quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Ozires Silva: Brasil desperdiça chance de ter seu carro elétrico

14/11/2013 - Folha de SP


Fundador da Embraer, uma das mais importantes empresas aeroespaciais do mundo, o engenheiro e ex-ministro da Infraestrutura Ozires Silva diz à Folha que seus planos iniciais eram criar uma montadora nacional de automóveis.

Prestes a completar 83 anos, ele ainda acredita nesta possibilidade. "Mas acho que o país já está perdendo mais essa janela de oportunidade", diz, criticando a falta de uma política de estímulo a carros elétricos.

Para ele, o veículo nacional poderia usar o próprio etanol como fonte de energia, seguindo o princípio dos elétricos a célula de hidrogênio, que não precisam ser recarregados na tomada.

Folha - O Brasil tem uma das maiores empresas aeroespaciais do mundo, a Embraer, que foi fundada pelo sr. em 1969 e que hoje atua em um segmento altamente tecnológico. Por que o país não tem uma marca própria de automóveis sendo o quarto maior mercado consumidor?

Ozires Silva - O Conselho de Desenvolvimento Industrial [CDI], criado pelo então presidente Kubitschek, nos anos 1950, tinha regras que jamais permitiriam a criação de um automóvel nacional. Eu disse isso ao governo na época, mas fui voto vencido. Depois, quando caiu na minha mão a decisão de construir aviões, pude seguir uma rota diferente do CDI e criar uma aeronave de concepção e marca locais.

Folha - Então a sua ideia inicial era fomentar uma montadora de carros brasileira?

Claro. Mas o governo fixou que o interessado deveria ter experiência, capital, recursos humanos, propriedade intelectual e posição no mercado externo. Com todas essas exigências, quem quisesse montar uma marca nacional seria desencorajado.

Folha - Até países nanicos dentro do cenário automobilístico, como a Noruega, aproveitaram essa recente onda da eletrificação dos carros para criar montadoras. O sr. acredita que a tendência possa trazer uma nova chance para uma marca de carros nacionais?

Acho que sim. Mas o país já está perdendo mais essa janela de oportunidade, enquanto o mundo inteiro está se movimentando para desenvolver esse tipo de produto.

Sabemos que é muito mais difícil empreender por aqui. Temos desvantagens como a complicação burocrática e o custo Brasil.

Por isso ouvimos "vamos trazer a tecnologia de fora, vamos trazer automóvel de fora". Essa palavra "trazer" nos põe numa situação de segunda classe. Mas podemos gerar coisas novas. Veja o exemplo dos nossos aviões.

Folha - Como seria o carro elétrico nacional?

Existem várias soluções. Uma delas é o carro com motor elétrico movido a célula de hidrogênio, que já foi apresentado no Japão [e não precisa ser recarregado na tomada].

O problema desse sistema é a autonomia reduzida aos padrões a que estamos acostumados a rodar. Isso se deve também ao fato de o combustível ser gasoso, menos concentrado.

O etanol líquido, por ter moléculas de hidrogênio em sua composição, poderia ser uma boa alternativa. Até porque já existe uma rede de distribuição desse combustível por todo o país. Com a tecnologia atual, seria possível isolar o hidrogênio do etanol.

Folha - Não seria muito caro?

Claro que um carro elétrico nacional com essa tecnologia será muito mais caro que os veículos que eu posso comprar ali na esquina. Mas automóvel convencional só é mais barato porque sua escala de produção é muito grande. Tente usinar um motor a combustão na garagem da sua casa para ver o quanto ele não custaria. Você não pode pegar um troço absolutamente novo e querer que ele comece a um preço inferior.

Folha - O sr. presidiu a Petrobras no final dos anos 1980, logo após a criação do Pró-Álcool. O que acha da atual política do biocombustível no Brasil?

É uma política errática, pois o preço do etanol não pode ser atrelado ao da gasolina. Enfrentei discussões sérias com o governo em 1985, mas fui voto vencido. Preguei que isso poderia trazer essa colisão no futuro.

RAIO-X - OZIRES SILVA

NASCIMENTO: Bauru, em 1931

FORMAÇÃO: Engenharia, ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica)

TRAJETÓRIA

fundador da Embraer (1969)

presidente da Petrobras (1986 a 1989)

ministro da Infraestrutura (1990 a 1991)

reitor da Unimonte (atualmente)

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Brasil é o segundo mercado do Waze

30/10/2013 - O Estado de São Paulo

Aplicativo que mistura navegador e rede social cresce pela interação em tempo real

Fernando Garcia

Waze/Divulgação
Logo do Waze

Lançado oficialmente em junho de 2012 no Brasil, o Waze é uma rede social com base nas informações sobre o trânsito no qual seus usuários ou "wazers" cadastrados interagem entre si buscando alternativas sobre uma melhor rota para escapar dos engarrafamentos e economizar tempo, ou o tempo que vai demorar para chegar no seu destino, por exemplo.

Funciona como um GPS social na qual os usuários podem consultar mapas e informações de rota que também podem ser ativados via comando de voz. Outra vantagem do sistema são as condições das ruas e estradas com atualizações em tempo real, considerando que estes dados são atualizados pelos próprios usuários facilitando a troca de informações. Cada wazer, quando ajuda o outro usuário com alguma informação sobre o trânsito, ganha uma pontuação, como em um game.

De acordo com a chefe de parceria Global do Waze, a americana Di-Ann Eisnor, o Waze é um dos aplicativos mais usados no mundo. "Desde que foi lançado nos EUA em 2009, o Waze alcançou mais de 49 milhões de usuários no mundo todo e esse número continua crescendo".

Para se ter uma ideia, só no Brasil o aplicativo tem mais de cinco milhões de usuários, ocupando a segunda posição no ranking. E com este aumento no número de usuários, já houve novos benefícios tais como mapas mais atualizados, além de um sistema de pontuação mais ativo e, por fim, a melhoria da comunicação entre a empresa e o "wazer", com uma interação maior entre o App e o usuário final. Um dos motivos da proliferação do Waze no País é a possibilidade de informar onde há pontos de fiscalização da lei seca, uma atitude irresponsável por parte dos motoristas, mas que atrai muitos fãs para a ferramenta.

Os usuários poderão baixar o aplicativo gratuitamente através das lojas virtuais dos seus aparelhos (Android, Blackberry e iOS) ou ir no site oficial http://www.waze.com/download/ e seguir as instruções intuitivas.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Eslováquia terá carro voador

24/10/2013 - Jornal do Carro

Aeromobil 2.5 fez seu primeiro voo teste e tem autonomia de até 700 quilômetros

Aeromobil 2.5 - Aeromobil/Divulgação
Aeromobil/Divulgação
Aeromobil 2.5

Mais um carro voador está em fase final de testes. É o Aeromobil 2.5, criado na Eslováquia e que fez seus primeiro voo na semana passada.

O carro demorou 20 anos para ficar pronto e atualmente está na terceira versão do protótipo original. O motor que empurra o Aeromobil é um Rotax 912 que faz o carro-avião chegar a 160 km/h  no asfalto e 200 km/h no ar. 

Com peso de 450 kg e lugar para duas pessoas, tem autonomia 400 quilômetros no solo e de 700 quilômetros voando. Quem sabe não veremos aqui, no site do Jornal do Carro, um comparativo entre carros voadores na próxima 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Carros elétricos continuam longe do Brasil

21/07/2013 - Folha de SP

Há mais de mil pontos de recarga na Califórnia; em alguns desses locais, o reabastecimento das baterias é grátis

Em meio ao ronco de enormes motores V8, a chave do Fiat 500e é girada no contato. Surge apenas um "bip" e o carro segue em silêncio pelo campo de provas de Chelsea, no Estado americano de Michigan. O pequeno veículo elétrico estreia neste mês. A princípio, será vendido somente na Califórnia.

Na pista de testes, o marcador das baterias indica que há mais de 70% de carga. Mesmo sendo mais pesado que um 500 convencional, o Fiat elétrico acelera rápido e quieto.

A potência equivale a 111 cv, suficientes para que o 500e chegue aos 100 km/h em cerca de 10s, marca semelhante à obtida por carros compactos com motor 1.6 flex.

Os pneus de baixo atrito ajudam a melhorar a autonomia, que fica entre 140 km e 160 km em percursos combinados de cidade e estrada. A velocidade máxima é limitada a 140 km/h.

POR QUE NÃO?

Com tantas qualidades e emissão zero de poluentes, é fácil imaginar que um carrinho como o 500e teria chances de sucesso no Brasil. Contudo, há muitas questões a serem resolvidas.

"O alto custo de desenvolvimento tem um forte impacto no preço dos modelos elétricos. As baterias, por exemplo, têm valores bastante elevados", explica Ricardo Dilser, assessor técnico da Fiat.

Mesmo nos Estados Unidos, o 500 elétrico custa caro: US$ 32,6 mil, que equivalem a R$ 72,7 mil. É o dobro do preço da versão a gasolina na Califórnia.

Por isso, a Fiat não tem planos de trazer essa opção do compacto ao Brasil. Pelas regras tributárias atuais, o modelo chegaria às lojas do país custando cerca de R$ 150 mil.

"Há quinze anos, um monitor LCD de computador custava oito vezes mais que hoje. Porém, com o ganho de escala, os preços são gradativamente reduzidos. Esse movimento precisa ser acompanhado por incentivos fiscais", diz Ricardo Guggisberg, diretor do Salão de Veículos Elétricos promovido pela ABVE (Associação Brasileira de Veículos Elétricos).

Além da questão tributária --os 25% de alíquota de IPI que incide sobre os carros elétricos é superior às taxas de todas as categorias de veículos a combustão--, há o problema da infraestrutura.

A Califórnia foi escolhida para a estreia do 500e por oferecer incentivos fiscais a esse tipo de veículo e possuir uma rede com mais de mil pontos de recarga das baterias. Em alguns locais, o reabastecimento é grátis. Em outros, paga-se o equivalente a R$ 4 por hora.

Dessa forma, a vida com um elétrico fica bem mais simples.

Poucos modelos "verdes" estão à venda no país

A BMW divulgou recentemente os dados de seu novo compacto elétrico, o i3. A marca confirmou à Folha que pretende lançar o veículo no Brasil em 2014.

Hoje, o modelo 100% elétrico mais atual nas ruas de São Paulo é o Nissan Leaf --dez unidades fazem parte do Projeto Piloto de Táxi Elétrico. Entretanto, ainda não há previsão de venda do carro nas lojas da marca.

Os únicos carros com sistemas "verdes" de propulsão à venda no país são os híbridos Toyota Prius (R$ 120 mil) e Lexus CT 200h (R$ 149 mil), que combinam o motor a gasolina a outro, elétrico. Em agosto, a Ford lançará a nova geração do Fusion Hybrid.

domingo, 13 de outubro de 2013

A incrível cidade com 22 mil habitantes e somente 1 carro

12/10/2013 -  Folha de SP
Não há barulho de motor, fumaça de escapamento nem congestionamentos nas cidades de Chaves e Afuá, vizinhas na Ilha de Marajó (PA). O número de automóveis conta-se em uma mão.
Os municípios ocupam os últimos lugares no ranking que mede a proporção de carros por habitantes do país.
Lá só se chega de barco ou avião e a maior parte da população vive na zona rural. O principal meio de transporte utilizado é a velha bicicleta.
Segundo o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), há apenas um carro registrado em Chaves, que tem 22 mil habitantes.
"Aqui as vias são feitas para o povo transitar", conta o pecuarista Pedro de Souza Leandro, 63, dono de uma picape que é utilizada somente metade do ano. "Há um período em que tudo alaga e não dá para andar."
Em Afuá (36,5 mil habitantes), até as motos são banidas. Segundo o Denatran, há três delas registradas.
"As ruas são de madeira ou concreto, suspensas e medem apenas três metros. Carro aqui não anda, mas não temos barulho nem poluição", diz o prefeito Eliudo Pinheiro (PP), que cumpre sua agenda a pé.
A próxima meta, diz, é cadastrar as bicicletas e implantar sistema de sinalização. "Para ter carro aqui, teríamos que construir uma cidade nova. Acho melhor não."
TODOS DE CARRO
Com apenas 15 km² e uma população predominantemente de classe média, São Caetano do Sul (Grande SP), por outro lado, é a cidade com maior proporção de carros por habitante --para cada 1,6 habitante, há um veículo licenciado.
O resultado pode ser explicado pela alta renda da população, que soma mais de 156 mil habitantes, na estimativa do IBGE, e é a primeira colocada no IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) de 2013.
"O crescimento populacional nos últimos dez anos, com inúmeros novos empreendimentos verticais, fez com que o trânsito piorasse", diz Leandro Prearo, gestor do instituto de pesquisa da Universidade Municipal de São Caetano do Sul.
Segundo dados da prefeitura, a frota da cidade aumentou 50% nos últimos 15 anos.
O secretário de Mobilidade Urbana, Odair Mantovani, diz que o principal problema da cidade é servir de passagem entre São Paulo e outros municípios do Grande ABC.
A autônoma Roseli Badanai circula por São Caetano do Sul todos os dias, a trabalho ou para ajudar a família. "É trânsito o dia inteiro", diz.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Tuk-tuk começa a ser vendido no Brasil

09/10/2013 - Jornal do Carro

Veículo comum na Ásia chega ao País em três versões de configuração

Epitácio Pessoa/Estdão
Motocar MTX 150

Não é preciso mais viajar até a Tailândia para andar em um Tuk-tuk, veículo motorizado que usa uma moto como força motriz e pode levar até duas pessoas. No Salão Duas rodas a empresa Motocar está apresentando a sua linha de modelos baseada no transporte tailandês.

Os veículos já estão a venda e têm até preço. O com capacidade para duas pessoas é vendido por R$ 10.500 e é impulsionado por uma moto de 150 cm3, como motor monocilíndrico quatro tempos. Além dos dois ocupantes, ainda pode levar até 25 kg de carga.

Fora a de passageiros, a Motocar ainda vende duas versões de carga, a MCF200, uma espécie de picape, e a MCA 200, um furgão. Nos dois, a capacidade é de até 350 kg. As três versões são montadas em Manaus (AM).

Ford celebra cem anos da primeira linha de montagem

08/10/2013 - Jornal do Carro

Montadora deve inaugurar mais 14 fábricas nos próximos dois anos, incluindo uma só de motores na Bahia

A Ford celebrou nesta segunda-feira os 100 anos da primeira linha de montagem de veículos em série, invenção de Henry Ford que provocou uma profunda revolução nos meios de produção. A nova técnica simplificou a montagem dos 3.000 componentes do Ford T, distribuindo-a em 84 etapas executadas por grupos de trabalhadores, enquanto uma correia puxava o chassi dos veículos ao longo da linha.

Com isso, o tempo de montagem de cada veículo caiu de 12 horas para apenas 90 minutos, enquanto o preço final do modelo foi de US$ 850 para US$ 300 - algo fundamental para que o carro atingisse as massas. Em 1927, foram vendidos 15 milhões de Ford T em todo o mundo - metade de todos os automóveis somados na época. Seis anos antes, a Ford estreava sua primeira linha de montagem brasileira, no bairro paulistano do Bom Retiro.

De lá para cá, a Ford expandiu sua estrutura industrial mundo afora e, hoje, fabrica cerca de 16 veículos por minuto - o ano de 2013 deve encerrar com 6 milhões de unidades. Nos próximos dois anos, serão inauguradas 14 fábricas, incluindo uma só de motores em Camaçari (BA), já em 2014, e outras na China, Rússia, Índia, Tailândia e Romênia. Até 2017, a meta é produzir quatro modelos diferentes em cada uma de suas plantas.

O tempo não para, e outras tecnologias estão sendo desenvolvidas para aprimorar o processo produtivo. Uma delas é a F3T (Ford Freeform Fabrication Technology), sistema para moldar peças de metal de baixo volume com rapidez, que promete reduzir os custos e o tempo de produção de peças estampadas para protótipos de dois a seis meses para três dias úteis. Outra é o uso da robótica no controle de qualidade do produto, verificando imperfeições na superfície da pintura dos veículos.

Detran-RJ inaugura nesta terça-feira a Escola Pública de Trânsito

09/10/2013 - O Globo

O Detran inaugura nesta terça-feira a sua Escola Pública de Trânsito (EPT), na Avenida Mem de Sá, nº163, na Lapa, no Centro, que vai treinar 300 mulheres como motoristas de ônibus.

Elas já são aptas para dirigir automóveis e vão começar o aprendizado num simulador com as características de um veículo de transporte coletivo. O projeto é uma parceria o DETRAN, a Fetranspor, o Conselho Regional do Sest/Senat e a Faetec e tem como objetivo capacitar como motorista de ônibus um total de dois mil condutores por ano.

A preferência do curso é por motoristas mulheres. Segundo constatação das empresas filiadas à Fetranspor, as motoristas são mais cautelosas na direção de veículos, o que pode contribuir para um trânsito mais tranquilo. A capacitação é gratuita e os candidatos aprovados, sejam homens ou mulheres, terão emprego garantido em empresas vinculadas à própria Fetranspor.

A EPT, na Lapa, tem uma sala para o simulador de ônibus, outra para dois simuladores de automóveis (sendo, um destes, o primeiro no país, para portadores de necessidades especiais) e oito salas de aulas, a EPT também abrigará o Centro de Formação de Condutores do Detran, isto é, a Autoescola.

Na EPT, serão ministrados cursos especializados para motofretistas, transporte escolar e transporte de emergência (obrigatórios para o exercício da profissão); além do Táxi, Corrida para o Futuro, que prepara taxistas para os grandes eventos que vão acontecer no Rio, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Itaipu quer desenvolver cadeia do carro elétrico

20/02/2013 - Valor Econômico

Eles são silenciosos, econômicos, funcionam sem emitir CO2 ou qualquer outro gás. Além disso, não dependem de combustíveis fósseis. Acenando com a perspectiva de menor impacto sobre o meio ambiente, os carros elétricos já são realidade no mercado internacional e começam, aos poucos, a circular no país. Praticamente todas as montadoras já contam com modelos elétricos que, em comum, compartilham sofisticação e preços salgados. No Brasil, esses automóveis são importados das matrizes, introduzidos mais para apresentação da nova tecnologia, como o Chevrolet Volt, o Ford Fusion Hybrid, o Leaf, da Nissan, o Toyota Prius e o Lexus CT200h. Carga tributária e baixos volumes elevam os preços para patamares acima de R$ 100 mil e, por isso, tão cedo as empresas não pretendem produzi-los no país. A exceção é a Fiat, que desde 2007 fabrica aqui um modelo elétrico, em parceria com a Itaipu Binacional.

O primeiro protótipo foi um Palio Hatch, seguido do modelo Palio Weekend. Já foram fabricadas 50 unidades e outras 70 serão produzidas até 2015. A Fiat, que investiu US$ 10 milhões no projeto, produz a carroceria em Betim (MG) e importa todo o kit elétrico (motor, bateria, inversores, carregadores e câmbio). O veículo é montado no Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Montagem de Veículos Elétricos, na sede da Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR). "Na nova leva, os suportes e chicotes elétricos vão ser produzidos no Brasil e a Weg Motores já está trabalhando em um projeto de nacionalização do motor, enquanto Itaipu está desenvolvendo um projeto, de longo prazo, para nacionalização da bateria", diz Leonardo Cavaliere, supervisor de veículos especiais da Fiat.

O automóvel tem velocidade máxima de 130 km, autonomia entre 100 km e 120 km e a recarga completa de sua bateria é feita em 8 horas. Testado no Paraná, seu consumo de energia chegou a R$ 8 para cada 100 km rodados, contra cerca de R$ 28 de um automóvel semelhante a gasolina para a mesma distância.

A montadora foi uma das primeiras empresas a se associarem ao projeto de veículo elétrico da Itaipu Binacional, que contempla vários segmentos, além do automóvel - caminhão, miniônibus, ônibus, utilitário 4x4, veículo leve sobre trilhos (VLT) e avião -, com investimento total, por parte da estatal, de cerca de US$ 6 milhões. Iniciado em 2005, a partir de um acordo de cooperação tecnológica com a Kraftwerke Oberhasli AG (KWO), controladora de hidrelétricas suíças, o projeto baseou-se em tecnologia existente na época na Suíça. A KWO já utilizava veículos elétricos para o deslocamento de suas equipes de operação e manutenção em suas nove hidrelétricas, na região dos Alpes, cujo acesso por veículos, no inverno, inclui 120 km de túneis.

A intenção é colocar no mercado brasileiro, a médio prazo, um veículo confortável e eficiente a preço de carro popular. Até lá, porém, há uma longa distância, pois o Palio Weekend elétrico custa hoje R$ 200 mil e os compradores são, na maior parte, empresas integrantes da cadeia de parceiros do projeto. "A meta é desenvolver e colocar à disposição de empresas brasileiras uma solução para cada segmento que esteja ao alcance da população", diz o engenheiro Marcio Massakiti Kubo, coordenador do projeto de P&D do veículo elétrico da Itaipu. Entre os parceiros do projeto estão as concessionárias de energia Copel (Companhia Paranaense de Energia), Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), Chesf, CPFL, Light, grupo CEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica, do Rio Grande do Sul) e Furnas, além das duas sócias de Itaipu, Eletrobras e a paraguaia Administración Nacional de Electricidad (Ande). São também parceiros Petrobras, Correios e as empresas Weg, Moura, Massarello, Bom Sinal, Iveco, Agrale, Euroar e o grupo italiano Fiamm.

A principal diferença em relação aos modelos internacionais é uma bateria de sódio, totalmente reciclável e que tende a ser mais barata do que as baterias à base de lítio, predominantes nos demais modelos elétricos. O propósito é desenvolver essa tecnologia no Brasil e torná-la disponível a uma empresa nacional para fabricação no país. As baterias usadas no Palio Weekend elétrico, da marca Zebra (Zero Emission Battery Research Activity), são importadas da Fiamm Sonick. "O objetivo é o domínio do processo de fabricação dessa bateria, que será produzida pelo Parque Tecnológico de Itaipu em escala laboratorial dentro de dois a três anos", diz Massakiti Kubo.

A bateria, que representa cerca de 40% do custo do veículo, é hoje um dos principais gargalos do carro elétrico no mundo todo.

Para Cavaliere, da Fiat, ainda falta muito para que seu veículo elétrico seja fabricado em escala comercial no país. Antes disso, é preciso criar uma rede nacional de fornecedores e a infraestrutura para recarga dos veículos. Também faltam, segundo ele, incentivos à produção, como ocorre em outros países. "Ainda é cedo para se prever um mercado de veículos elétricos no Brasil. É preciso um ambiente pronto para recebê-los", afirma.

Já Reinaldo Muratori, diretor de engenharia e planejamento da Mitsubishi, considera os carros elétricos um caminho irreversível no país e no mundo. Ele acredita que até 2020 seu custo alcance o de um modelo convencional e a produção atinja entre 10% e 30% do total mundial.

Junto com outras montadoras, a empresa tenta convencer governo e Legislativo brasileiros a mudar a tributação do carro elétrico, que paga uma das tarifas mais elevadas, acima de 75%. A Mitsubishi trouxe para o país, até o início de 2011, sete unidades do o iMiEV, que começou a ser fabricado em 2009 e já atingiu o volume de 30 mil unidades vendidas em outros países. Sem a margem do fabricante, o modelo custa aqui R$ 200 mil. Sem os impostos, poderia chegar por R$ 80 mil. A GM trouxe cinco unidades do Chevrolet Volt, também para demonstração e não tem planos de comercializá-lo no país.

O projeto da Itaipu prevê a criação de um ambiente propício aos veículos elétricos, desde a produção até o pós-venda, incluindo a formação da cadeia produtiva e uma rede de eletropostos para recarga das baterias. Desenvolvido em 2008, o eletroposto - um totem de recarga, com uma tomada - viabiliza a venda de energia nas cidades e estradas por meio de cartões pré-pagos ou outros tipos de pagamento e destina-se ao sistema de recarga lenta, de oito horas.

Os veículos podem também ser abastecidos por meio de tomada residencial. Podem, ainda, fazer recarga rápida, por meio de um banco de baterias, com sistema de gestão de energia para absorver suavemente a energia da rede elétrica. No momento da recarga (em um posto de combustível, por exemplo), a energia armazenada pode ser transferida rapidamente para a bateria do carro. Outra possibilidade é um sistema de troca rápida de bateria, testado em uma viagem de 700 quilômetros, de ida e volta entre Foz do Iguaçu e Assunção, no Paraguai, em 2009, para simular uma rede de postos ao longo das estradas. Foram feitas seis trocas. "Simulamos um modelo de negócio. A troca é feita em dois minutos, não dá nem tempo de ir ao banheiro", diz Massakiti Kubo.

Em parceria com a Iveco, do grupo Fiat, Itaipu desenvolveu também o primeiro caminhão elétrico da América Latina, o Daily Elétrico cabine dupla, com autonomia de 100 km, velocidade máxima de 70 km por hora, capacidade para até 7 pessoas e carga de 2,5 toneladas, que utiliza 3 baterias Zebra. A tecnologia pode ser aplicada em qualquer versão do Iveco Daily, seja chassi-cabine, furgão ou chassi de ônibus. Foram feitos dois protótipos, que rodam para execução de serviços internos de Itaipu, em uma associação que começou em 2009.

"Estamos desenvolvendo essa tecnologia para que o Brasil possa virar referência em veículos elétricos no futuro. No exterior, estamos tendo resultados muito bons", diz Fabio Nicora, engenheiro sênior de produto da área de inovação da Iveco, que já produz alguns modelos elétricos na Alemanha, Espanha, Itália e Holanda.

Com a Iveco e a paranaense Mascarello, criou o primeiro miniônibus elétrico do país, para 17 passageiros. Outras criações foram o utilitário 4x4 Marruá elétrico, em parceria com a gaúcha Agrale e a Stola do Brasil, e o primeiro ônibus híbrido (eletricidade e etanol), para 54 passageiros, que envolveu as empresas Mascarello, Weg, Mitsubishi, Euroar, Eletra, Tutto Transporti e Magneti Marelli.

Os projetos mais recentes são a eletrificação do veículo leve sobre trilhos (VLT) produzido pela brasileira Bom Sinal e do avião ACS 100 Sora, modelo esportivo de dois lugares da ACS Aviation, de São José dos Campos (SP). Será o primeiro avião elétrico da América Latina e deve decolar da pista de Itaipu, em Foz do Iguaçu, no segundo semestre deste ano, para os primeiros testes.

Fonte: Valor Econômico
Publicada em:: 20/02/2013

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Táxi pode sair mais barato que carro próprio

30/09/2013 - Folha de SP

SAMY DANA

O trânsito Brasil afora está cada vez pior. São Paulo, em especial, vem batendo recordes de congestionamento.

Algumas medidas vêm sendo tomadas para agilizar o transporte público, como a criação de novas vias exclusivas para ônibus.

Contudo, o problema principal persiste: ainda há preferência pelo uso do carro, mesmo que haja outros meios mais eficazes e mais baratos.

Os principais argumentos para justificar o uso de veículos pessoais estão relacionados ao conforto, ao tempo de viagem e ao custo dos táxis.

A análise em relação a ônibus e metrôs é bastante simples: o conforto é, de fato, superior nos carros; já os custos e tempo de viagem podem até ser inferiores, com as novas faixas especiais.

O caso mais interessante é o do táxi, tido como mais caro, mas que, dependendo da distância percorrida, pode representar economia, mantendo o nível de conforto e reduzindo o tempo de viagem, graças à possibilidade de trafegar por faixas exclusivas ao transporte público.

Uma simulação considerando todas as despesas anuais com um carro de R$ 40.000, incluindo depreciação de 15% ao ano, e os custos em valores reais de utilizar táxi para efetuar duas viagens diárias de 10 quilômetros mostra que o custo anual do carro fica em R$ 54.924,52, enquanto que o do táxi fica em R$ 26.838,22, uma diferença de R$ 28.000.

O carro é não somente mais caro, como também envolve o risco de roubo, e gastos com combustível e estacionamentos. O conforto pode ser grande, mas há de se pensar melhor se um bem tão cheio de problemas vale tanto a pena.

SAMY DANA é Ph.D em business, professor da FGV e coordenador do núcleo GV Cult

domingo, 29 de setembro de 2013

Nova fábrica da Mercedes será em São Paulo

29/09/2013 - Jornal do Carro

Montadora se reunirá com governo paulista na terça-feira para anunciar decisão. GLA será o primeiro produzido


Tião Oliveira
Mercedes-Benz GLA será o primeiro nacional - Mercedes-Benz/Divulgação
Mercedes-Benz GLA será o primeiro nacional - Mercedes-Benz/Divulgação

A decisão foi tomada: a nova fábrica da Mercedes-Benz no Brasil ficará no Estado de São Paulo. O anúncio será feito nesta terça-feira, 1º de outubro, em reunião entre os diretores da montadora alemã e o governo paulista.

Será a segunda planta da Mercedes-Benz a produzir automóveis no País. Até 2005, a montadora fabricava a primeira geração do Classe A em Juiz de Fora (MG). Depois, esta unidade passou a dedicar-se à montagem do cupê CLC, também já descontinuado. Agora, foi adaptada para a produção de caminhões.

A cidade mais cotada para receber a fábrica é a pequena Iracemápolis, na região de Limeira, a 153 quilômetros da capital paulista. O primeiro modelo a sair da linha de montagem será o utilitário GLA, o que ocorrerá em 2015, quando a planta ficará pronta - data que foi anunciada pelo presidente da Mercedes-Benz do Brasil e América Latina, Philipp Schiemer, em meados do mês.

Além do GLA, também será feito na fábrica paulista o sedã CLA. A Mercedes-Benz estuda ainda a nacionalização de seu modelo mais vendido no País, o Classe C, que em breve mudará de geração, assim como a do hatch médio Classe A. 

Colaborou Rafaela Borges

domingo, 1 de setembro de 2013

Renault vende 1º lote de carros elétricos no país

01/09/2013 - Folha de SP

A Renault anunciou que vendeu três carros elétricos no Brasil. Os veículos foram adquiridos pela CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz), que coordena um projeto de estudos sobre soluções em mobilidade urbana. O contrato prevê a comercialização de mais 50 unidades à empresa.

Entretanto, nenhuma montadora oferece um automóvel movido a eletricidade para venda direta ao consumidor. "Faltam incentivos fiscais e ainda não há infraestrutura, como uma rede de postos de recarga", explicou à Folha Gláucia Krefer, chefe de produto da Renault. Confira os principais trechos da entrevista.

Folha - As montadoras propuseram ao governo a criação de cotas para a importação de veículos elétricos com isenção de IPI, já que hoje a alíquota do tributo sobre os carros "verdes" chega a 25%. Esse incentivo fiscal é realmente necessário?

Gláucia Krefer -A tecnologia [de emissão zero] é sofisticada. Sua popularização não depende só das montadoras. Por mais que o volume inicial previsto seja pequeno, serão necessários investimentos em infraestrutura, como ponto públicos de recarga, pois não dá para transferir essa tarefa apenas às concessionárias. Isso limitaria a utilização do carro elétrico em muitas regiões, e todo motorista procura um carro que lhe dê mobilidade. Sobre as isenções fiscais, elas são necessárias e comuns em outros países, porque a tecnologia ainda é cara e precisa ganhar escala para se tornar acessível.

Folha - Quanto tempo falta para isso acontecer no Brasil?

Gláucia Krefer - Não dá para prever, pois isso depende de fatores que estão aquém da vontade das montadoras. Sei que, neste momento, o governo está estudando a proposta. Mas quando houver um start', acredito que a cultura do carro elétrico irá se difundir rapidamente, pois é uma solução viável para reduzir a poluição, principalmente em grandes centros urbanos.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Toyota anuncia produção de carro movido a hidrogênio

29/08/2013 - Folha de SP

Diego Ortiz - Enviado Especial a Detroit (Eua)*

O presidente da Toyota, Takeshi Uchiyamada, confirmou a produção de um novo sedã movido a hidrogênio.

O carro entrará em linha no fim de 2014. O anúncio foi feito no evento Hybrid World Tour, promovido pela montadora japonesa em Detroit, no estado de Michigan.

De acordo com a marca, será o primeiro modelo com essa tecnologia produzido em larga escala. O desenho terá por base o conceito FCV-R, que foi apresentado em 2011.

A tecnologia utiliza um sistema que gera eletricidade por meio de reações eletroquímicas entre o hidrogênio – que é armazenado em um tanque especial no carro – e o oxigênio do ar. A energia resultante põe o veículo em movimento, e o escapamento emite apenas vapor d'água.

John Hanson, diretor de tecnologias avançadas da Toyota nos EUA, afirmou que a marca conseguiu reduzir em cerca de 70% os custos de produção de um veículo dotado de célula de combustível. "Isso tornou possível a produção em série. Fomos os primeiros com o híbrido [o Toyota Prius foi lançado em 1997] e seremos os primeiros com o hidrogênio."

O modelo será produzido no Japão e lançado primeiramente na Califórnia. Ainda não há previsão de venda no Brasil.

*O jornalista viajou a convite da Toyota

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Brasil se consolida como quarto mercado de carros

28/08/2013 - Valor Econômico

Favorecido pela combinação de crise na Europa e recorde nas vendas domésticas, o Brasil está se consolidando neste ano como o quarto maior mercado automotivo do mundo, distanciando-se da Alemanha e encurtando a distância, ainda considerável, em relação ao Japão, terceiro colocado, mas onde as vendas estão em queda devido à retirada de estímulos dados para a compra de carros após o tsunami que atingiu o país em março de 2011.

A Alemanha, que há três anos perdeu a quarta colocação para o Brasil, ficou ainda mais para trás na corrida dos maiores mercados globais após registrar queda de 6,8% nas vendas de veículos nos sete primeiros meses deste ano. A diferença da demanda brasileira - que subiu quase 3% nesse período - em relação à alemã já passa de 215 mil veículos, incluindo caminhões e ônibus.


Outros mercados que poderiam ameaçar a posição do Brasil, como a Rússia e a Índia - onde as vendas de carros cedem, respectivamente, 6,2% e 9,5% -, também estão em queda, o que torna ainda mais confortável a situação brasileira nesse ranking.

A ascensão do Brasil entre os grandes mercados automotivos do mundo é um fenômeno relativamente recente, sendo resultado dos sucessivos recordes no consumo de veículos nos últimos dez anos. Até 2006, o país não passava do nono maior mercado mundial, com vendas de carros que somavam apenas metade dos volumes atuais. Desde então, o consumo evoluiu a um ritmo médio anual superior a 11%, refletindo, principalmente, a maior disponibilidade de crédito, a expansão da renda e os incentivos fiscais concedidos pelo governo nos momentos de crise.

Montadoras que já estavam posicionadas aqui com produção local puderam aproveitar bem esse movimento para amenizar as turbulências vividas por suas matrizes nos Estados Unidos e na Europa, sobretudo após a crise financeira de 2008. O Brasil passou a ser o terceiro maior mercado do mundo para grupos como Volkswagen, General Motors (GM), Ford e Renault, ou o segundo maior para a Fiat, quando se inclui as vendas da Chrysler.

Estudos publicados por consultorias, o que inclui uma pesquisa da KPMG com executivos das maiores empresas automobilísticas do mundo, chegaram a projetar o Brasil como o terceiro maior mercado global, superando o Japão até 2016.

O protagonismo internacional do consumo de carros no Brasil, contudo, não se repete quando se olha para a atividade das montadoras. Embora tenha o quarto maior mercado, o Brasil é apenas o sétimo maior produtor de veículos do mundo - com, segundo números do ano passado, 1,2 milhão de unidades a menos do que a Coreia, que nem chega a estar entre os dez maiores mercados mundiais.

Ainda que esteja mais próximo no consumo de carros, o Brasil não chega a ter metade da produção japonesa. Em 2012, o Japão fabricou quase 10 milhões de veículos, enquanto o volume do Brasil foi de 3,4 milhões de unidades, segundo dados compilados em anuário da Anfavea, a entidade que representa a indústria automotiva brasileira. Na comparação com a Alemanha, a produção brasileira é inferior em mais de 2 milhões de unidades.

A diferença para esses países é que o Brasil ainda não tem uma indústria exportadora, assim como não desenvolveu marcas genuinamente nacionais com projeção para o exterior. O Japão, por exemplo, exportou, em 2012, 4,8 milhões de veículos - quase onze vezes acima dos embarques brasileiros - e suas montadoras têm 168 fábricas espalhadas por todo o mundo.

No Brasil, sem competitividade para atingir mercados mais desenvolvidos, as exportações ficam demasiadamente concentradas em países da América do Sul. "Temos uma capacidade de produção que é o desejo de grandes países industrializados, mas precisamos recuperar nossa capacidade de competir", afirma Rogelio Golfarb, vice-presidente da Ford no Brasil.

No momento, a Anfavea trabalha em um conjunto de propostas a ser apresentado ao governo para incentivar as vendas externas. O texto deve incluir medidas como a desoneração das exportações. A meta traçada pela entidade é elevar para 1 milhão de veículos - o dobro do volume atual - as exportações de veículos produzidos no Brasil, recuperando o superávit comercial no setor.

As montadoras avaliam que a retomada das exportações será fundamental para evitar uma ociosidade na indústria, já que os investimentos em curso devem elevar a capacidade produtiva anual da indústria automobilística brasileira em mais de 1 milhão de veículos até 2017. Com as restrições a produtos importados do novo regime automotivo, a produção local se tornou o único caminho para se ter alta escala de vendas no Brasil. Por isso, uma série de montadoras tem anunciado projetos para instalar fábricas no país.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Com 30 mil novos carros por mês, Curitiba dobra frota em dez anos

22/08/2013 - Portal 2014

Capital paranaense tem hoje 1,65 milhão de veículos e deve atingir 2,85 milhões em 2040

Presidente do Sinaenco, João Alberto Viol, abre o evento em Curitiba (crédito: Joka Madruga)

Diego Salgado - Curitiba 

A frota de veículos de Curitiba dobrou nos últimos dez anos e chegou à marca de 1,65 milhão de unidades. Em 25 anos, o número pode atingir 2,85 milhões. Nesse cenário, a cidade terá quase um carro para cada habitante. Hoje, a proporção é de 0,57.

A estimativa é que 3,39 milhões de pessoas morem na capital paranaense em 2040. Dessa forma, a taxa será de 0,84 veículo por cada habitante. O levantamento foi divulgado hoje (22), durante o evento "De olho no futuro: Como estará Curitiba daqui a 25 anos", promovido pelo Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco) em 13 capitais do país.

O encontro contou com a presença do presidente do Insitituto de Pesquisa e Planajemanto Urbano de Curitiba (IPPUC), Sérgio Pires, do assessor de Ratinho Jr., secretário do Desenvolvimento Urbano do Paraná, Álvaro Cabrini, do presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Paraná (CAU/PR), Jeferson Navolar, e do presidente do Sinaenco, João Alberto Viol, entre outros.

Durante o debate, foram abordadas questões atuais, como o esgotamento do Bus Rapid Transit (BRT) e o planejamento da cidade. As questões estariam diretamente ligadas à situação atual do trânsito. 

"É preciso debater o aumento da capacidade e da velocidade dos BRTs", disse Pires. Hoje, o sistema, que foi implantado de maneira pioneira no Brasil em 1974, comporta 20 mil passageiros por hora. De acordo com o presidente do IPPUC, a implantação de um metrô na cidade, idealizado desde a década de 1970, seria uma das saídas para frear o aumento da frota. 

A integração das cidades da Grande Curitiba tambpem foi apontada como uma possível solução. Para Navolar, o cenário é viável daqui a 25 anos. Já Cabrini ressalta a importância do planejamento. "Temos que convidar todos os planejadores, todas as pessoas para refletir sobre o assunto", disse. 

A ideia de criar empregos próximos às áreas residenciais também foi levantada. "A mobilidade é um dos principais desafios para o futuro. É possível resolver o problema dos deslocamento evitando o próprio deslocamento", disse Pires.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Etanol de segunda geração se prepara para entrar no mercado


17/05/2013 - Jornal da Globo

Em uma disputada corrida tecnológica, o Brasil aparece no seleto grupo de países com chances de descobrir o jeito certo de fabricar, a um custo competitivo, o etanol de segunda geração, também chamado de etanol celulósico.

"O Brasil, em termos de pesquisa, está no mesmo nível que outro país europeu ou americano, ou o Japão. Em muitos casos, a gente, inclusive, está à frente, porque nós temos a melhor planta, que é a cana”, afirma Marcos Buckeridge, pesquisador do Instituto de Biociências da USP.

Hoje, as usinas de cana produzem etanol a partir da fermentação da sacarose, presente no caldo da cana. É esse açúcar da cana que vira álcool combustível. A diferença para a segunda geração de etanol é que este pode ser fabricado a partir da celulose presente em qualquer parte da planta, como a folha, a palha ou até mesmo o bagaço, ou na matéria orgânica de qualquer outro vegetal.

Os investimentos públicos e privados para o desenvolvimento dessa nova tecnologia ultrapassam os R$ 2 bilhões. O grande desafio hoje é produzir um etanol de segunda geração, que seja viável economicamente. "A gente melhora a nossa indústria, e a gente ganha muito do ponto de vista ambiental, na diminuição da produção de gás carbônico na atmosfera”, afirma Buckeridge.

O maior centro de pesquisa de cana de açúcar do mundo também corre contra o tempo para descobrir o etanol de segunda geração. É o CTC, Centro de Tecnologia Canavieira, que fica em Piracicaba, no interior de São Paulo. A expectativa é, já para o ano que vem, aumentar em 30% a produção de etanol sem ampliar a área de plantio.

"O etanol de segunda geração que a gente está desenvolvendo deverá ter um custo abaixo do custo atual da primeira geração, e isso vai tornar o álcool mais competitivo ainda em relação à gasolina”, afirma Oswaldo Godoy, gerente de projetos do CTC.

Quem também está na corrida para lançar comercialmente o etanol de segunda geração é a Granbio, uma empresa privada de biotecnologia que está investindo R$ 350 milhões em uma unidade industrial em São Miguel dos Campos, a 60 quilômetros de Maceió. O projeto prevê o desenvolvimento de uma "super-cana”, com quatro vezes mais celulose que a convencional, que já estaria no mercado a partir do ano que vem.     

O setor público também não ficou de fora. O laboratório a céu aberto da Embrapa Agroenergia nos arredores de Brasília, na cidade de Planaltina, fica em uma área equivalente a 20 campos de futebol, reservada para as plantas energéticas, aquelas com maiores chances de virar etanol de segunda geração. A espécie mais pesquisada é a cana de açúcar.

A colheita de cana de açúcar gera muitos resíduos. Um dos principais é esse a palha, que não costuma ter utilidade ou serventia nas usinas. Outro resíduo é o bagaço, a cana triturada, que gera etanol ou açúcar.

"A biomassa do bagaço e da palha já estão praticamente disponíveis na usina, então fica mais fácil o transporte e utilizar um resíduo ou um subproduto que já está lá”, diz Marcelo Aires, chefe de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa.

A cana de açúcar é apenas uma das opções energéticas. Uma das linhas de pesquisa mais avançadas da Embrapa no desenvolvimento do etanol de segunda geração é a que transforma capim em energia.

Onde parece que há uma pastagem comum, os pesquisadores percebem um combustível de excelente qualidade. Chama-se braquiária. É a espécie de pasto mais comum do Brasil.

Outra espécie vegetal que poderá ser usada como combustível é o capim elefante, que costuma ser a principal refeição das vacas leiteiras no país.

No laboratório da Embrapa, o desafio dos cientistas é descobrir a forma mais rápida e eficiente e de baixo custo para transformar a celulose da cana e de outros vegetais em etanol de segunda geração.

"Falta entender cada uma das etapas do processo melhor. Achar a melhor biomassa, os melhores microorganismos que vão fazer o trabalho, e as melhores enzimas que vão quebrar a biomassa em açúcar, para depois ser produzido o etanol”, diz Cristina Machado, pesquisadora da Embrapa Agro Energia.

No passado, houve quem duvidasse da capacidade do Brasil desenvolver o etanol da cana. Hoje, estamos próximos de dar um novo salto. A energia do futuro é cada vez mais verde.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Serviço de compartilhamento de carro começa a ter espaço no Brasil

11/04/2013 - G1

Única empresa no país vai expandir de SP para RJ, MG e PR. Na Europa, serviço tem parceria com prefeituras e fabricantes de elétricos.

Única empresa no país vai expandir de SP para RJ, MG e PR. (Foto: Reprodução/Portal G1)
Nem carona, nem aluguel diário. São Paulo começa a dar espaço a um serviço que permite usar um veículo como se fosse seu por algumas horas. Atualmente, 2.300 pessoas na cidade são clientes de uma empresa que compartilha automóveis.

Elas se cadastraram por telefone ou site e reservam um modelo na garagem credenciada mais próxima, indicando o horário e o tempo que vão permanecer com o veículo. Os próprios clientes desbloqueiam o carro. O combustível está incluso no pacote e é fornecido pela administradora do sistema (veja no vídeo acima como é o uso do carro compartilhado).

Embora a prática ainda não seja comum entre os brasileiros, a única empresa que presta este serviço no país, a Zazcar, aposta que, ainda neste ano, seus 2.300 clientes passarão a ser 13.800, com potencial para chegar a 210.000 nos próximos cinco anos.

A média de idade dos clientes é de 35 anos. Segundo o fundador, Felipe Campos Barroso, dos cerca de 2 mil clientes, 25% venderam o carro após aderirem ao sistema e 55% deles chegam às garagens credenciadas por meio de transporte público, como ônibus e metrô.

"Nossos clientes são pessoas que usam o carro menos de 15 mil quilômetros por ano. Eles utilizam o transporte público e até já tiveram um automóvel, mas venderam por não compensar o custo fixo", explica.

Os preços praticados variam de R$ 6 mais o quilômetro rodado até o valor fixo de R$ 100, dependendo do perfil de uso do consumidor. Em caso de uso "frequente", por exemplo, duas ou três vezes ao mês, a empresa tem formas diferentes de cobrança: a partir de R$ 7,90 a hora mais os quilômetros rodados — R$ 0,65 cada, até 100 km e R$ 0,55, de 101 km em diante. Ou é cobrada diária, a partir de R$ 64,90 mais os quilômetros rodados, ou ainda uma mensalidade de R$ 50.

Como comparação, a bandeira de um táxi comum em São Paulo começa em R$ 4,10 e são cobrados mais R$ 2,50 por quilômetro rodado. A Zazcar afirma que rodar uma hora de táxi em São Paulo fica em torno de R$ 73,20, enquanto quem utiliza um carro compartilhado desembolsaria R$ 27,90.

Os pontos de retirada ficam em estacionamentos parceiros em pontos estratégicos da cidade como centros financeiros, áreas comerciais e shoppings. Ainda não há um no aeroporto de Congonhas, mas está entre as metas, diz a empresa.

Expansão

Para atingir a meta de novos clientes e melhora o serviço, a empresa fundada por Felipe Campos Barroso em 2009 pretende ampliar a atuação de São Paulo para o Rio de Janeiro no segundo semestre deste ano e, em seguida, para Curitiba e Belo Horizonte.

A companhia possui 60 carros e 45 pontos de retirada, mas quer passar de 120 pontos neste ano. Com isso, aumentará também a diversidade de modelos, com a oferta de utilitários esportivos, picapes e automóveis de entrada recém-lançados.

"Ainda somos um nicho de mercado. É a única empresa de compartilhamento de carro da América Latina", diz Barroso. Segundo o empresário, mesmo sem a cultura local desenvolvida, a taxa de desistência dos clientes é de 1%.

A expectativa da empresa é ampliar seu alcance para 11 cidades e, assim, atrair os 210 mil clientes com uma frota de 2.800 carros.

Como é em outros países

Motoristas de Paris, Berlim, Seatle, Vancouver, entre tantas outras cidades no mundo, já estão acostumados com os carros compartilhados.

A capital francesa, por exemplo, o serviço existe desde dezembro de 2011 e já possui 54.500 inscritos, que utilizam carros elétricos em trajetos de 40 minutos, em média (compare abaixo as regras em Paris e em São Paulo).

No Brasil, o interesse por este tipo de serviço, bem diferente do aluguel de automóveis, ainda é tímido. O maior obstáculo, de acordo com o fundador da Zazcar, é a cultura de ter o carro como objeto de status social.

"É preciso desmistificar o símbolo de status que o carro próprio tem. Para isso, a pessoa tem que transferir o carro de um conceito de posse para o conceito de acesso", avalia sobre o negócio.

O foco do modelo adotado pela Zazcar é urbano e funciona como uma opção adicional de mobilidade nos grandes centros. A pessoa pode ficar com o carro, no máximo, por sete dias. Esta forma de compartilhamento foi inspirada no da Zipcar, criada nos Estados Unidos há 12 anos e que, atualmente, com 760 mil clientes.


Compartilhamento de carros em Paris utiliza
veículos elétricos e tem parceria com a prefeitura
da cidade (Foto: Priscila Dal Poggetto/G1)
Incentivo público

A Zazcar surgiu da parceria entre grupo paranaense Ícaro Locadora e a engenharia AGF, mas já negocia injeção de capital junto a investidores nacionais e internacionais. O processo deve ser concluído no segundo trimestre. Barroso diz que ainda não existe interesse de prefeituras para fechar parcerias como acontece em outras cidades do mundo.

Consultada pelo G1 sobre o assunto, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que é responsável pelo trânsito em São Paulo, afirmou que incentiva e investe em campanhas como a Carona Solidária, em que o proprietário do veículo aproveita a "viagem" para levar outras pessoas que passam pelo mesmo caminho.

Já a Secretaria Municipal de Transportes de São Paulo, diz que o compromisso está em melhorar o sistema público. Em razão disto, iniciou estudos para aumentar o número de corredores e a fluidez da frota de ônibus, que hoje é de 15.000 unidades.

Representantes da Prefeitura do Rio chegaram a visitar Paris para conhecer o modelo francês, mas, por enquanto, não há nada concreto para a cidade.

Fonte: G1, Por Priscila Dal Poggetto

sábado, 13 de abril de 2013

Hiriko, carro elétrico e que encolhe, será testado em Florianópolis


12/04/2013 - Diário Catarinense

Florianópolis integra uma lista de 20 cidades ao redor do mundo que são candidatas a testar o Hiriko, um veículo elétrico dobrável, que ocupa um terço do espaço de um automóvel tradicional. A fabricante, a Hiriko Driving Mobility, está desenvolvendo um estudo de viabilidade que vai identificar as condições para a realização dos testes pilotos na capital catarinense.

O carrinho, lançado neste mês no Salão do Automóvel de Genebra, é um ultracompacto de linhas futuristas, com porta frontal, que facilita o acesso aos assentos, um moderno sistema de navegação, informação e controle, tração e direção nas quatro rodas, permitindo que gire sobre si mesmo, e conta com um bagageiro de 300 litros de capacidade. Ele pode percorrer 120 quilômetros com uma única carga nas baterias de lítio e atingir até 90 km/h.

O Hiriko deve ser vendido para prefeituras e empresas que usam o sistema de automóvel compartilhado, ou seja, que pode ser usado por qualquer pessoa. A ideia é que ele opere de maneira integrada ao transporte público.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Carros elétricos: Governo quer que garagens de prédios residenciais ganhem tomadas

18/03/2013 - Eco Desenvolvimento

Recarga de carro elétrico em estacionamento público na França. Foto: beedieu

Criticado pelos donos de montadoras que produzem carros elétricos ao redor do mundo, como por exemplo a Renault-Nissan, o governo brasileiro trabalha atualmente na criação de mecanismos que incentivem a instalação de tomadas nas vagas de garagem de prédios residenciais, no sentido de que a medida contribua para a redução das emissões de carbono, segundo informa o post intitulado "Como um Raio", publicado na segunda-feira, 18 de março, no blog Sonia Racy – direto da fonte, no portal do Estadão.

Enquanto isso, segundo Sonia Racy, o Congresso analisa lei que torna obrigatória a instalação de pontos de recarga de baterias de carros elétricos junto às vagas de estacionamentos públicos.

Um dos entraves apontados pelas fabricantes dos carros elétricos é, justamente, a falta de locais para "reabastecer" esse tipo de veículo. Em países como Portugal e Espanha já existe uma grande rede de pontos onde o motorista pode estacionar o carro e deixá-lo carregando, em plena rua.

Em matéria de julho de 2012, o EcoD mostrou que a falta de incentivos governamentais dificulta o desenvolvimento dos carros elétricos no Brasil. Em maio de 2010, o anúncio de um plano de ação para alavancar tal indústria foi cancelado, sem explicação. Já em setembro de 2011, o aumento de IPI para importados agravou mais a situação.

À época (meados de 2012), dos cerca de 50 milhões de veículos existentes no Brasil, menos de cem eram carros elétricos, segundo dados da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE).

Maioria compraria carro elétrico

Enquete recente do EcoD perguntou aos internautas se eles pagariam a mais para ter um veículo menos poluente. A maioria (54,2%) respondeu que sim, principalmente se o automóvel for elétrico ou híbrido. Outros 34% condicionaram a adesão ao custo, ou seja, fariam tal investimento caso a diferença nos valores não fosse abusiva.

Já 8,5% dos participantes afirmaram que já possuem um carro com motor flex, portanto, menos poluente que os convencionais, pois o motor também pode ser abastecido com etanol. Apenas 2,8% não pagariam a mais para ter um veículo menos poluente.

Fonte: Eco Desenvolvimento

São Paulo é a 2ª cidade mais cara para se ter um carro

05/04/2013 - O Estado de SP

SÃO PAULO - Levantamento feito pela Economist Intelligence Unit (EIU), braço de pesquisas da revista britânica The Economist, mostra que a cidade de São Paulo é a segunda mais cara para se ter um carro em um grupo de 14 metrópoles selecionadas.

À frente de São Paulo está Xangai, na China. O levantamento leva em conta o preço dos veículos e os custos de manutenção. As cidades dos países emergentes estão nas primeiras colocações basicamente por causa do preço dos carros. Para efeitos de comparação, segundo o estudo, para se comprar um carro em São Paulo se gasta pelo menos três vezes mais que em Tóquio.

Depois de São Paulo, aparece na terceira posição no ranking da Economist Intelligence Unit Nova Deli, na Índia, mais uma cidade de país emergente. Segundo a publicação, nestes países os itens de luxo importados pagam impostos muitos elevados, o que leva ao aumento nos preços. No caso das pesquisa foram usados veículos Mercedes e Audi, para permitir a comparação internacional.

Já nos países ricos os custos com manutenção e combustíveis são mais pesados, pois os orçamentos das famílias estão mais apertados por conta da crise global.

A EIU cita o caso da Grã Bretanha, onde desde 2007 os preços dos combustíveis tiveram reajuste de 50%. Londres ocupa a décima colocação no ranking. Roma, capital italiana, ocupa o quarto lugar. Já o menor custo é registrado em Zurique, na Suíça.







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sábado, 19 de janeiro de 2013

Emplacamentos somam 100 mil nos primeiros dez dias do ano

11/01/2013 - Jornal da Tarde, Gustavo Porto

Nos dez primeiros dias de janeiro, ou sete dias úteis, cerca de 100 mil automóveis e comerciais leves foram emplacados no País, de acordo com fontes do setor com acesso aos dados do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam).

Na média diária até ontem, as vendas atingiram 14,28 mil unidades, queda, até o momento, de 21% sobre a média de 18 mil unidades de todo o mês de dezembro, mas alta de 24,2% sobre a média diária total de janeiro de 2012, de 11,5 mil veículos.

O fim da alíquota menor do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) explica tanto a queda no desempenho sobre dezembro – já que alguns modelos já tiveram os preços majorados – como a alta sobre janeiro de 2012.

Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), 243.571 veículos foram faturados em dezembro com o IPI ainda antigo e, portanto, estavam nos estoques das concessionárias no início de 2013 com preços antigos, o que deve motivar os emplacamentos este mês.

Além da antecipação das compras para dezembro, janeiro também é considerado um mês de vendas fracas no setor automotivo, por conta dos gastos do consumidor com impostos, como o próprio IPVA, despesas escolares e outras despesas.

Categories: Sem categoria
Tags: Anfavea, automóveis, ipi, janeiro, Renavam, vendas

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Lançado carro-bicicleta movido a energia solar

08/01/2013 - Folha de São Paulo

Imagine você pedalando por ruas planas e, ao se deparar com um trajeto íngreme, poder recorrer à energia solar.

A equipe da Organic Transit, empresa norte-americana especializada em veículos ecológicos, trabalhou na ideia e lançou o modelo que reúne o conforto do carro com a sustentabilidade da bicicleta.

O pequeno Elf tem três rodas e ainda baterias que podem ser recarregadas ao sol ou em uma tomada padrão. Assim, você escolhe se pedala ou se usa a energia para chegar de um ponto a outro.

Compacto, o veículo foi projetado para ser ocupado por apenas uma pessoa, mas suporta bagagem de até 350 quilos.

A sua configuração com três rodas confere estabilidade e controle e pode ser usado tanto em estradas como em ciclovias padrão.

É equipado ainda com vários aparatos de segurança, como retrovisor, luzes traseiras e faróis de LED

Os primeiros cem modelos serão ofertados na internet a partir do dia 13. O valor estimado do veículo é de US$ 4.000.

Sem poluir a cidade e com a facilidade de escolher que hora suar ou não, fica mais fácil pensar em um modo de transporte alternativo para chegar ao trabalho.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Automóvel Gol mantém liderança em 2012; veja carros mais vendidos

03/01/2013 - Folha de São Paulo

Com a ajuda do IPI reduzido, a Volkswagen vendeu em 2012 quase 300 mil unidades de seu modelo popular, o Gol, e conseguiu manter o carro na liderança do setor pelo 26º ano.

Venda de veículos bate novo recorde em 2012
Concessionárias esperam alta de 3% na venda de carros em 2013
Preço dos carros deve subir até 4% com retorno do IPI, estima setor

Segundo dados da Fenabrave (associação das concessionárias) divulgados nesta quinta-feira, os brasileiros compraram ao todo 293.293 unidades do modelo no ano passado, cerca de 37 mil a mais do que o segundo colocado no país, o Uno, da Fiat, que encerrou 2012 com 255.838 unidades emplacadas.

O volume de negócios no Brasil contribui para que o modelo seja um dos mais vendidos dentro do grupo alemão. De acordo com a montadora, o Gol está entre os sete modelos --de mais de 200-- de maior venda nas operações mundiais da empresa.

Apesar do desempenho com o modelo, a Volkswagen foi a segunda colocada entre as montadoras com atuação no Brasil. O grupo vendeu, ao todo, 763.338 carros e veículos comerciais leves (como a Saveiro) no ano passado e ficou com 21,14% do mercado.

A italiana Fiat manteve o primeiro lugar pelo 11º ano consecutivo, com 23,06% do total das vendas nos segmentos de carros e comerciais leves. O grupo teve três modelos entre os dez mais vendidos no ano passado.

No mercado total, o setor automotivo registrou novo recorde neste ano. O crescimento foi de 4,65% para um total de 3,8 milhões de unidades. Os número considera também as vendas de caminhões e ônibus.

Se consideradas as vendas de carros e comerciais leves apenas, a alta foi de 6,1%, para 3,634 milhões de unidades. Para este ano, a previsão é de desaceleração, com um crescimento de 3%.

RANKING DOS 10 MODELOS MAIS VENDIDOS

Modelo Marca Vendas em 2012, em unidades

Gol Volkswagen 293.293
Uno Fiat 255.838
Palio Fiat 186.384
Fox/Cross Volkswagen 167.685
Celta General Motors 137.617
Fiesta Ford 113.546
Siena Fiat 103.547
Corsa Sedan General Motors 98.551
Sandero Renault 98.442
Voyage Volkswagen 96.394