira. O eletroposto está localizado no IEE, em São Paulo.

Segundo a EDP, o projeto indica um passo à frente nas questões de eficiência energética e da sustentabilidade ambiental. "Será possível estudar o uso da mobilidade elétrica e seus impactos na rede de distribuição, principalmente nos grandes centros urbanos onde há maior expectativa de utilização desta tecnologia", afirmou Miguel Setas, vice-presidente de Distribuição da EDP no Brasil, à Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

O carregador rápido segue especificações da Europa, Japão e EUA, além disso, possuem 50kW de potência de saída em corrente contínua. Nos eletropostos, os veículos com uma autonomia em torno de 180km levarão até 30 minutos para recarga da bateria, que é normalmente limitada em 80% de sua capacidade máxima, para evitar danos.

Os pontos de abastecimento de recarga lenta levam até oito horas para realizar a mesma tarefa.

Os autores do projeto apontaram que o país pode aproveitar a oportunidade da utilização dos veículos elétricos para disseminar o uso de fontes renováveis.

Conheça mais sobre os carregadores, em inglês (PDF):

QC50
Público
Residencial

Fonte: Eco Desenvolvimento



Enviado via iPhone

Empresas desenvolvem projeto para viabilizar carregadores de veículos elétricos no Brasil

06/11/2012 - Eco Desenvolvimento

Foto: Reprodução
Avaliar cenários, experimentar e mensurar os impactos da introdução de eletropostos no Brasil. Esse é o objetivo do projeto de recarga de veículos elétricos desenvolvido para o país. A iniciativa apresentou três tipos de carregadores: o QC50 (considerado rápido), o público e o residencial.

Desenvolvido pelas empresas Afacec, EDP, Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (IEE/USP), Fundação Instituto de Administração (FIA) e a Sinapsis.

O projeto instalou o primeiro posto de carregamento rápido para que concessionárias e montadores realizem testes de infraestrutura, produtos e serviços necessários para atender a demanda brasileira. O eletroposto está localizado no IEE, em São Paulo.

Segundo a EDP, o projeto indica um passo à frente nas questões de eficiência energética e da sustentabilidade ambiental. "Será possível estudar o uso da mobilidade elétrica e seus impactos na rede de distribuição, principalmente nos grandes centros urbanos onde há maior expectativa de utilização desta tecnologia", afirmou Miguel Setas, vice-presidente de Distribuição da EDP no Brasil, à Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

O carregador rápido segue especificações da Europa, Japão e EUA, além disso, possuem 50kW de potência de saída em corrente contínua. Nos eletropostos, os veículos com uma autonomia em torno de 180km levarão até 30 minutos para recarga da bateria, que é normalmente limitada em 80% de sua capacidade máxima, para evitar danos.

Os pontos de abastecimento de recarga lenta levam até oito horas para realizar a mesma tarefa.

Os autores do projeto apontaram que o país pode aproveitar a oportunidade da utilização dos veículos elétricos para disseminar o uso de fontes renováveis.

Conheça mais sobre os carregadores, em inglês (PDF):

QC50
Público
Residencial

Fonte: Eco Desenvolvimento



Enviado via iPhone

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Montadora brasileira projeta venda de modelo elétrico nacional para 2012

23/10/2012 - CicloVivo

Os carros elétricos podem ganhar força no Brasil

Além de ser uma opção sustentável no combate às emissões de gases de efeito estufa liberados pela indústria automotiva, o negócio pode colocar o país entre os fabricantes mundiais de veículos elétricos.

A empresa responsável por este projeto é a VEZ – Veículos de Emissão Zero, que já projetou seu primeiro modelo e espera disponibilizá-lo comercialmente ainda neste ano. O resultado é fruto de um trabalho de pesquisas idealizado pelo engenheiro eletricista e diretor-presidente da empresa, Tony Saad, em parceria com instituições de ciência e tecnologia e universidades brasileiras.

Após diversas análises a empresa chegou ao protótipo ideal, um carro compacto, com capacidade para carregar duas pessoas, autonomia de cem quilômetros e velocidade que chega aos 120 km/h. Todos os detalhes foram pensados para suprir as necessidades de moradores de grandes cidades, em que os carros normalmente trafegam com apenas dois passageiros.

O automóvel foi batizado de Seed, uma sigla do inglês Small Eletric with Economic Design (pequeno carro elétrico com design econômico, em tradução livre). Ele é totalmente elétrico e a empresa oferece dois anos de garantia total e quatro anos para a bateria.

Assim como acontece com os veículos elétricos feitos por montadoras internacionais, o Seed poderá ser recarregado em qualquer tomada, levando, em média, sete horas, para que a carga seja completa. No entanto, também existe a opção de carga rápida, em que a bateria é capaz de recuperar 80% de sua capacidade em apenas 20 minutos. No entanto, este é uma escolha que deve ser feita apenas em casos de urgência, pois pode reduzir a vida útil da bateria, e esta recarga só pode ser feita em um eletroposto.

Além do benefício ambiental, o empresário garante que o Seed é bastante atrativo financeiramente. Segundo ele, os gastos são cinco vezes menores, quando comparados aos veículos a gasolina. Se o modelo a combustão representa um gasto mensal de R$ 500, o elétrico consumirá apenas R$ 100. Outro benefício é a baixa manutenção, que se restringe à troca de pastilhas de freios e pneus.

Saad explica que a venda do veículo será iniciada em Curitiba, mas que existe a pretensão de expandir a comercialização para todas as cidades brasileiras com mais de 500 mil habitantes. O preço médio do Seed será de R$ 48 mil, no entanto, se a empresa conseguir incentivos fiscais, ele pode chegar a R$ 20 mil. A montadora também pretende desenvolver dois modelos de utilitários a serem comercializados em 2013. Com informações do Terra. m


Enviado via iPhone

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Em São Paulo, EDP inaugura postos para carregamento de veículos elétricos

02/10/2012 - Ciclo Vivo

O lançamento do posto aconteceu na última sexta-feira (28) na Cidade Universitária, em São Paulo

A EDP Brasil desenvolveu o primeiro eletroposto de recarga rápida de veículos elétricos no Brasil, em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA), o Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (IEE/USP) e a Sinapis Inovação em Energia.

O lançamento do posto aconteceu na última sexta-feira (28) na Cidade Universitária, em São Paulo. A estrutura possui um sistema de cobrança (billing) e ferramentas de planejamento elétrico, a fim de avaliar os impactos que a nova tecnologia vai causar nas redes de distribuição de energia. A fase de testes do projeto deverá ser concluída até o final do ano.

O eletroposto de carga rápida já está disponível para testes em veículos elétricos de diversas marcas. Uma das principais intenções do projeto é firmar parcerias com órgãos públicos que possuem veículos elétricos, para que eles sejam abastecidos nos três postos de carregamento instalados no IEE – um de recarga rápida, outro de recarga lenta e outro de recarga residencial.

Além de contribuir para a evolução das soluções para transportes, o grupo EDP ainda vai aproveitar os eletropostos para fazer estudos sobre a eficiência energética no país. "O projeto poderá ser utilizado para compreendermos o uso da mobilidade elétrica e os impactos causados nas redes de distribuição nas grandes cidades, onde há maior expectativa para o uso deste sistema", diz Miguel Setas, vice-presidente da EDP no Brasil.

Com o aprimoramento desta tecnologia nos grandes centros urbanos, a ideia é fazer com que o consumidor possa avaliar os melhores horários e tarifas para o carregamento dos veículos elétricos, contando com o apoio das empresas de energia, que deverão indicar as informações para o uso dos eletropostos.

Os postos de carga são fabricados pela empresa portuguesa Efacec. Os modelos de carga rápida levam até 30 minutos para abastecer um veículo com autonomia de 180 km. Já os outros postos, de carregamento lento e residencial, levam até oito horas para abastecer a mesma quantidade. Com informações do Último Instante e do Grupo EDP.

Leia também:
Amazonenses transformam Fusca 86 em carro elétrico
Apresentado modelo para 85 novos táxis adaptados em Porto Alegre
Empresa norte-americana cria primeiro carro elétrico para cadeirantes


Enviado via iPhone

sábado, 29 de setembro de 2012

Carro voador é vendido nos Estados Unidos por R$ 500 mil

27/09/2012 G1

Desde a existência dos congestionamentos, não raramente escutamos que uma das soluções plausíveis (!?) seria a de um carro voador. A Terrafugia, empresa americana, apostou nessa ideia e lançou o primeiro carro comercial que voa; o Transition. O veículo ainda não entrou em escala industrial de produção, porém reservas para as primeiras unidades já podem ser feitas através do site da empresa.

Para dizer adeus as horas perdidas no trânsito ou viajar mais rapidamente, o interessado vai desembolsar R$ 500 mil reais (cerca de U$ 240 mil dólares). No ar sua velocidade máxima é de 185 km/h e a de cruzeiro é de aproximadamente 172 km/h. Seu tanque de 87 litros, gasolina comum, garante um alcance de mais de 780 km. Para tirar as rodinhas do chão, são necessários 518 metros de pista livre (um jato comercial doméstico utilizaria cerca de 1400 metros).

No chão, ele pode recolher as asas e ser estacionado em uma garagem de tamanho convencional. Como carro, sua velocidade máxima é de 105 km/h gastando em média 1 litro para cada 14 km rodados. Seu peso vazio é 440 kg e pode levar até 210 kg de carga (incluindo os passageiros).

Fique tranquilo, se seu filho resolver pegar o carro avião escondido, ele conta com um sistema de paraquedas que suporta o veículo inteiro. Mas se você liberar a máquina para ele, a fabricante garante que são necessários apenas 20 horas de treinamento para desbravar os céus.


Marcelo Almirante
69 - 9985 7275

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Monotrilho e tuk-tuk: as novas alternativas

20/09/2012 - O Estado de S. Paulo

Dois novos tipos de transporte poderão ser vistos em breve nas ruas de São Paulo. Um deles é curioso, pequeno e chama a atenção por onde quer que passe. Trata-se do primeiro tuk-tuk nacional, que aqui ganhou o nome de triciclo para dois passageiros e acaba de ser homologado no Brasil. O segundo vai promover grande impacto no transporte coletivo. Em novembro, deve ser entregue o primeiro monotrilho fabricado no País, que promete ser o maior do mundo em capacidade de passageiros.

Na Índia, o tuk-tuk faz parte da frota formal de veículos , e como táxi chega a fazer 22 milhões de viagens por dia. No Brasil, surgiu recentemente como uma alternativa mais segura e confortável ao mototáxi em Manaus, Belém e Santarém. No mês que vem, chega a Campinas, Araras, Limeira, Barretos e Campo Grande. Nesses centros, a corrida de tuk-tuk custa em média R$ 2, qualquer que seja a distância. Já o preço do veículo varia de R$ 8,58 mil a R$ 13,5 mil.

A Motocar, primeira fábrica nacional deste tipo de transporte, já vendeu 200 veículos no País. A reportagem do Estado testou a novidade na Avenida Paulista, região central de São Paulo, das 16h às 18h30. O triciclo tem capota e para-brisa - o que dispensa o uso do capacete. As janelas se parecem com as dos antigos Jeep Willys: são de plástico e podem ser enroladas. Os bancos vêm com cinto de segurança. E tem todos os itens básicos de segurança: breque de mão, espelhos retrovisores, farol e extintor de incêndio.

Os taxistas foram os mais interessados. "Acho que para curtas distâncias é uma boa alternativa, mas ninguém teria coragem de pegar um desses para ir até Guarulhos", comentou o motorista Maurício de Oliveira, há 18 anos na praça.

Carlos Alqueres, engenheiro especializado em trânsito, andou num tuk-tuk, em Nova Délhi, na Índia. "Fiquei 1h30 no congestionamento. Era como se estivesse respirando no escapamento dos carros. Mas ele diminuiu a violência no trânsito, por ser mais leve e vagaroso."

Convidados a dar uma volta na Paulista, vários pedestres ficaram receosos. Dá, sim, uma certa insegurança ao entrar no tuk-tuk. Como tem apenas três rodas, o veículo joga um pouco para os lados. Mas é só uma questão de costume. Com um motor 200 cc, o veículo sofre na subida, mas no plano vai bem, alcançando 70 km/h. É ideal para deslocamentos tranquilos. "Seria legal se tivesse um na saída da balada", sugeriu Manuela Maia, de 19 anos, que deu uma volta no tuk-tuk com a amiga Thais Domingues, também de 19.

Hi-tech. A outra novidade ainda não pode ser testada pelo público. A primeira unidade está sendo montada em uma fábrica da empresa canadense Bombardier em Hortolândia, no interior do Estado. É o primeiro monotrilho de alta capacidade do mundo, projetado para transportar até 54 mil pessoas por hora. Em cidades como Tóquio, no Japão, o veículo leva menos de 10 mil passageiros.

A promessa é que ajude a desafogar a Linha 3-Vermelha do metrô, da zona leste - tida como a mais lotada do mundo. O monotrilho não tem maquinista. Fica em um elevado de 10 a 15 metros de altura e, assim, circula longe do trânsito. Terá ar condicionado, câmeras de segurança e vagões sem divisões.

O primeiro vagão, segundo a empresa, deve ser entregue em novembro e a primeira composição - com sete vagões - em dezembro. Mas o paulistano só poderá experimentar a novidade na metade de 2013, quando a empresa planeja entregar o primeiro trecho da linha 15-Prata, que vai ligar a Vila Prudente ao bairro Oratório, na zona leste.

"Estamos prestes a colocar um trem com dois vagões em nossa pista de testes, no Canadá, dos modelos que vão rodar em São Paulo", disse o diretor de comunicação da empresa, Luis Ramos.


Enviado via iPhone

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Estado do Rio se prepara para ser o maior produtor de veículos do Brasil

11/09/2012 - Agência Rio

O Estado do Rio vive a preparação para se tornar o maior polo produtor de veículos do país. Entre os investimentos para os próximos anos está a construção da nova fábrica da Renault-Nissan, na cidade de Resende - Município situado na região das Agulhas Negras, na divisa com os Estados de São Paulo e Minas Gerais, região do Médio Paraiba - que irá gerar 4 mil empregos diretos e indiretos quando entrar em operação, no primeiro semestre de 2014. Serão investidos R$ 2,6 bilhões na fábrica.

As empresas automobilísticas também estão aumentando sua capacidade de produção. É o caso da MAN Latin America, em Resende, que pretende ampliar o número de veículos montados de 280mil para 400 mil por ano.

No total, serão R$ 2,3 bilhões de recursos, que já começaram a ser aplicados este ano. O principal objetivo da empresa é aumentar a oferta de carros comerciais das marcas Volkswagen e MAN até 2016.

Assim como a MAN, a PSA Peugeot Citroën, em Porto Real, está expandindo os negócios no Estado do Rio. Com recurso de R$ 1 bilhão, a PSA irá investir no desenvolvimento de uma nova geração de veículos, em novas motorizações e tecnologias, e na construção de centro logístico de vendas e estoque.

MS

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Produção e venda de veículos batem recorde em agosto, diz Anfavea

06/09/2012 - Agência Estado, Gustavo Porto

No acumulado do ano, os emplacamentos chegaram a 2,5 milhões de unidades, uma alta de 5,5% sobre igual período de 2011

SÃO PAULO - Tanto a produção como a venda de veículos em agosto bateram recorde histórico, segundo informou nesta quinta-feira a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A produção de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus no mercado brasileiro somou 329.266 unidades em agosto, uma alta de 10,6% na comparação com julho e avanço de 1,0% ante o mesmo período de 2011.

VEJA TAMBÉM

Com IPI menor, movimento nas lojas cresceu 2% em agosto
Carros ficam mais caros em agosto, apesar de IPI menor
Já as vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus aumentaram 15,3% em agosto ante o mês anterior, com 420.080 unidades, e avançaram 28,2% na comparação com agosto de 2011. Os recordes anteriores de vendas foram em dezembro de 2010, com 381.7 mil e a de produção foi em agosto de 2011, com 336.163 unidades.

Com o resultado, a produção acumula nos oito primeiros meses de 2012 queda de 7,2% sobre a mesma base de comparação de 2011. Considerando apenas automóveis e comerciais leves, a produção chegou a 313.196 unidades, alta de 11% ante o mês anterior e de 4,7% sobre agosto do ano passado.

A produção de caminhões atingiu 12.518 unidades, uma elevação de 0,2% ante julho e baixa de 44,6% sobre agosto de 2011. No caso dos ônibus, foram produzidos 3.552 unidades em agosto, aumento de 15,1% sobre o mês anterior e queda de 19.3% ante agosto do ano passado.

No acumulado do ano, os emplacamentos chegaram a 2.501.192 unidades, uma alta de 5,5% sobre igual período de 2011.

Exportação

As exportações do setor automotivo brasileiro, em valores, somaram US$ 1,424 bilhão em agosto, uma alta de 19,5% em relação ao mês de julho e um recuo de 3,5% na comparação com agosto de 2011, segundo a Anfavea. Os valores consideram as exportações de autoveículos e máquinas agrícolas.

O mês de agosto encerrou com 42.464 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus exportados, um avanço de 42,8% ante julho e uma queda de 9,5% sobre o mesmo período do ano passado.

As vendas externas somaram ao final dos oito primeiros meses deste ano US$ 10,13 bilhões, uma queda de 3% sobre igual período de 2011. Neste intervalo, foram exportadas 295.354 unidades de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, resultando em um recuo de 15,1% ante o mesmo período de 2011.

Emprego

O setor automotivo encerrou o mês de agosto com 147.731 empregados, o que representa uma alta de 0,1% em relação a julho. Na comparação com agosto de 2011, houve avanço de 2,1% no contingente de empregados, considerando autoveículos e máquinas agrícolas.

O segmento de autoveículos registrou crescimento de 0,1% ante julho no contingente de empregados, totalizando 127.747. Em relação ao mesmo mês do ano passado, o avanço foi de 2,0%.

O segmento de máquinas agrícolas teve estabilidade no número de empregados na comparação com julho e registrou 19.984 funcionários. Na comparação com agosto de 2011, houve uma alta de 3,1%

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Há 127 anos surgia a primeira motocicleta

29/08/2012 - Jornal do Carro

Há exatos 127 anos a primeira patente de uma motocicleta movida a combustão era registrada pelo alemão Gottlieb Daimler, junto de seu parceiro Wilhelm Maybach. Em 29 de agosto de 1885 Daimler  colocava no papel e na história a Daimler Reitwagen, ou carro de montar, no sentido de equitação, numa tradução mais livre.

(Confira a fan page do Jornal do Carro no Facebook: http://www.facebook.com/JornaldoCarro)

O motor de monocilíndrico de 263 cm3 tinha potência de 0,5 cv a 600 rpm. Feita toda de madeira, tinha correia de couro que podia ir em duas polias de tamanhos diferentes. Era assim que funcionava o “câmbio” de duas marchas da moto. Com esse conjunto, alcançava 12 km/h, menos que uma bicicleta nos dias de hoje, mas muito mais veloz que andar a pé.

Categories: motos
Tags: Daimler, moto, motocicleta, primeira, Reitwagen
    

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Aos 55 anos, Kombi luta para sobreviver no mercado automotivo

19/08/2012 - O Estado de São Paulo

Veículo não tem estrutura para se adaptar à lei que obriga todos os carros produzidos a partir de 2014 terem airbag e freios ABS

Cleide Silva

VEJA TAMBÉM

Casal adapta Kombi e passa três anos viajando pelo País
Prestes a completar 55 anos, a Kombi luta para prorrogar seus dias na linha de montagem da Volkswagen no ABC paulista, onde começou a ser fabricada em 2 de setembro de 1957. O veículo mais antigo em produção no mundo, e ainda o mais vendido em sua categoria no Brasil, deve sair de cena até o fim do próximo ano.

A partir de 2014, os veículos terão de ser produzidos com airbag e freios ABS. A antiga Kombi não tem estrutura para receber esses sistemas. Adaptá-la exigiria investimento elevado.

As chances do modelo são praticamente nulas, mas a Volkswagen ainda não desistiu de buscar uma alternativa para seu produto mais carismático. A Kombi foi o primeiro modelo da marca alemã a ser feito no País. Até agora, foram 1,5 milhão de unidades, a maioria vendida no mercado interno para uso de trabalho.

Neste ano, já foram vendidas 14,9 mil unidades, mais que o dobro do segundo colocado na categoria de furgões, o Fiat Ducato, com 5.965 unidades. Em 2011 inteiro, a Kombi vendeu 24,8 mil unidades e o Ducato, 13,4 mil.

Embora ambos sejam classificados como furgões pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as especificações e capacidade de carga são diferentes e os preços também. A Kombi custa a partir de R$ 43,8 mil e o Ducato a partir de R$ 76,3 mil, também sem os itens de segurança, que são opcionais e custam R$ 2,890. 

A Volkswagen chegou a encomendar um sistema de airbag específico, mas a Kombi não passou no teste. Fontes do mercado afirmam que a montadora estuda pedir uma prorrogação do prazo para a obrigatoriedade do item, uma vez que o veículo não tem concorrentes diretos em preço e categoria de uso. Seu fim deixaria uma faixa do mercado sem opção de compra.

O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) informa que não há impedimentos para que o prazo seja alterado, "mas não há nada que indique que isso poderá ser feito". Outra tentativa seria mudar a classificação da Kombi para uma categoria isenta da obrigatoriedade do item de segurança. Isso também teria de ser aprovado pelo Denatran, o que parece improvável.

Há ainda quem aposte na produção do Bulli (desenvolvido na Alemanha), um moderno furgão cujo protótipo (na versão elétrica) foi mostrado na Rio+20, em junho. A expectativa é de que esse veículo poderia ser adaptado para produção em série.

Nos bastidores, a Volks não nega que busca uma solução, mas, oficialmente, se limita a informar que o setor da Kombi opera em um turno na fábrica de São Bernardo do Campo com 630 empregados. Assim como o próprio veículo, a linha de produção não teve mudanças significativas desde o início da produção.

Vaca leiteira. O especialista em estratégias empresariais e professor da Universidade Mackenzie, Marcos Morita, ressalta que a Kombi é uma "vaca leiteira", no conceito chamado de Matriz BCG, da Boston Consulting Group, usado para avaliar se o produto é atrativo, participação no mercado e ciclo de vida.

"O conceito envolve um produto que atua num mercado que cresce pouco, mas tem grande participação nas vendas", diz Morita. O investimento é praticamente zero, pois os gastos com desenvolvimento, maquinário para produção e marketing já foram amortizados. "Tudo o que entra é lucro e ajuda a sustentar os novos produtos que estão sendo introduzidos no mercado."

Em razão disso, Morita acredita que o fim da Kombi "talvez afete o fluxo de caixa da Volkswagen". Para o consumidor, que não terá mais acesso a um produto único, o impacto pode ser menor. "Normalmente, o mercado se adapta, pois outros produtos chegam para ocupar o espaço, nem sempre com a mesma característica ou faixa de preço."

Modelos mais modernos disponíveis, como o Mercedes-Benz Sprinter e o Ford Transit têm preços bem superiores aos da Kombi. Outros mais baratos, como o chinês Towner, não têm a mesma capacidade de carga.

O segmento de furgões, com 20 modelos disponíveis, vendeu neste ano 48 mil unidades, 3,7% menos ante igual período de 2011. A Kombi cresceu 4%.

Mille. A Kombi não é único veículo que vai sair de linha por não ter condições de receber airbag e ABS. O Uno Mille, da Fiat, no mercado há 22 anos, é outro que será descartado, mas seu substituto já está anunciado para 2014. Outro que estava com dias contatos, mas ganhou sobrevida, é o Classic, da GM. Lançado há 15 anos, terá airbag na versão 2013.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Carro dobrável: vendas começam no próximo ano

22/08/2012 - Hype Science

Vagas de estacionamento viraram sinônimo de raridade nos grandes centros urbanos. Se você está cansado de ficar circulando em busca de um lugar para estacionar, mas não se arrisca a trocar o carro por moto, bicicleta, taxi ou transporte público, não tema: uma possível solução está a caminho.

Fruto de uma parceria entre o grupo Changing Places, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, EUA), e da agência DENOKINN (País Basco), o carro elétrico Hiriko Fold poderá ser estacionado em vagas “minúsculas”.

Quando o motorista aciona um comando, o veículo (que já é ultracompacto) “se dobra” para reduzir seu comprimento em cerca de 25%. Outra vantagem do Hiriko Fold são suas rodas que podem ser giradas e permitem que o carro seja manobrado lateralmente – para alegria de quem detesta fazer baliza. Em tempo: com uma carga, ele percorre aproximadamente 120 km.

Atualmente, já há protótipos do Hiriko Fold sendo testados em cidades da Europa, e o fabricante pretende iniciar as vendas em 2013, com preços na faixa de £ 10.000 (cerca de R$ 31.600). O projeto foi visto com otimismo pelo presidente da Comissão Europeia, Jose Manuel Barroso, que o considera uma boa iniciativa para combater a atual crise econômica da Europa, uma vez que “combina novas possibilidade de negócios com a criação de empregos e de inovação social”.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Novo Regime Automotivo mudará indústria

14/08/2012 - Webtranspo, Marcelo Martin

Capacidade de fornecedores deverá sem aumentada para atender a demanda -

Anunciado há poucos meses para entrar em vigor em 2013, o novo regime automotivo deve impactar o mercado nacional, principalmente no que diz respeito à manufatura de veículos e de seus componentes. De saída, o novo índice de nacionalização proposto vai requerer um significativo aumento de utilização de componentes e insumos nacionais na produção que impelirá as empresas a refazerem seu planejamento de compras.

A razão é simples. Embora o novo percentual pareça menor que os atuais médios 65% de conteúdo local, a base de cálculo proposta no novo regime incide apenas sobre o custo de peças e insumos nacionais usados na produção, enquanto o cálculo atual considera o valor dos componentes importados na proporção do faturamento total da empresa, o que infla resultado final da conta.

Outras consequências podem ser a adoção de novos percentuais de importação de insumos para a produção no País e o aumento de capacidade de fornecedores locais. Esses, por sua vez, também requisitarão mais insumos em sua cadeia produtiva, sobretudo tendo em vista a perspectiva de novos players no jogo da produção automobilística brasileira.

Felizmente, estamos falando de um ciclo virtuoso que demandará mais investimentos das autopeças locais e atrairá ao Brasil novas empresas nesse segmento - em especial as asiáticas a reboque de suas parceiras internacionais, que não escondem planos audaciosos de entrar no mercado brasileiro, considerado entre os maiores no ranking mundial.

No que toca aos processos industriais, o capítulo do projeto automotivo governamental que determina aos fabricantes percentuais de investimentos em inovação e P&D – diga-se de passagem, maiores do que a média praticada atualmente pela indústria –, igualmente trará benefícios à cadeia produtiva. Além de incentivar de fato as fábricas a buscarem novas formas de produzir melhor, com custos decrescentes e direcionados à sustentabilidade, também fomentará a manutenção dos atuais postos de trabalho e a criação de novos empregos locais.

Para a engenharia de manufatura esse cenário prenuncia oportunidades que colocarão a expertise à prova, tanto na inovação quanto no redesenho de processos de produção mais eficientes e baratos em curto espaço de tempo, já que o regime se inicia daqui a poucos meses.

Fazer esse binômio acontecer na vigência do novo acordo automotivo, ou em qualquer outro horizonte, é o nosso desafio permanente e também a sobrevivência das organizações. Esse será um dos temas debatidos no Congresso SAE BRASIL deste ano, no painel Manufatura e Qualidade, dia 3 de outubro.

*Marcelo Martin dirige o comitê de Manufatura do Congresso SAE BRASIL
 

sábado, 21 de julho de 2012

Brasil lança superesportivo a etanol

18/07/2012 - Webtranspo

Protótipo Amoritz GT DoniRosset tem motor Dodge V10

O Brasil desenvolveu um novo carro de alto desempenho, o Amoritz GT DoniRosset. Da categoria dos chamados superesportivos, o modelo reforça uma tendência mundial que vem sendo observada neste segmento nos últimos anos: a busca pela redução das emissões de gases causadores do efeito estufa (GEEs) sem perda de desempenho.

O protótipo vem equipado com o mesmo motor Dodge V10, de 8,2 litros e 1.007 cavalos de potência, que equipa outro supercarro famoso, o Dodge Viper. Apresentado em maio deste ano pela empresa de design automotivo Amoritz GT, o projeto brasileiro soma-se a experiências de sucesso realizadas em países da Europa e nos Estados Unidos, onde o combustível renovável substitui total ou parcialmente a gasolina em modelos de montadoras como Nissan, Ferrari e Ford.

“Para os proprietários de veículos de alto padrão, como é o caso do Amoritz GT DoniRosset, o conceito de sofisticação incorpora a sustentabilidade e o etanol é o biocombustível que mais traduz essa ideia, já que além de ter alta octanagem, é capaz de emitir até 90% menos dióxido de carbono (C02) em relação à gasolina”, afirma Alfred Szwarc, consultor de emissões e tecnologia da UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar). Para ele, adaptações desse tipo serão cada vez mais exploradas por empresas de customização automotiva, por conta da crescente conscientização ambiental entre os consumidores.

De acordo com o empresário Fernando Morita, proprietário da Amoritz GT, o veículo começou a ser desenvolvido no início de 2008 e agora depende do interesse de investidores. A expectativa é fabricar até 50 unidades sob encomenda em 2012, que serão comercializados por aproximadamente R$ 2 milhões por veículo.

terça-feira, 17 de julho de 2012

A partir de janeiro, carro novo terá de ter rastreador

15/07/2012 - AE - Agência Estado

Após cinco anos de discussões, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) definiu as regras para tornar obrigatória a presença de kits antifurto nos veículos vendidos no País. A partir de janeiro, 20% de todos os automóveis e caminhões novos terão de ter instalados sistemas de bloqueio e rastreamento. Em agosto, serão 100% dos veículos novos. Para as motos, o prazo de adequação para o total da frota vence em janeiro de 2014.

Os sistemas deverão estar instalados nos carros. Mas será opção de cada proprietário decidir se vai ou não pagar para manter o serviço de rastreamento, que deverá ser contratado em uma empresa privada do ramo. Já o bloqueio deverá vir funcional, com a opção de ser acionado diretamente pelo proprietário.

O projeto já havia sido adiado por cinco vezes. Entre os motivos, estava a falta de definição da tecnologia usada para manter a comunicação entre o carro e a central de rastreamento. A Deliberação 128 do Contran, que determinou o novo cronograma, foi publicada há duas semanas.

Cada fabricante (ou importador) de veículo terá de homologar seu modelo no Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Uma busca feita no sistema do órgão mostra que cinco fabricantes já têm seus sistemas homologados. Mas ainda não há certeza quanto ao impacto que a medida trará ao preço dos carros.

Atualmente, as empresas que oferecem esses kits os comercializam por preços que variam entre R$ 200 e R$ 500, mais cerca de R$ 50 mensais pela assinatura dos serviços de rastreamento.

Uma das justificativas para a criação da medida é a possível diminuição do número de furtos de veículos e, consequentemente, do valor dos seguros. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sábado, 14 de julho de 2012

Yamaha lança primeira moto 250cc flex do mundo

13/07/2012 - G1

Veículo ganhará também novos grafismos e custará R$ 11.690. Motor desenvolve 21 cv de potência e roda com etanol e gasolina.

Apesar de o sistema flex ter sido inaugurado nas motos com a Honda, a Yamaha é a primeira a lançar motor bicombustível no segmento de 250 cm³. Nesta sexta-feira (13), a Fazer 250 Blueflex fez sua estreia no Festival do Japão, em São Paulo.

Além do inédito sistema que pode rodar com gasolina, etanol ou ambos ao mesmo tempo, a moto adotou novos grafismos. O preço sugerido pela Yamaha é R$ 11.690, nas cores prata e preta.

Segundo a fabricante, seu motor monocilíndrico de 249 cm³ alcança potência máxima de 21 cavalos a 8.000 rpm e 2,1 kgfm de torque. Com injeção eletrônica, este propuslor possui cilindro revestido de cerâmica, que ajuda a dissipar o calor.

Para auxiliar o funcionamento do sistema bicombustível, a Yamaha adicionou a luz Blueflex no painel.

Quando o usuário liga a moto, é necessário esperar a luz Blueflex se apagar para engatar a marcha. Caso engate com a luz acessa, a moto se deligará automaticamente.

No restante, a motocicleta continua a mesma. Seu tanque é de 19,2 litros e conta com freios a disco na dianteira e na traseira. O chassi é do tipo berço duplo, enquanto as suspensões possui bengalas telescópicas na dianteira e monoamortecedor na traseira.

Fonte: G1, Por Rafael Miotto

sexta-feira, 13 de julho de 2012

No interior de SP, frota de carros cresce o dobro da capital

11/07/2012 - O Estado de São Paulo

Enquanto ritmo de crescimento na capital vem caindo, no interior frota ainda tem potencial para aumentar. 

A frota de veículos no interior do estado e na Grande São Paulo já cresce mais que o dobro do que na capital paulista, informa o jornal O Estado de S.Paulo. O ritmo de crescimento paulistano vem caindo nos últimos quatro anos, conforme dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). De acordo com especialistas, enquanto a cidade de São Paulo não comporta mais carros, no interior há potencial para a frota crescer.
 
Em maio, dado mais recente, o número de veículos motorizados chegou a 23.520.527 em todo o estado, dos quais 7.274.917 na capital. No período de um ano, houve acréscimo de 213.291 veículos na capital - crescimento de 3% - e de 1.159.526 fora de São Paulo - 7,6% mais. Só para comparar, o crescimento da população na capital é de 0,56% e no estado, de 1,6% ao ano.
 
São José do Rio Preto lidera, proporcionalmente, o ranking de motorização, com 309.483 veículos (dados do Denatran de abril) para 408.435 habitantes (IBGE 2010), o que dá 1,31 habitante/automóvel.
 
A cidade tem 1,5 mil km de vias pavimentadas, mas o trânsito se concentra na região central. E o congestionamento não respeita mais horários. "Antigamente, a gente sabia que havia um horário de pico e tentava evitá-lo, mas hoje não tem mais isso. O trânsito fica pesado o dia todo e, quando chega o horário do rush da tarde, algumas avenidas praticamente param", diz o vendedor Marcos Augusto Ribeiro, morador de Catanduva, que trabalha em Rio Preto. "De uns anos para cá, tenho evitado visitar alguns clientes, principalmente no centro. Estou optando por fazer pedidos por telefone mesmo."
 
A prefeitura identificou 25 pontos de gargalo no tráfego. No início do ano, a Secretaria de Trânsito anunciou investimentos para sincronizar os semáforos, mas a medida deu pouco resultado. Um dos motivos é que a cidade recebe milhares de veículos de cidades vizinhas, cujos motoristas procuram Rio Preto para trabalhar, fazer compras ou buscar atendimento médico, uma vez que a cidade é referência em saúde.
 
Um dos problemas é a saída da Rodovia Washington Luís (SP-310) para a Avenida Alberto Andaló. O acesso entre as vias é insuficiente para receber tantos veículos, que param em fila na rodovia. A prefeitura já estuda com o governo do estado uma maneira de construir uma alça para facilitar o trânsito local.
 
Queixas
Segunda colocada no ranking de motorização, Araçatuba tem 135.008 veículos para 181.618 habitantes - 1,34 habitante/veículo - e já convive com o trânsito complicado. Há dez anos, a proporção era de 2,37 moradores por carro. Valinhos e Águas de São Pedro, com 1,38 morador por veículo, também registram problemas de mobilidade. Destino turístico, Águas tem 1.945 carros para 2.703 habitantes. Já Ribeirão Preto registra 1,39 habitante/veículo e tem no trânsito dos horários de pico uma das principais causas de reclamações dos moradores.
 
Cidades como Rio Claro e Jundiaí (1,41 morador por veículo), Indaiatuba e Birigui (1,44), Araraquara (1,48), Atibaia (1,49) e Americana (1,50) também têm maior proporção de carros por habitante do que a capital (1,54).
 
Capital como modelo
Para solucionar os problemas viários que vêm surgindo, municípios têm recorrido a experiências já testadas em São Paulo. A Urbes, empresa municipal de trânsito de Sorocaba, por exemplo, anunciou em junho a intenção de instalar duas faixas exclusivas para ônibus, para reduzir o tempo das viagens. Nessa cidade, com frota de 321.333 veículos, o motorista enfrenta congestionamentos em todos os horários do dia, apesar de o tráfego de caminhões estar restrito à área urbana.
 
Em Jundiaí, a prefeitura vai abrir licitação para a construção de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Enquanto isso, Limeira pretende restringir o tráfego no anel viário, a rota mais congestionada da cidade. 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Veja o novo carro de R$ 25 mil que a VW vai fazer no Brasil

12/07/2012 - R7

O BNDES autorizou um empréstimo para a Volkswagen no Brasil no valor de R$ 342 milhões nesta semana. O motivo de tanto dinheiro é para iniciar a produção nacional do Up! (assim mesmo, com exclamação). Ele chega emm 2014 para ficar no lugar do Gol G4 e ser o Volks mais barato do Brasil. Se interessou? Então veja nas próximas imagens tudo sobre o "Fusca moderno"

domingo, 8 de julho de 2012

O carros são os grandes vilões da poluição atmosférica de São Paulo.

02/07/2012 - Via Trólebus

 Segundo estudo da Unifesp, 90% dos materiais emitidos no ar vem justamente dos carros, como se não bastasse a responsabilidade deles sobre os congestionamentos. O percentual sobre o uso do automóvel caiu: Nos anos de 1980 eram 70% da população, hoje, são apenas 55%.
Os ônibus são ainda uma das melhores soluções para a poluição. Um ônibus comum, que mede pouco mais de 12 metros de comprimento, transporta o equivalente a 40 carros de passeio, que ocupariam mais de 160 metros para o mesmo serviço. Em um corredor exclusivo, o potencial do transporte pode ser potencializado com o aumento da velocidade. Agora se a tecnologia for limpa, como os trólebus os ganhos são imbatíveis.
A pesquisa foi feita em dois dias que ocorreram greves de metrô em 2003 e 2006. Foram analisados os dias de paralisação e comparados com três dias antes e três dias depois. Para que os dados fossem mais confiáveis, eles foram comparados com os “dias de controle” que captam variações meteorológicas.

sábado, 7 de julho de 2012

Famosos contam como é viver em SP sem carro

05/07/2012 - R7

Livro Como Viver em São Paulo Sem Carros será lançado nesta quinta-feira (5)
 
Livro que mostra como andar em SP sem usar carro é lançado nesta quinta-feira (5)
 
Doze personagens, entre eles famosos, revelam suas façanhas de como é possível se virar a pé ou de bicicleta na maior cidade do Brasil. No livro Como Viver em São Paulo Sem Carro, que será lançado nesta sexta-feira (5) na capital paulista, eles apontam trajetos inusitados com boas dicas de lazer, cultura e gastronomia para quem quer usufruir o melhor de São Paulo sem se estressar com o trânsito caótico da cidade. 

Pedestre “convicta há anos”, a autora de novelas Maria Adelaide Amaral é uma das personagens que ilustram o livro. Em seu depoimento, ela conta que gosta de criar circuitos variados, para evitar a monotonia. Já a apresentadora de televisão Rita Lobo afirma ter procurado “conciliar trabalho, casa, escola dos filhos, tudo no mesmo bairro”. 

O ex-jogador e ídolo do São Paulo Raí conta que, para evitar o trânsito caótico de São Paulo, passou a apostar na bicicleta como meio de transporte alternativo.

Leia mais notícias de São Paulo

— O que fazemos quando o trânsito está parado? Espera tudo parar para parar [de usar carro] também? Eu decidi pedalar. 

O livro foi idealizado pelo empresário Alexandre Lafer Frankel, de 34 anos, que há anos trabalha com o conceito de mobilidade urbana sustentável. Os textos são do jornalista Leão Serva e as fotos do fotógrafo Claudio Edinger. 

O livro tem 81 páginas e pode ser comprado nas principais livrarias da cidade. 

Confira também
Professor troca carro por bicicleta

Cresce número dos que usam bike
Pesquisa 
A publicação traz ainda dados de uma pesquisa de opinião pública inédita, realizada pelo instituto Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas), sobre mobilidade urbana. No estudo, 65% dos paulistanos dizem estar propensos a mudar suas residências para locais perto do trabalho, desde que mantido o mesmo padrão de vida. O estudo também mostra que para a mesma porcentagem da população, 65%, o trânsito é considerado o pior problema da cidade.

domingo, 1 de julho de 2012

Junho já é o melhor mês do ano

30/06/2012 - Jornal da Tarde

A indústria automobilística encerra o mês com vendas de aproximadamente 350 mil veículos novos, o melhor resultado do ano e o melhor junho da história. O número é 22% maior que o de maio e 15% acima do obtido em igual mês de 2011.
Com esse desempenho, o setor neutraliza boa parte da queda que acumulava no ano. Até maio, as vendas registravam redução de 4,8% ante o resultado dos cinco primeiros meses de 2011.
Agora, a queda acumulada no semestre é de 1,3%, com um total de 1,7 milhão de veículos. O dado de junho é creditado pelas montadoras à redução IPI, em vigor desde 22 de maio.
Até quinta-feira, o total de licenciamentos estava em 331 mil unidades. Como a média de registros nos últimos dias do mês foi de 20 mil carros, a previsão era de atingir 350 mil veículos vendidos. Existe a expectativa de que o desempenho seja repetido em julho.

domingo, 17 de junho de 2012

Peugeot terá R$ 4,8 bilhões para fábrica

15/06/2012 - Valor Econômico

A PSA Peugeot Citroën assinou um acordo com o Estado do Rio de Janeiro para usar uma linha de crédito de R$ 4,8 bilhões, que está disponível por até 50 anos, com carência de 30 anos para pagamento.

Os recursos serão usados na construção de uma segunda fábrica no Estado, ampliação das instalações já existentes em Porto Real (RJ) e desenvolvimento de produto. O anúncio foi feito nas últimas 14 linhas (“eventos subsequentes”) das demonstrações contábeis anuais publicadas pelo grupo francês no Diário Oficial do Rio de Janeiro no dia 6 de junho, véspera do último feriado.

O grupo PSA Peugeot Citroën não se pronunciou, até o fechamento desta edição, sobre a linha de crédito e sobre os resultados financeiros.

A empresa (Peugeot Citroën do Brasil Automóveis Ltda.) fechou 2011 com lucro líquido de R$ 148,3 milhões, queda de 31% em relação a 2010, e receita de vendas de R$ 6,60 bilhões, 7% acima.

O decreto do governador, datado de 13 de dezembro, foi aprovado na Assembleia Legislativa, autorizando a operação.

Segundo informou ao Valor a Secretaria do Desenvolvimento do Estado, trata-se de um incentivo financeiro previsto no chamado programa de atração de investimentos estruturantes (Rioinvest), criado em 1997, e sob o qual estão todos os grandes investimentos feitos no Rio nos últimos anos.

No caso da PSA, o incentivo prevê o financiamento de parte do ICMS que seria cobrado sobre a segunda fase de modernização do parque industrial. Na prática, segundo a assessoria da secretaria, a empresa paga 20% do valor do ICMS que incide sobre esta ampliação e financia os 80% restantes.

O programa permite usar o recurso até 50 anos, respeitando o limite de crédito equivalente ao valor do investimento a ser feito. O pagamento do financiamento se daria ao longo dos 20 anos finais do prazo, passados os 30 anos de carência. A Secretaria de Desenvolvimento informa que, na maior parte dos casos, as empresas têm antecipado o pagamento da dívida.

A montadora informa nas demonstrações contábeis que sobre o crédito utilizado incidirão juros de 1% ao ano e comissões que podem chegar a 1,5% do valor utilizado.

As características da segunda fábrica do grupo, que será erguida utilizando parte desses recursos não são detalhadas no demonstrativo. Especula-se no setor que o grupo se prepara para ter operação conjunta com General Motors, a partir da aliança mundial acertada em março, por meio da qual a GM ficou com participação de 7% no grupo francês. A montadora americana estaria, com isso, tentando reforçar presença na Europa.

Inicialmente, a parceria visa compartilhar plataformas de veículos, componentes e módulos e criar uma joint venture de compras para produtos e serviços em escala mundial, com volume total de compras de aproximadamente US$ 125 bilhões por ano.

Cada empresa continuará a comercializar seus veículos de maneira independente. Segundo informações que circularam no mercado, a América do Sul poderia ser a primeira região a ter uma fábrica compartilhada pelas duas marcas.

O grupo francês inaugurou a fábrica em Porto Real há 11 anos. A instalação é responsável pela maior parte dos automóveis e motores vendidos no Brasil e na Argentina, onde há outra fábrica do grupo.

As vendas das duas marcas no Brasil alcançaram 176 mil veículos, o que representou uma participação de 5,2% no mercado. Com 108 mil unidades vendidas em 2011, o grupo tem fatia de 13% no mercado argentino.

As poucas demonstrações financeiras publicadas pela indústria automobilística no país, que tem o quinto maior mercado de veículos do planeta, são insuficientes para dar um quadro exato da situação financeira do setor.

Mas servem, quando somados aos dados revelados nos resultados publicados no exterior, para mostrar que as operações dessa indústria na América do Sul são rentáveis. O quadro positivo na região pode, de certa forma, ajudar a compensar os tempos de vacas magras em mercados como a Europa.

Fonte: Valor Econômico, Por  Marli Olmos e Nelson Niero

terça-feira, 10 de abril de 2012

'Carro voador' custará o equivalente a R$ 510 mil nos EUA

10/04/2012 - Folha de São Paulo

DE SÃO PAULO

Apesar de conseguir transitar por estradas, ter volante e quatro rodas, o Transition está mais para um avião que para um carro de passeio.

O veículo construído pela norte-americana Terrafugia vem equipado com asas basculantes e pode voar a cerca de 430 metros de altura, como um monomotor. A versão mais recente do protótipo está sendo exibida no Salão de Nova York.

Em fase final de testes e de homologação nos EUA, o "carro voador" só deve chegar às lojas no final do ano, mas já pode ser encomendado. Custa US$ 279 mil (R$ 510 mil).

Transition tem oito metros de envergadura

Segundo sua ficha técnica, traz motor de 95 cv e câmbio automático, enquanto a autonomia fica próxima dos 750 km de voo. Na cabine, só há espaço para duas pessoas.

O Transition parece uma ótima alternativa para quem se depara com um daqueles congestionamentos gigantescos da cidade de São Paulo e deseja escapar dele de alguma forma. Mas para tirá-lo do chão são necessários 518 metros de asfalto livre e a pista precisa ter, ao menos, oito metros de largura, que é a envergadura das asas abertas.

Divulgação

Cabine oferece espaço para duas pessoas

quarta-feira, 4 de abril de 2012

'Carro voador' é testado com sucesso na Holanda

03/04/2012 - O Povo

AFP

O PAL-V será comercializado a partir de 2014 ao preço de 250.000 a 300.000 euros

HAIA, 3 Abr 2012 (AFP) - Um "carro voador" de três rodas, que pode chegar a 180 km/h tanto em terra quanto no ar, foi testado com sucesso pela primeira vez na Holanda, anunciou nesta terça-feira o construtor holandês.

"O primeiro voo do protótipo PAL-V foi realizado com êxito em uma base militar holandesa no mês passado", disse à AFP Robert Dingemanse, diretor da sociedade PAL-V, instalada em Raamsdonksveer (leste).

O êxito do voo foi confirmado à AFP pela Universidade de Delft e pelo laboratório nacional aeroespacial, que desenvolveu o aparelho em colaboração com os engenheiros do PAL-V.

A autonomia do PAL-V (Personal Air and Land Vehicle), um avião bimotor similar a um helicóptero, é de 1.200 km em terra e de 500 km no ar. Suas hélices podem ser recolhidas quando o veículo estiver em terra.

O PAL-V, capaz de voar a 1.200 metros de altura, será comercializado a partir de 2014 ao preço de 250.000 a 300.000 euros (325.000 a 390.000 dólares), segundo Robert Dingemanse.

"O que faz dele algo único é que respeita as normas governamentais ao mesmo tempo em seus trajetos por terra e por ar", destacou. "Portanto, não são necessárias novas infraestruturas", acrescentou.

No entanto, o PAL necessitará de 165 metros para decolar de uma pista de 30 metros para pousar.

"Antes, a viagem aérea se baseava em transportes coletivos", lembrou Jacco Hoekstra, decano da faculdade de engenharia aeroespacial da universidade de Delft.

"Agora se tornará algo muito mais pessoal", acrescentou.

Outras empresas se lançaram a desenvolver carros voadores, entre elas a americana Terrafugia. A Moller International, também dos Estados Unidos, desenvolve um avião pessoal com decolagens e aterrissagens verticais.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Brasil terá carros 'subeconômicos' em 2014

11/01/2012 - Folha de São Paulo

FELIPE NÓBREGA
ENVIADO ESPECIAL A DETROIT

Para potencializar as vendas de automóveis no Brasil, as montadoras planejam criar o segmento dos carros "subeconômicos", composto por modelos menores que os "populares" atuais.

A Chevrolet prevê que a nova categoria promoverá o acréscimo de 400 mil a 500 mil unidades vendidas por ano no mercado nacional.

A marca confirmou à Folha, em Detroit, que desenvolve um modelo "subeconômico" para o Brasil. O mesmo carro estará disponível em outros mercados emergentes, como China e Índia. O lançamento deve ocorrer dentro de dois anos.

No Brasil, o carros do novo segmento aposentarão modelos como Volkswagen Gol G4 e Fiat Mille. Serão simples, mas de concepção atual.

"A economia brasileira está crescendo, e estou convencido de que precisamos potencializar nossos investimentos no país", disse Dan Akerson, presidente mundial da GM.

A Fiat e a Volkswagen prometem lançar seus "subeconômicos" em 2014. A data coincide com o prazo limite que as montadoras têm para instalar airbags e freios ABS (que evitam o travamento das rodas) em todos os modelos zero quilômetro.

O novo Fiat será produzido em uma nova fábrica, que está sendo construída em Pernambuco. O modelo VW será uma adaptação do projeto europeu Up!, e seus locais de produção ainda não foram divulgados.

Os "subeconômicos" irão prolongar a vida dos motores 1.0, que vêm perdendo participação de mercado na última década com o aumento do poder aquisitivo da população.

A tendência é que tais motores voltem a despertar o interesse do público, impulsionados por tecnologias mais modernas que melhoram o desempenho e diminuem o consumo e as emissões de poluentes.

Com o crescimento das vendas proporcionado por esse novo segmento, o Brasil alcançará o patamar de 4 milhões de unidades emplacadas por ano, prevê Sergio Marchione, CEO do grupo Fiat-Chrysler, presente no Salão de Detroit para anunciar a produção de um novo modelo de luxo da empresa para o mercado americano.

31.ago.11/Associated Press

A Volkswagen fará uma adaptação do projeto europeu Up! (acima). Os locais de produção não foram divulgados

O jornalista FELIPE NÓBREGA viajou aos EUA a convite da Anfavea.