segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

CPFL firma parceria com CCR e Graal para incetivo ao uso de veículos elétricos

13/12/2015 -  O Estado de SP

Na expectativa de estimular o segmento de veículos elétricos no Brasil e, com isso, criar um novo mercado consumidor, a CPFL firmou parceria com a CCR AutoBAn e com a Rede Graal para estruturar uma espécie de "corredor intermunicipal" elétrico no estado de São Paulo. A rota ligará a capital paulista a Campinas, onde fica a sede da CPFL, e será equipada com o primeiro eletroposto rodoviário construído no Brasil. O abastecimento de veículos elétricos poderá ser feito gratuitamente em um posto da Graal localizado na altura de Jundiaí, na Anhanguera, rodovia administrada pela AutoBAn.

O corredor elétrico faz parte do Programa de Mobilidade Elétrica da CPFL Energia, um projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) que receberá investimento de R$ 21,2 milhões até 2018. O incentivo ao mercado de veículos elétricos também contou com a construção de outros eletropostos, entre unidades públicas e privadas. Há quatro unidades em operação instaladas na própria CPFL e em empresas parceiras. Outras duas unidades, ambas localizadas em Campinas, são públicas.

O projeto que une CPFL, CCR e Graal é uma nova etapa dessa iniciativa, agora em direção ao mercado consumidor da capital paulista, e um novo incentivo ao desenvolvimento do mercado de veículos elétricos no Brasil. Em outubro passado, o governo federal reduziu a zero o imposto de importação para carros elétricos e a hidrogênio. Esses modelos pagavam, até então, 35% de alíquota de importação.

"A CPFL Energia foi responsável pela instalação de toda infraestrutura do eletroposto rápido, que inclui um transformador de baixa tensão, o carregador e o cabeamento necessário para o funcionamento dos equipamentos. A Rede Graal assumirá as despesas com o consumo de energia", destacou a CPFL em nota. As atividades do eletroposto deveriam ter sido iniciadas em agosto, porém o cronograma foi alterado.

De acordo com as empresas, o veículo poderá ter 80% de sua bateria carregada em meia hora, o que mostra que a tecnologia ainda tem particularidades importantes quando comparada aos veículos tradicionais, abastecidos com gasolina, etanol ou diesel.

Outro problema é a ainda quase incipiente rede de abastecimento. Para amenizar esse problema, a CPFL estuda a possibilidade de desenvolver outros eletropostos em novos endereços da rede Graal, caso de uma unidade localizada na Bandeirantes. Até 2018, a CPFL planeja viabilizar a instalação de 31 eletropostos.

"O projeto também irá permitir que a companhia avance em um modelo de negócio para a mobilidade elétrica, considerando que os eletropostos também serão utilizados por clientes de fora da área de concessão da companhia", afirmou em nota o diretor de Estratégia e Inovação da CPFL, Rafael Lazzaretti.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Prefeitura lançará em 2016 edital para serviço de aluguel de carro elétrico

11/11/2015 - O Globo

Projeto, que será semelhante ao da Bike Rio, prevê preço de R$ 18 a R$ 23 por meia hora
  
POR CARINA BACELAR

RIO — A prefeitura vai lançar, no primeiro semestre de 2016, uma licitação para um sistema de 100 carros elétricos compartilhados, que ficarão localizados em 25 estações, no Centro e na Zona Sul. A operação do serviço será da iniciativa privada. Segundo a Secretaria Especial de Concessões e Parcerias Público-Privadas do município, é possível que os carros já estejam circulando durante os Jogos Olímpicos, em agosto do ano que vem.

Os automóveis serão recarregados nos próprias estações, que ficarão em 13 bairros. O usuário poderá retirá-los utilizando um aplicativo. A cada 30 minutos de circulação com o carro, será cobrada uma tarifa no cartão de crédito cadastrado no sistema. A estimativa é que o preço de 30 minutos de uso do veículo fique entre R$ 18 e R$ 23, de acordo com o plano de assinatura do sistema (que poderá ser anual, mensal, semanal ou diário, cada um com taxas diferentes).

FROTA TERÁ DE SER MONITORADA

O texto do edital está na fase de consulta, que vai até 13 de novembro. Nesta fase, empresas podem se manifestar sobre as regras estabelecidas. Ao todo, cinco consórcios, um deles incluindo a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), participaram do chamamento para a fase anterior do edital, a Proposta de Manifestação de Interesses (PMI).

O texto, depois da fase de consulta pública, ainda será encaminhado para a Procuradoria e para o Tribunal de Contas do Município. Segundo Ricardo Silva, coordenador geral de Estruturação de Projetos da secretaria, a ideia é fazer um modelo parecido com o das bicicletas Bike Rio, com uma empresa operadora do serviço e outra patrocinadora, que pagará para ter a marca vinculada aos carros.

—Uma decisão que a gente tomou é não colocar dinheiro público — explica Silva, ressaltando que o patrocínio é captado pela empresa operadora.

Haverá ao todo 200 vagas para os 100 carros. Nenhum deles poderá ser retirado com menos de 40% da bateria carregada. Um elemento previsto para a licitação é que ela obrigue as empresas a monitorar a frota por meio de uma central de informações, impedindo furtos e roubos.

O modelo adotado pelo Rio é baseado nos de Amsterdã e Paris. Também estão sendo feitos testes em Curitiba e Recife, com 11 e três veículos, respectivamente. Na capital francesa, já estão à disposição três mil carros.

— O que a gente sabe é que o sistema vem funcionando bem. Começou pequeno, com 100 carros, e foi se expandindo ao longo do tempo — observa o coordenador da secretaria.

Além da vantagem da emissão zero de gases poluentes, o carro elétrico reduz o trânsito, dizem as autoridades. Em Paris, um estudo feito a partir da implantação de carros elétricos indicou que, para cada veículo disponível, sete a vinte automóveis comuns deixaram de circular pelas ruas. Segundo a Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), há atualmente 95 veículos que utilizam apenas energia elétrica como combustível no Brasil.

— O custo benefício é muito bom. Não é preciso posto de combustível para abastecer — diz Ricardo Guggisberg, presidente-executivo da entidade.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/prefeitura-lancara-em-2016-edital-para-servico-de-aluguel-de-carro-eletrico-18015567#ixzz3rBKXKu3I 
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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Recife é a primeira cidade brasileira a compartilhar carros elétricos

27/10/2015 - Diário de Pernambuco

O Carro Leve, como é chamado, tem capacidade para duas pessoas, é automático, e roda até 100 km com a bateria. Para usar, o valor mensal é de R$ 30, mais taxas
  
 Rosália Vasconcelos

A fase de testes teve início em dezembro do ano pa
A fase de testes teve início em dezembro do ano passado
créditos: Annaclarice Almeida

O Recife é a capital pioneira na implantação do sistema de compartilhamento de carros elétricos no país, e quem quiser utilizar o serviço terá inicialmente de se cadastrar no escritório do Porto Digital. A pessoa deve comparecer pessoalmente ao escritório, e assinar um termo de responsabilidade para eventuais cobranças por danos ou multas. Em seguida, precisará baixar o aplicativo Porto Leve, dispositivo que permite a retirada do veículo nas estações de compartilhamento.

O sistema de compartilhamento de veículos, lançado na capital pernambucana no ano passado e o primeiro a ser implantado no Brasil, até agora estava em fase de testes, e começa este mês a funcionar normalmente. 

Para usar o carro elétrico, será necessário fazer um plano mensal no valor de R$ 30, a ser debitado no cartão de crédito. Além desse valor, o usuário paga uma taxa extra da corrida, que será cobrada da seguinte forma: R$ 20, para quem preferir trafegar sozinho; R$ 10, se optar por oferecer carona; caso o motorista arrume um caroneiro, cada um paga R$ 5. O usuário tem 30 minutos para retirar o carro e entregar, na mesma estação ou em outra. Cada minuto adicional, além dos 30, custará R$ 0,75.

O Carro Leve, como foi batizado, é um modelo ZD, da empresa chinesa Zhidou. Tem capacidade para duas pessoas, é automático, e roda até 100 km com a bateria. Para utilizar o carro, é preciso ter idade superior a 18 anos e possuir carteira de habilitação válida, além de cartão de crédito. 

Expansão do projeto 

O sistema de compartilhamento de carros elétricos do Porto Digital, o Carro Leve, aguarda agora interessados, da iniciativa pública ou privada, para expandir o projeto, tal como aconteceu com as bicicletas compartilhadas do Porto Leve, expandidas através do projeto BikePE, uma parceria entre a Serttel/Samba e o banco Itaú. 

Desde o dia 8 de setembro, o Car Sharing foi aberto para cadastro e utilização pela população. Até agora, o sistema registrou 43 usuários, o que, para o Porto Digital, é um bom número de interessados, já que se trata de um projeto piloto. 

“Qualquer pessoa pode usar o sistema. Mas como o carro é um modal que tem um risco maior que a bicicleta, tem que ter mais cautela. Ao cadastrar os documentos necessários, o usuário precisa agendar um teste drive. Um técnico irá acompanhá-lo para ensinar as funcionalidades do carro, que é elétrico e automático, e fazer o teste de direção nas ruas”, conta a gerente de projetos do Porto Digital, Cidinha Gouveia. 
Segundo ela, nesses 45 dias, algumas pessoas fizeram o cadastro mas não agendaram o teste drive ou até realizaram o teste drive, mas ainda não utilizaram o sistema. 

A próxima etapa do projeto será a implantação dos totens de carregamento das baterias dos carros nas próprias estações. Atualmente, os carros são recolhidos para o Porto Digital, para que as baterias sejam recarregadas durante a noite. “Não haverá aumento da frota e das estações pelo Porto Digital. Nós colocamos no mercado a tecnologia para testar a usabilidade pela população. Empresas públicas ou privadas é que deverão expandir o Carro Leve”, explicou Cidinha. Não há, contudo, prazo para a conclusão do projeto piloto. 

O sistema de compartilhamento de carros elétricos começou a funcionar em fase de testes desde 15 de dezembro do ano passado. Até então, apenas funcionários da Serttel e pessoas selecionadas pelo Porto Digital. A medida foi necessária para que a empresa pudesse avaliar o aplicativo utilizado para a retirada dos carros, a funcionalidade do sistema e o desempenho dos veículos. Agora, está sendo avaliado o sistema de cadastro e a usabilidade do serviço para a população. 

Na opinião do advogado Wayne Xavier, 27 anos, o Carro Leve está aprovado. “Eu já vinha acompanhando a implantação do projeto. Sabia que o carro elétrico compartilhado existia em outros países e queria testá-lo aqui no Recife, porque reconheço a importância de projetos de sustentabilidade. Então me cadastrei assim que abriu para a população e fiz o teste drive. Depois disso, usei uma vez e achei o sistema fácil e o aplicativo funciona muito bem. O carro é pequeno, fácil de estacionar e é bem disposto, tem autonomia”, avalia Xavier. 

Ele aguarda a expansão do projeto para que consiga usar mais. “Se tiver mais estações, como as bicicletas, vamos poder utilizar em outros locais e aumentar o uso”, disse o advogado, que trabalha no bairro do Pina.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Carros elétricos deixarão de pagar tarifa de importação

28/10/2015 -  O Globo

BRASÍLIA- O governo deu ontem o primeiro passo para a inserção do carro elétrico no Brasil. Em resolução publicada no Diário Oficial, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) reduziu de 35% para até zero as alíquotas de importação para essa categoria de veículo, hoje praticamente inexistente no mercado brasileiro. Os modelos à venda no Brasil custam em torno de R$ 165 mil.

Em resolução publicada no Diário Oficial, a Camex informou que a decisão foi tomada após amplo debate sobre o tema. Enfatizou que a medida busca inserir o Brasil em novas rotas tecnológicas, disponibilizando ao consumidor veículos com alta eficiência energética, baixo consumo de combustíveis e reduzida emissão de poluentes. "Tais medidas estão alinhadas à política de fomento para novas tecnologias de propulsão e atração de novos investimentos para produção nacional desses veículos”, destacou a Camex.

Segundo explicou o presidente da Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa), Marcel Visconde, a redução do imposto vai ajudar a criar no país uma "cultura do carro elétrico”, que já faz parte da realidade dos principais países do mundo.

— Quase ninguém importa carro elétrico — disse Visconde.

Para o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, a resolução da Camex vai permitir que o consumidor tenha acesso a tecnologias mais modernas:

— Também abre espaço para a ampliação do desenvolvimento local de novas tecnologias, inserindo a engenharia brasileira nas principais rotas tecnológicas globais, inclusive com a oportunidade de criar soluções que utilizem o etanol.

O Comitê Executivo de Gestão da Camex (Gecex) também decidiu ampliar o escopo da redução tarifária para algumas categorias de carros híbridos — que usam motor convencional atrelado a um motor elétrico. Com a alteração dos códigos da Tarifa Externa Comum (TEC), foram incorporados os veículos com tecnologia de recarga externa. Outro tipo de veículo incluído nas novas regras de tributação é o movido a células de combustível, cuja base é o hidrogênio.

ENERGIA SOLAR RESIDENCIAL

O preço da eletricidade no país, atualmente, é 67% maior do que o da gasolina necessária para gerar a mesma intensidade de energia, diz um relatório do Ministério de Minas e Energia. Apesar dessa diferença, segundo técnicos do governo, a abertura desse mercado é importante, tendo em vista suas vantagens tecnológicas e benefícios futuros.

O desenvolvimento dos carros elétricos, associado ao plano de geração de energia distribuída pelo país, por meio de geradores solares instalados em empresas e residências, é visto como um grande avanço. De acordo com esses técnicos, o futuro dos automóveis elétricos está conectado à possibilidade de cada consumidor poder gerar eletricidade a partir da luz solar e trocá-la com o sistema das distribuidoras.

O uso dessa energia doméstica nos automóveis economizaria a necessidade de transporte da própria eletricidade por longas linhas de transmissão, além de ajudar na redução da poluição nas grandes cidades. Os entraves até esse futuro, porém, ainda são muitos, como a tributação sobre a geração de energia doméstica e o desenvolvimento da tecnologia em si.

TIRARAM O IMPOSTO, MAS O DÓLAR SUBIU

Ao reduzir a alíquota de importação de 35% para 0%, o governo federal muda sua posição em relação aos carros 100% elétricos no Brasil. Até o momento, via-se como um contrassenso baixar taxas para estimular o uso desse tipo de veículo em um país com redução da oferta de energia e bandeiras vermelhas nas contas de luz.

Por causa das enormes baterias (de íon-lítio, na maioria dos modelos atuais), carros 100% elétricos são caros. Para viabilizar esses veículos silenciosos e que não emitem gases, alguns governos oferecem pesados incentivos fiscais e outros estímulos.

No Brasil, os elétricos são raros — a maioria foi trazida para experiências como a dos táxis Nissan Leaf que rodam no Rio. No ano passado, estimava-se que um Leaf custaria exorbitantes R$ 210 mil se fosse vendido normalmente aqui. A isenção o tornaria "menos caro” — mas, desde então, o dólar teve uma grande alta. Assim, não espere, a médio prazo, ver muitos carros elétricos no país.

Novas reduções, como as de IPI e ICMS, poderiam estimular a produção local de modelos híbridos que combinem um motor elétrico a outro movido a álcool (ou flex). Custam menos e têm autonomia maior. A Toyota está firme nesses planos: o primeiro híbrido nacional deve ser fabricado dentro de três anos.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Projeto de SC - Carros elétricos: conheça os benefícios

19/10/2015 - Portal Serra - SC

Santa Catarina - Os brasileiros estão cada vez mais atentos às novidades que prometem amenizar o caos da mobilidade urbana. O grande número de veículos nas ruas, alto custo dos combustíveis e forte impacto ambiental, são alguns dos problemas que inviabilizam a manutenção do atual sistema e motivam pesquisadores a desenvolverem soluções alternativas.

Em Santa Catarina, um grupo de engenheiros desenvolveu o projeto PodCycle, veículo urbano para duas pessoas, projetado exclusivamente para a nova economia inteligente compartilhada. "Nós acreditamos que a mobilidade urbana do futuro será elétrica, intermodal, sustentável, compartilhada e inteligente”, afirma Rodrigo Magri, engenheiro mecânico e coautor do projeto.

O carro elétrico, realidade em países da Europa e nos EUA, ainda engatinha no Brasil - mesmo com sua extensa lista de prós se comparado aos carros movidos à queima de combustíveis como etanol, gasolina e diesel. Segundo Brener Martins, um dos idealizadores do PodCycle, "além da emissão zero de gases poluentes, o carro elétrico proporciona mais economia, menos ruídos e baixo custo de manutenção”. De acordo com a equipe, o carro elétrico tem custo inferior a R$ 0,05 para percorrer um quilômetro.

O engenheiro mecânico e mentor técnico do PodCycle, Mahatma Marostica, avalia o caráter urbano do veículo desenvolvido em Santa Catarina. "O PodCycle é um veículo que nasceu sob medida para o uso urbano. Hoje os veículos convencionais são feitos para uma média entre o rodoviário e o urbano, e há muita coisa que sobra dentro do veículo, que só agrega custo”, explica.

Para levar o PodCycle para as ruas, está no ar uma campanha no site de financiamento coletivo Catarse (catarse.me/evpodcycle), cuja meta é arrecadar R$ 68 mil para finalização da produção da primeira unidade do carro e realização de um tour de apresentação pelo país. Até o momento, os apoiadores investiram mais de R$ 28 mil.

"Os carros elétricos já são realidade fora do Brasil, mas aqui a produção ainda é cara. Já investimos R$ 40 mil na aquisição dos componentes do chassi, motor elétrico, inversor e carregador. Para chegar a este ponto, foram três anos de muito trabalho, pesquisa e criação de parcerias. Agora contamos a ajuda de todos para finalizar o projeto”, argumenta Rodrigo.

Mudança de hábito: compartilhamento de veículos

Na França, há quatro anos, a empresa Autolib disponibilizou o primeiro serviço de compartilhamento de veículos elétricos no país. Em terras brasileiras, Rio de Janeiro, Curitiba e Recife têm iniciativas públicas piloto para oferecer o modelo em que o motorista paga pelo tempo que usa o automóvel e pode devolvê-lo em pontos pré-definidos.

O car sharing, defendido pela equipe que fomenta o projeto PodCycle, aos poucos vai ganhando adeptos, e se mostra como alternativa para diminuir o número de carros em circulação nas cidades. Via de regra, o processo é simples: o usuário se cadastra, retira e devolve o carro em locais previamente definidos e diferente do que ocorre nas locadoras tradicionais, paga por tempo de uso.

Em Curitiba, a prefeitura lançou o projeto Ecoelétrico, que pretende espalhar 600 carros elétricos compartilhados e cerca de mil vagas pela capital paranaense. O sistema incluirá também o compartilhamento de bicicletas e a instalação de totens multifuncionais com informações sobre mobilidade urbana.

Em Recife, o projeto de sustentabilidade PortoLeve, engloba o compartilhamento de carros elétricos e bicicletas, além de um sistema de localização de vagas, entre outras iniciativas.

Na Pedra Branca, em Palhoça (SC), um projeto piloto foi implementado pela startup PodShare - cujos mentores também estão envolvidos com o PodCycle. Diferente dos exemplos citados acima, a PodShare utilizava um veículo modelo GOL. O bairro palhocense foi o primeiro de Santa Catarina a lançar o sistema de carro compartilhado, e o primeiro no Brasil a disponibilizar este tipo de serviço dentro de um condomínio empresarial.

Sobre o PodCycle

O PodCycle é um veículo urbano elétrico, desenvolvido exclusivamente para uso compartilhado. É baseado em um chassi skate modular que permite diversos projetos veiculares distintos, tem baixo custo de manutenção e diversas possibilidades de customização. Foi desenvolvido por profissionais brasileiros e alemães, segue a regulamentação vigente, pensado para as nossas cidades e exclusivo para uso em serviços de compartilhamento – maneira mais eficaz de ofertar uma mobilidade de qualidade e flexível, como alternativa a aquisição de veículos próprios e integrada a transportes coletivos de qualidade.

O projeto foi concebido depois de anos de trabalho na e3, uma das equipes de competição do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina. Ganhou força após a participação de alguns de seus idealizadores no I Fórum de Mobilidade Elétrica Brasil-Ingolstadt realizada em Joinville, em 2013, e foi se consolidando nos últimos anos. O PodCycle foi vencedor do Desafio Sebrae-SC de Plano de Negócios de 2012,  recebeu, em 2014, o Prêmio Sinapse da Inovação promovido pelo Estado de Santa Catarina, Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC), Sebrae-SC, com realização pela Fundação CERTI.

Atualmente, a equipe envolvida no projeto é diversa e internacional, formada por cerca de 20 integrantes - entre eles designers, artistas 3D, especialistas em impressão 3D, engenheiros, cientistas da computação, empreendedores visionários e jornalistas. Oriundos da indústria automotiva e de equipes universitárias de competições como Baja, Formula e SEMA, os profissionais envolvidos foram convidados a palestrar no Open Hardware Summit 2013, realizado no Masachussets Institute of Technology (MIT), participaram do premiado documentário Road to Houston, e fizeram pesquisas em respeitados institutos e empresas do segmento.

domingo, 11 de outubro de 2015

Os 8 países mais entusiastas de carros elétricos e híbridos

11/10/2015 -  Exame

Ligados na tomada

São Paulo - Não restam dúvidas de que os carros verdes vieram para ficar. As principais montadoras do mundo investem cada vez mais em modelos de menor consumo de combustível e impacto ambiental que, aos poucos, caem no gosto dos consumidores.

O preço, naturalmente, ainda é um empecilho para a expansão do mercado de carros híbridos e elétricos. Mas em alguns mercados, isso começa a mudar.

A Noruega, que lidera o mercado de modelos verdes do mundo, eliminou impostos sobre os veículos limpos e foi ainda mais longe, oferecendo estacionamento gratuito e acesso a corredores de ônibus.

Atualmente, os carros híbridos e elétricos são, praticamente, "bestsellers" no país. No primeiro trimestre de 2015, 8.112 veículos movidos a eletricidade foram vendidos por lá, representando quase um quarto das vendas totais de veículos no país.

Os dados são de um relatório produzido pela consultoria IHS Automotive, especializada na indústria automotiva mundial.

Já os Estados Unidos registraram 15.000 verdinhos novos no mesmo período, mas o número absoluto representou apenas 0,8% das vendas totais de carros no país no primeiro trimestre.

Veja a seguir os 8 maiores mercados de carros elétricos e híbridos no mundo.

1. Noruega

Número de carros elétricos vendidos no 1º trimestre de 2015
8.112
Porcentagem em relação à venda total de carros
22,9%
Variação em relação ao ano anterior
40,5%
Modelo de carro mais querido
VW e-Golf


2. Holanda

Número de carros elétricos vendidos no 1º trimestre de 2015
5.760
Porcentagem em relação à venda total de carros
5,2%
Variação em relação ao ano anterior
74,2%
Modelo de carro mais querido
VW Golf plug-in híbrido


3. Reino Unido



Número de carros elétricos vendidos no 1º trimestre de 2015
8.864
Porcentagem em relação à venda total de carros
1,2%
Variação em relação ao ano anterior
392,3%
Modelo de carro mais querido
Mitsubishi Outlander plug-in híbrido


4. Estados Unidos

Número de carros elétricos vendidos no 1º trimestre de 2015
14.832
Porcentagem em relação à venda total de carros
0,8%
Variação em relação ao ano anterior
392,3%
Modelo de carro mais querido
Tesla Model S


5. França

Número de carros elétricos vendidos no 1º trimestre de 2015
3.626
Porcentagem em relação à venda total de carros
0,8%
Variação em relação ao ano anterior
101,3%
Modelo de carro mais querido
Renault ZOE


6. Alemanha

Número de carros elétricos vendidos no 1º trimestre de 2015
4.250
Porcentagem em relação à venda total de carros
0,6%
Variação em relação ao ano anterior
97,7%
Modelo de carro mais querido
VW Golf GTE plug-in híbrido


7. Tóquio, Japão

Número de carros elétricos vendidos no 1º trimestre de 2015
7.750
Porcentagem em relação à venda total de carros
0,6%
Variação em relação ao ano anterior
-19,5%
Modelo de carro mais querido
Nissan LEAF


8. China

Número de carros elétricos vendidos no 1º trimestre de 2015
12.555
Porcentagem em relação à venda total de carros
0,3%
Variação em relação ao ano anterior
744,9%
Modelo de carro mais querido
BYD Qin plug-in híbrido

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Motos já são a principal causa de acidentes

21/09/2015 - Agência Brasil

Os acidentes envolvendo motos já são a principal causa de ocorrências de trânsito no país, ultrapassando os atropelamentos de pedestres. Atualmente, mais de metade das internações pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são de motociclistas, que respondem por três quartos das indenizações do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT).

O dado foi trazido durante o 1º Fórum Nacional da Cruz Vermelha Brasileira sobre Segurança Viária, que marcou o início da Semana Nacional do Trânsito, na sexta-feira (18), pelo médico Fernando Moreira, especialista em medicina do trânsito e conselheiro da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor).

"As motos mudaram o padrão da mortalidade, com a expansão muito forte da frota de motos nos últimos dez anos, e hoje a principal vítima no trânsito já é o motociclista. O pedestre era historicamente quem mais sofria no trânsito, agora é o motociclista. Há vários fatores que incidem diretamente nesta utilização maior das motos, que é um veículo com um risco maior agregado do que um veículo de quatro rodas”, disse Moreira.

O médico também chamou a atenção para a dispensa de itens obrigatórios de segurança, como capacete e calçado fechado. Além disso, ele denunciou que, em muitas cidades do país, principalmente no interior, é comum as pessoas pilotarem moto sem terem documento de habilitação.

"Lamentavelmente, em nosso país, não se usa um item obrigatório, que é o capacete. Muitas pessoas sequer tem habilitação para andar de moto. Em alguns locais do interior do país, 60% a 70% das pessoas não são habilitadas para dirigir moto, não conhecem minimamente a legislação de trânsito.”

Especialista em medicina do trânsito, o médico está acostumado a testemunhar casos de fraturas graves decorrentes de motociclistas sem equipamentos de proteção, que, se fossem utilizados, salvariam muitas vidas.

"Está se formando uma verdadeira legião de pessoas com deficiência, por traumas relacionados à motocicleta. Temos visto um crescimento enorme do número de pessoas com deficiência física estabelecida, em membros superiores e inferiores, e coluna vertebral com problemas graves, como paraplegia, tetraplegia, em função da má utilização desse veículo que tem um risco maior associado.”

Segundo ele, a frota de motos tem crescido muito mais do que a de automóveis e mudou proporcionalmente a frota total de veículos no Brasil. Isso requer do motociclista ainda mais atenção e cuidados básicos, que evitam ou reduzem a gravidade de acidentes.

"O importante é que o condutor da moto entenda que ele tem de se portar no trânsito em uma atitude preventiva, utilizar todos os equipamentos de segurança, respeitar os limites de velocidade. Também tem que lembrar que o carona tem de usar o capacete. E não pode transportar crianças com menos de 7 anos de idade.”

O representante da Cruz Vermelha Brasileira, José Mauro Braz de Lima, consultor do Departamento Nacional de Educação e Saúde da entidade, também alertou para o nível de acidentes graves e fatais no Brasil, que ocupa as primeira posições entre os países com maior número de mortes no trânsito.

"É inaceitável o nível de mortes e feridos nas estradas. O que o Brasil hoje deve estar atento é que, sendo o país mais mata no mundo em relação ao acidente de trânsito, tem que ter uma atitude constante para isso. Temos que criar uma força-tarefa, em um programa de governo, como foi feito na França, para que tenhamos um modelo de atenção sistêmica”, sugeriu José Mauro.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), citados pela Cruz Vermelha, no mundo todo, 1,3 milhão de pessoas morrem por ano em acidentes de trânsito. No Brasil, de acordo com a Cruz Vermelha, são 50 mil mortes anuais e 500 mil feridos nas ruas e estradas dos país, o que representa 25 mortes por 100 mil habitantes.

O representante da organização também sugeriu o aumento de recursos investidos em campanhas educativas e preventivas, utilizando percentual de multas de trânsito, como já é previsto na legislação. A entidade defende um programa baseado em cinco passos: informação, educação, conscientização, fiscalização e penalização.

De acordo com estatística do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), o país tinha uma frota de 23 milhões de motocicletas em 2014, o que correspondia a 27% da frota nacional. Apesar das motos representarem pouco mais de um quarto da frota, o seguro DPVAT pagou, em 2014, 580 mil indenizações, o que correspondeu a 76% do total. Deste, 4% foram por morte (22.616 casos), 82% por invalidez (474.346) e 14% por despesas médicas (83.101).

As estatísticas do DPVAT relativas a 2014 podem ser acessadas no endereço www.seguradoralider.com.br, na aba Centro de Dados e Estatísticas.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Retomada de veículos por falta de pagamento de prestações cresce 20%

18/08/2015 - O Globo

A inadimplência no financiamento de veículos para pessoas físicas está estacionada em 3,9% desde dezembro, segundo o Banco Central (BC), mas empresas de recuperação de crédito registram um salto na retomada de automóveis por causa de atraso nos pagamentos.

Na carteira da Siscom, empresa que presta serviço de recuperação de crédito de veículos para sete bancos em todo o país, houve um aumento de 21,4% no número de veículos retomados entre janeiro e julho deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo Satoshi Fukuura, presidente da empresa, tem havido uma quantidade surpreendente de entregas "amigáveis", ou seja, em que o cliente admite sua incapacidade de honrar o financiamento e devolve bem, sem que haja ordem judicial. Esse tipo de devolução cresceu 35% na carteira da Siscom, enquanto a retomada pela via judicial registrou aumento de 13,24%.

De acordo com Fukuura, o aumento é fruto da lentidão econômica e não da legislação de 2014, que agiliza a retomada de carros e motos com pagamento em atraso, já que os gargalos na Justiça seguem tornando o processo moroso.

— Em nossas pesquisas sobre a causa da inadimplência, vemos que a capacidade de pagamento do consumidor tem sido corroída pelo descontrole financeiro provocado pelos aumentos nas contas de água e luz e, claro, pela perda do emprego. Ficamos sediados no ABC paulista e, aqui, por exemplo, o desemprego é um motivo relevante — afirmou Fukuura.

Segundo a empresa, o percentual de recuperação de veículos com pagamentos em atraso da Siscom é de cerca de 60%.

— Depois da casa, o carro é a última coisa que o cliente aceita devolver. Isso só acontece quando ele não vê qualquer saída. Por isso estamos vendo tanta gente de boa-fé devolver o bem.

Leonardo Corrêa Leal, diretor executivo de outra empresa de cobrança, a Proativa, observa que a profundidade da crise atual tem feito muitos bancos perderam o interesse em recuperar os automóveis. Em vez desse desfecho drástico, segundo ele, as instituições têm preferido oferecer promoções aos devedores, para reaver de forma ágil pelo menos parcela do crédito.

— Os pátios das montadoras estão lotados, há uma dificuldade enorme para vender veículos. Os bancos sabem que, se o carro for a leilão, haverá depreciação do bem. Além disso, o veículo às vezes é devolvido com multas e avarias. Dependendo da estratégia do banco, não vale a pena — afirmou Leal, cuja carteira, focada em veículos com atraso superior a um ano e meio, cresceu 20% nos últimos 12 meses.

A saída encontrada por muitos bancos é renegociar com condições mais favoráveis aos clientes.

— A campanha que se fazia no fim de ano, por causa do 13º salário, agora está sendo feita o ano inteiro. Dependendo do tempo em atraso, alguns bancos concedem até 100% de desconto na multa e nos juros. Outras vezes, realoca para o fim do contrato as parcelas não pagas. O objetivo é colocar o devedor em dia — acrescentou. 

sábado, 8 de agosto de 2015

Projeto de compartilhamento de carros elétricos é pioneiro no Recife

08/08/2015 - Rede Globo

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a frota de veículos que circula pelas ruas do país é 80% de transporte individual e apenas 20% de transporte público. O resultado a gente sabe, né? TTrânsito cada vez pior e ar mais poluído. Para tentar amenizar esses dois componentes, o Expedições Urbanas foi conferir a proposta de mobilidade urbana do Porto Digital, no Recife.

Conhecida como Porto Leve, a iniciativa inclui o aluguel de bicicletas e o compartilhamento de veículos elétricos, que ainda estão em fase de testes. Esses dois meios de transporte, juntos, são alternativas de deslocamento para o morador da grande cidade (veja no vídeo ao lado).

De acordo com o presidente do Porto Digital Francisco Saboya, a questão da mobilidade urbana é central para todas as grandes cidades de qualquer lugar do mundo.

— Uma cidade tem dois grandes problemas: a mobilidade e a questão ambiental, da poluição atmosférica.

Para poder usar o carro elétrico, é preciso liberar o veículo estacionado em uma das três estações de teste através de um aplicativo. Cada carrinho comporta até dois passageiros e pode alcançar mais de 100 quilômetros por hora. São seis horas para carregar a bateria por completo e é possível fazer isso em uma tomada comum. Com a bateria cheia, ele tem autonomia para rodar por 120 quilômetros.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

STF decide que guardas-civis podem aplicar multas no trânsito em todo o País

07/08/2015 O Estado de SP

BRASÍLIA - O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira, 6, por 6 votos a 5, que as guardas municipais podem fiscalizar o trânsito e aplicar multas no País. Os ministros analisaram um recurso do Ministério Público de Minas Gerais contra decisão do Tribunal de Justiça local, que considerou legal a fiscalização de trânsito pelos guardas-civis de Belo Horizonte. O recurso tem repercussão geral e a orientação será aplicada a todos os processos sobre o mesmo assunto que se encontram parados na Justiça. Se tivesse sido julgada ilegal, a ação anularia milhares de multas aplicadas pelos guardas no País.

Os ministros reconheceram a constitucionalidade das normas municipais de Belo Horizonte, que instituíram e regulamentaram um estatuto para a guarda municipal e negaram o recurso proposto pelo MP. A votação teve início em maio e, diante de um empate em razão da ausência de três ministros, os presentes resolveram retomar a discussão apenas quando a Corte estivesse completa.

Para a maioria do STF, o poder de polícia de trânsito pode ser exercido pelo município, pois o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabeleceu que a competência é comum aos órgãos federados, o que abre espaço para a fiscalização pela guarda municipal. A tese foi levantada por Luís Roberto Barroso.

 "O Código de Trânsito Brasileiro não determinou qual órgão ou entidade municipal exercerá o poder de polícia nele previsto. Essa definição de competência dentro da esfera administrativa municipal compete a cada município. O CTB deixou claro, porém, que essa escolha pode recair tanto sobre uma entidade civil, composta por servidores celetistas ou estatutários, quanto sobre a Polícia Militar", apontou o ministro, em voto no mês de maio.

O relator do processo, ministro Marco Aurélio Mello, foi voto vencido na discussão. Para ele, as atribuições da guarda municipal sobre fiscalização de trânsito deveriam ficar restritas aos casos em que há conexão entre a proteção municipal e a atuação dos agentes. "A regulamentação legal alusiva às atribuições da guarda apenas se mostra válida se mantiver alguma relação com a proteção de bens, serviços e instalações do município."

Em maio, com quatro votos a favor da autorização para guardas municipais aplicarem multas e quatro votos contrários, o STF adiou o julgamento. Ontem, votaram os ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Luiz Edson Fachin. No fim, definiram a possibilidade de a guarda municipal aplicar as multas os ministros Barroso, Fachin, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Celso de Mello e Dias Toffoli. Foram vencidos, ao lado de Marco Aurélio Mello, os ministros Teori Zavascki, Cármen Lúcia, Rosa Weber e Ricardo Lewandowski.

Expectativa. No voto que abriu a divergência, Barroso afirmou que o fato de as guardas municipais terem recebido a atribuição expressa para atuar na segurança pública não as impede de exercer, também, poder de polícia.

"Uma atuação não se confunde com a outra e se sujeita às regras constitucionais e legais que lhes são próprias", afirmou o ministro.

São Paulo. Em São Paulo, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na fiscalização de trânsito desde 16 de janeiro, após convênio firmado entre a corporação e a Secretaria Municipal de Transportes. Até agora, guardas-civis aplicaram 100.254 autuações na capital paulista, de acordo com a Prefeitura. Com a decisão do STF, os agentes ganham aval para continuar a fazer esse trabalho.

A GCM foi treinada durante três meses pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), antes de começar a agir. Os agentes foram capacitados para fiscalizar 110 tipos de enquadramento nas leis de trânsito, desde dirigir portando telefone celular ou sem cinto de segurança e estacionar em local e horário proibido até avançar o sinal vermelho. No total, 4.019 guardas-civis já foram credenciados pela Prefeitura para atuar na proteção do tráfego – a previsão é de que sejam mais de 6 mil até o fim do ano, quase a totalidade do efetivo. O convênio com a GCM vai durar por cinco anos.

Nas ruas, a equipe atua em conjunto com a CET, que mantém 1.856 marronzinhos e 600 aparelhos eletrônicos, além do efetivo do Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran), que é de 1.834 policiais militares.

Outros municípios da região também adotam há anos a estratégia de empregar guardas-civis no trânsito. Em Guarulhos, na Região Metropolitana, 90% do efetivo está habilitado para aplicar multas viárias. Segundo a administração do município, do início do ano até julho, a GCM havia aplicado 3.204 autuações na cidade.

Análise: STF pode desenhar novo modelo de segurança no País

Eloísa Machado e Rubens Glezer - Professores e Coordenadores do Supremo em Pauta da FGV Direito SP

"Decisão do Supremo Tribunal Federal vai muito além de um debate sobre incremento de multas (e receitas) em alguns municípios"

A corrente vencedora na análise dessa questão no Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) atribuiu competências concorrentes aos três entes da federação para a polícia de trânsito, o que permitiria aos municípios criar leis atribuindo novas tarefas às guardas municipais. Essa decisão vai muito além de um debate sobre incremento de multas (e receitas) em alguns municípios.

O primeiro impacto desse julgamento está no fato de a ação ter repercussão geral, ou seja, todas as leis dessa natureza também deverão ser consideradas constitucionais.

Isso poderá servir de incentivo para que sejam ampliadas as atribuições de trânsito às guardas municipais em outras cidades.

A outra consequência está no precedente criado pela decisão, ao estabelecer que a Constituição não limita a atuação das guardas municipais para a proteção de bens, serviços e instalações dos municípios. Nesse ponto, outras competências podem ser atribuídas, até no campo da segurança pública, marcado por enorme disputa.

De um lado, estão aqueles que defendem que a segurança é atividade exclusiva dos Estados, por meio da ação das Polícias Militares e Civis; de outro, aqueles que defendem que a segurança pública pode ser melhor prestada em ambiente de complementariedade e cooperação entre órgãos e entes federados.

Este assunto já está sob análise do tribunal, em ação que questiona o Estatuto Geral das Guardas Municipais e as funções de prevenção e pacificação de conflitos que lhe foram atribuídas pela legislação em vigor no País. Um novo modelo de segurança pública pode estar sendo desenhado pelo Supremo Tribunal Federal.


O Globo

STF autoriza guardas municipais a multar

Decisão foi dada em julgamento de ação do MP de Minas, contrário à medida

BRASÍLIA- O Supremo Tribunal Federal ( STF) decidiu ontem, por seis votos a cinco, que as guardas municipais podem fiscalizar e multar os motoristas que forem flagrados cometendo irregularidade no trânsito. Assim, esses profissionais ganham competência para fiscalizar o trânsito, lavrar autos de infração e impor multas.

O Ministério Público de Minas Gerais ingressou com ação para contestar essa autorização concedida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais ao município de Belo Horizonte. Para o MP, apenas o estado, por meio da Polícia Militar, pode punir os infratores. Contudo, a maioria dos ministros entendeu que o Código Brasileiro de Trânsito ( CBT) dá essa competência também a esses guardas.

Quando o julgamento no plenário da Corte foi suspenso, em maio, o placar estava empatado em quatro votos para cada lado. Ontem, a sessão recebeu os votos dos ministros ausentes à época. O relator do caso, ministro Marco Aurélio Mello, defendeu que a ação das guardas municipais deveria ser limitado aos casos em que o patrimônio do município estivesse em risco, como em flagrantes de excesso de velocidade e veículos estacionados em local proibido.

Mas Luís Roberto Barroso abriu a divergência e considerou que o poder de fiscalização de trânsito pode ser delegado pelos estados aos municípios e que, portanto, poderia ser exercido por agentes que não são policiais, como os guardas. Ele teve o apoio de outros cinco ministros. Coube ao ministro Gilmar Mendes definir a votação, acompanhando a posição de Barroso. Ele destacou a necessidade de articular a guarda municipal à Polícia Militar.

A decisão tem repercussão geral, valendo para outras localidades. Ao todo, 24 municípios também foram alvo desse mesmo tipo de ação. Essa determinação do Supremo também valerá para esses casos em que a guarda estiver impedida pela Justiça de multar os motoristas.

Os ministros que votaram a favor das guardas municipais foram: Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Dias Toffoli, Celso de Mello, Edson Fachin e Gilmar Mendes. Votaram pela limitação dos poderes dessa guarda: Marco Aurélio, Teori Zavascki, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia.

 Folha de SP

Guardas civis aplicam 737 multas de trânsito por dia

Supremo autorizou nesta quinta (6) que profissionais exerçam essa atividade. Gestão Haddad (PT) permitiu desde janeiro que GCMs registrem 110 tipos de infração de motoristas na cidade

Os guardas civis de São Paulo aplicaram em média 737 multas por dia a motoristas da cidade até 31 de maio deste ano, depois que a gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) autorizou, em 16 de janeiro, essa atividade.

Nesta quinta (6), o STF (Supremo Tribunal Federal) considerou que é legal dar competência às Guardas Municipais para fiscalizar o trânsito e aplicar multas em geral.

Na prática, a resolução extingue a possibilidade de as multas serem contestadas judicialmente por terem sido aplicadas por guardas.

Em São Paulo, 4.019 GCMs (guardas civis metropolitanos) foram autorizados a registrar 110 tipos de infração de trânsito. Esses guardas aplicaram 100.254 multas entre 16 de janeiro e 31 de maio.

As mais comuns são por dirigir usando celular, não usar cinto de segurança e estacionar em local proibido.

No ano passado, foram aplicados 10,6 milhões de multas de trânsito em São Paulo –mais de 29 mil por dia. Esse total inclui infrações registradas por radares, PMs e agentes de trânsito.

O Sindviários (sindicato dos agentes de trânsito) afirma ser contra a atuação de guardas nessa fiscalização.

A entidade diz que seria correto dobrar a quantidade de marronzinhos da CET, hoje em torno de 1.800 e que recebem treinamento amplo.

CONTESTAÇÃO

A decisão do STF ocorreu após contestação do Ministério Público de Minas Gerais, que argumentava que a nova função das guardas municipais poderia "usurpar" competências de segurança pública da Polícia Militar.

A principal função dos guardas é vigiar o patrimônio público dos municípios.

A decisão se estenderá para 23 processos, em instâncias inferiores, que aguardavam posição do Supremo.

O tema dividiu os ministros, mas prevaleceu a tese do ministro Luís Roberto Barroso. Ele defendeu que não se trata de segurança pública, mas sim de poder de polícia de trânsito, que pode ser exercido pelo município, por delegação, conforme define o Código Brasileiro de Trânsito.

Anfavea utilizará Renault Zoe 100% Elétrico em Brasília

07/08/2015 - Brasil Fashion News

O veículo foi entregue ontem (04 agosto) ao presidente da entidade, Luiz Moan, por Eric Feunteun, Diretor Mundial do Programa Veículos Elétricos da Renault, no escritório de representação da instituição na Capital Federal.

Além do carro, que foi cedido em comodato, o escritório da Anfavea passa a contar também com uma moderna estação de carregamento de veículos elétricos, com capacidade para abastecer dois carros simultaneamente. "Os veículos Renault Zero Emissão representam soluções em mobilidade urbana 100% limpas, inovadoras e tecnologicamente avançadas", destacou Feuteun, que veio ao Brasil para conhecer o mercado e seus potenciais de uso de veículos elétricos.

O Renault Zoe entregue ao presidente da Anfavea é um hatch compacto que acaba de ganhar uma nova motorização (R240), com um rendimento 15% maior, chegando a 240 km de autonomia. Além disso, o tempo de recarga foi reduzido em 10% em média, graças ao novo sistema de carregamento.

Com quatro modelos, a Renault é o único grupo automobilístico mundial a oferecer uma gama completa de veículos 100% elétricos. Além do Zoe, a Renault também comercializa o utilitário Renault Kangoo Z.E., o sedã Fluence Z.E. e o Twizy, um modelo ultracompacto de dois lugares para uso urbano. Desde 2013, quando iniciou a venda de veículos elétricos no País (modelos Renault Zoe, Twizy, Fluence e Kangoo Z.E.), a marca já comercializou mais de 80 unidades para empresas e instituições públicas em projetos de mobilidade zero emissões.

Líder mundial em emissão zero

A Aliança Renault-Nissan lidera o segmento de veículos zero emissão no mundo e investe  4 bilhões de euros no desenvolvimento dessa tecnologia. Desde o início da comercialização do primeiro elétrico, em 2011, foram mais de 250 mil veículos vendidos pela Aliança no mundo, atingindo a liderança do segmento zero emissão.

Juntos, os veículos elétricos Renault e Nissan já rodaram aproximadamente 4 bilhões de quilômetros sem emissão de poluentes – o que seria suficiente para circundar o planeta 100.000 vezes. A utilização dos veículos elétricos Renault-Nissan permitiu economizar mais de 200 milhões de litros de combustível – o suficiente para encher quase 80 piscinas olímpicas, além de ter contribuído para o meio ambiente, deixando de emitir 450 milhões de kg de CO2 durante o uso.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Produção comercial de carro 'nanico' deve começar em 2016 no Ceará

22/07/2015 -  O Estado de SP



Criado pelo designer brasileiro Caio Strumiello, o Nanico Car deve começar a ser fabricado comercialmente no Brasil em 2016. Strumiello e seu sócio, o físico Paulo Roberto, estão negociando com a prefeitura do município cearense de São Gonçalo do Amarante, a cerca de 60 quilômetros de Fortaleza, a construção da fábrica para produzir o modelo na cidade. Para atrair o empreendimento, a administração municipal prometeu doar o terreno e conceder benefícios fiscais. Com investimento inicial de cerca de R$ 8 milhões, a unidade deverá ter capacidade para montar até 500 veículos por mês, gerando cerca de 100 empregos diretos. 

RELACIONADAS

Nanico Car é um projeto nacional de automóvel com emissão zero

Paulo Roberto explicou ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, que a prefeitura de São Gonçalo se comprometeu em doar um terreno de 12 hectares, fora do perímetro urbano. Além disso, prometeu reduzir as alíquotas de ICMS e de ISS por um período ainda não definido e investir os R$ 8 milhões para a construção da fábrica. "Não sei se virá dos cofres da prefeitura ou de outro canto", explicou. Um contrato entre as partes deve ser assinado na próxima semana.

Após a assinatura, o físico afirma que a construção deve começar em até no máximo 60 dias e durar cerca de seis meses. Uma fonte da prefeitura confirmou as negociações com os empreendedores. 

Gás e elétrico.  Até agora, o Nanico Car só foi produzido artesanalmente no País. De acordo com Roberto, já foram fabricadas cerca de 15 unidades em São Paulo. Os modelos têm 1,90 metro de comprimento, motor de 125 cilindradas e velocidade máxima de 80 km por hora, com capacidade para transportar duas pessoas e versões a gasolina ou a gás natural (GNV).

Já o modelo a ser produzido no Ceará, explicou Roberto, terá versão tanto a gás quanto elétrico, "que deve acabar dominando a produção, pois o custo para o consumidor será menor, com poluição zero". A projeção do físico é de que, após regulamentado, o modelo produzido comercialmente custe a partir de R$ 15 mil.  

A montadora, cujo nome oficial ainda não foi definido, ficará instalada próxima ao Porto do Pecém, o que poderá facilitar a exportação dos veículos. A região é a mesma onde seria construída a refinaria Premium II da Petrobras, cujas obras foram canceladas pela estatal no início deste ano. Caso o negócio se concretize, será a segunda montadora a se instalar no Ceará. O Estado possui, desde 1995, uma fábrica da Troller instalada no município de Horizonte, também na Região Metropolitana de Fortaleza, onde é produzido o modelo Troller T4.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Projeto para transformar prédio do Automóvel Clube em museu é entregue à prefeitura

Ideia é fazer de edifício em ruínas na Rua do Passeio um espaço dedicado à história do automobilismo e do rodoviarismo no país

POR RENAN FRANÇA

14/07/2015 - O Globo


O salão do antigo Automóvel Clube do Brasil mostra a decadência do prédio na Rua do Passeio - Marconi Andrade
 
RIO — Restaurada há três anos, a fachada neoclássica pintada de lilás, não traduz o atual estado do prédio do antigo Automóvel Clube do Brasil (ACB), na Rua do Passeio. Por dentro, o espaço é uma ruína. Parte do assoalho do salão principal foi arrancado e o que sobrou do piso está desgastado; as paredes estão sem o reboco e vidros estão quebrados. O glamour do palco de festas do Império sucumbiu. E os encontros políticos do século passado fazem parte de uma história quase esquecida. Em 2004, a prefeitura comprou o imóvel e prometeu reformá-lo. Em um década, com exceção da fachada, nada foi feito.

Agora, a prefeitura tem sobre a mesa uma proposta para para transformar o prédio no Museu do Automóvel Clube do Brasil, dedicado à história do automobilismo e do rodoviarismo no país.

— Meu medo é que o prédio desabe. Quero logo recuperar sua estrutura para, depois, pensar no museu. — conta a arquiteta Maria Parkinson, uma das idealizadoras projeto.

Para pôr o plano em prática, a arquiteta (que é neta de João Parkinson, um dos diretores do ACB nos anos 1920) fechou parceria com bancos e fabricantes de automóveis. O custo da restauração foi estimado em R$ 20 milhões. Segundo Maria, a operação também terá recursos do Governo Federal do PAC Cidades Históricas. O projeto foi mostrado à prefeitura e a expectativa é de que o pacto de salvação seja fechado nos próximos dias.

— Vamos apresentar a carta de intenções nesta semana para concretizar o acordo com a prefeitura — diz Ariel Gusmão, presidente do atual ACB (com sede em São Paulo), e um dos apoiadores do projeto. — O Brasil terá um museu tecnológico.

Procurada, a prefeitura disse que aprovou projeto para a restauração do imóvel por meio do PAC Cidades Históricas e, no momento, aguarda a liberação da verba do Governo Federal, mas ainda não há decisão sobre o uso final do o prédio.

DOS BAILES DO IMPÉRIO AO HISTÓRICO DISCURSO DE JANGO

O Automóvel Clube do Brasil foi fundado no Rio em 1908 por pioneiros do mundo motorizado. Como na época não existia Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), foi o ACB quem criou as primeiras leis e regras de trânsito no país.

Em um tempo sem estradas, o clube reunia os abastados automobilistas da época e promovia longas excursões de carro para desbravar rotas e estimular a construção das primeiras rodovias.

O ACB também teve um papel importante na promoção de competições, a começar pelo Circuito de São Gonçalo, em 1909 — primeira corrida de carros em terras fluminenses. Até a década de 60, era o clube que organizava o automobilismo esportivo no país.

Aos poucos veio a decadência. A pá de cal foi quando os cartões de crédito e seguradoras passaram a oferecer serviços de reboque a seus clientes. Acabava, assim, um dos maiores estímulos para a adesão de sócios ao clube. Na década de 1990, o ACB entrou em insolvência. Anos depois, foi "refundado" em São Paulo. Essa nova associação promove encontros de carros antigos, entre outros serviços

CASSINO FLUMINENSE

Tombado desde 1965, o imóvel foi projetado no século XIX pelo arquiteto Manuel de Araújo Porto-Alegre, o barão de Santo Ângelo. No Segundo Império abrigou um importante salão de baile da capital, o Cassino Fluminense. Inaugurada em 1860, a casa era frequentada pela alta sociedade e pela família imperial. Em 1900, o imóvel passou a ser a sede do Clube dos Diários.

— O momento histórico mais importante do prédio ocorreu em 30 de março de 1964. Neste dia, o presidente João Goulart fez seu último discurso. No pronunciamento ele reafirmou que estava comprometido com as reformas de base — diz Marcus Dezemone — historiador da Uerj e da UFF.

Nos anos 1990, a construção sediou o Bingo Imperial. Quando o imóvel passou às mãos da prefeitura em 2004, o então prefeito Cesar Maia anunciou que o casarão abrigaria um centro de memória da cidade, mas o projeto foi engavetado.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/projeto-para-transformar-predio-do-automovel-clube-em-museu-entregue-prefeitura-16754194#ixzz3ftRWEVZO 
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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Brasil cai de 6º para 7º maior mercado automotivo do mundo

10/07/2015 - Exame Online

Em meio à crise enfrentada pela indústria automobilística nacional, o Brasil foi ultrapassado pela Grã-Bretanha e caiu de sexto para sétimo maior mercado do mundo em vendas de automóveis e comerciais leves na passagem de abril para maio, mostra levantamento da consultoria Jato Dynamics do Brasil, com base em dados de emplacamentos de 30 países dos cinco continentes.

No acumulado do ano até maio, o país seguiu como 7º colocado no ranking.

Com crescimento de 1,6% ante maio de 2014 nas vendas de carros de passeio, considerado "relativamente baixo" pela Jato Dynamics, a China seguiu como o maior mercado mundial tanto no mês maio quanto no acumulado dos cinco primeiros meses de 2015.

Os Estados Unidos, por sua vez, ficaram em segundo lugar nas duas bases de comparação, com alta de 1,5% em maio ante o mesmo mês do ano passado.

Em terceiro colocado, continuou o Japão, mesmo com queda de 7,9% nas vendas.

A Alemanha seguiu como quarto maio mercado, mesmo tendo registrado queda de 6,9% nas vendas de autos e leves em maio, enquanto a Índia permaneceu na quinta colocação, após alta de 2,8% nas vendas.

Com crescimento de 3,8% nos emplacamentos, a Grã-Bretanha ultrapassou o Brasil e subiu de sétimo para sexto maior mercado.

Em maio, o Brasil apresentou a segunda maior queda nas vendas, de 26,2% em bases anuais, atrás apenas da Rússia (-38%).

O levantamento da Jato Dynamics considera apenas as vendas de automóveis e comerciais leves, com exceção da China, em que são levados em conta apenas os carros de passeio.

De acordo com a pesquisa, em 2014, quando a venda veículos leves caiu 6,9% no país, o Brasil se manteve como o quarto maior mercado automotivo mundial, mas, com as previsões de queda nas vendas em torno de 20% em 2015, deverá recuar no ranking.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Caminhões que se dirigem sozinhos devem ganhar ruas antes dos carros

29/06/2015 - Folha de SP

Giuliana Vallone de Nova York

Em 2002, o filme "Minority Report", estrelado por Tom Cruise, mostrava uma cidade americana 50 anos no futuro tomada por carros sem motoristas. Fora da ficção, essa tecnologia não demorou tanto assim para aparecer.

No Estado da Califórnia, carros do Google que dispensam motoristas começaram a circular na semana passada pela cidade de Mountain View, sede da companhia.

Em Nevada, dois caminhões da linha Freightliner Inspiration, da Daimler, que se dirigem sozinhos foram autorizados a trafegar pelas estradas estaduais. São acompanhados de motoristas que fiscalizam a operação e assumem o volante em casos emergenciais.

Mas, embora os testes sejam promissores, especialistas afirmam que alguns entraves devem atrasar a implementação da tecnologia no dia a dia dos consumidores.

"Primeiro veremos autonomia parcial em veículos de transporte de cargas e de passeio. Depois, talvez em dez anos, virão os veículos com autonomia total", afirma Xavier Mosquet, analista do setor automotivo da consultoria Boston Consulting Group.

A empresa estima que as vendas globais de veículos autônomos devem atingir US$ 42 bilhões em 2025, uma fatia de 13% do mercado –desses, no entanto, apenas 0,5% serão totalmente independentes de motoristas. Em 2035, a autonomia completa deve subir para 9,8%.

A tecnologia deve ganhar tração primeiro no mercado de caminhões, para só depois atrair os consumidores de carros. Segundo Mosquet, isso acontece porque o custo de implementação da tecnologia é praticamente o mesmo nas duas categorias, mas os compradores de caminhões têm mais dinheiro para INVESTIR.

TERRITÓRIO NACIONAL

No Brasil, esse tipo de tecnologia esbarra em um outro problema, segundo Ricardo Takahira, da SAE Brasil (Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade): a infraestrutura precária.

"A qualidade das estradas brasileiras não é a mesma da dos Estados Unidos ou da Europa. E esses veículos ainda são muito dependentes de infraestrutura, precisam das faixas de rolamento pintadas corretamente, de sistemas de rádio frequência para estar o tempo todo conectados", diz.

No caso do carro do Google, o veículo utiliza dados de sensor e de mapas para determinar onde está e como se movimentar e também quais obstáculos há no caminho, com base no tamanho, na forma e no movimento deles.

Para Takahira, essas tecnologias também podem deixar as estradas mais seguras. "Esses veículos param, freiam e se mantêm dentro das faixas sozinhos. É um jeito de fiscalizar o motorista."

No mercado norte-americano, a estimativa do BCG é que veículos parcialmente autônomos possam aumentar em 30% a segurança para motoristas de caminhões e carros. No longo prazo, o potencial é de redução de 90% dos acidentes nas estradas.

Os veículos não estão imunes a ocorrências. O Google reportou 12 acidentes envolvendo os protótipos –a maioria, afirma a companhia, foram consequência de erros humanos causados pelos motoristas dos outros carros

terça-feira, 16 de junho de 2015

Trajeto SP - Campinas terá corredor para carro elétrico

16/06/2015 - O Estado de SP

Um corredor rodoviário para carros elétricos pioneiro no Brasil vai funcionar a partir de agosto entre Campinas e São Paulo. O projeto resulta de parceria entre a CPFL Energia e a rede Graal de postos de serviços. O primeiro eletroposto será instalado entre o fim de julho e início de agosto no Posto Graal 67, na rodovia Anhanguera, sentido interior.

Os eletropostos permitirão o carregamento rápido dos veículos, reabastecendo 80% da bateria em meia hora. Inicialmente, os equipamentos serão compatíveis com os carros elétricos fabricados com plug tipo 2, o que inclui as montadoras Renault, BYD e BMW. Até o fim do ano, a companhia avalia estender o uso a veículos com o plug tipo 1, produzidos pela Nissan e pela Mitsubishi.

A empresa de energia ficará responsável pela instalação da infraestrutura do eletroposto rápido, que inclui transformador, carregador e cabeamento. A rede Graal assumirá as despesas com o consumo de energia. Com isso, os usuários poderão reabastecer seus veículos elétricos gratuitamente, 24 horas por dia, com cadastro prévio.

O Brasil deve dobrar a venda de automóveis elétricos em 2015. No ano passado, foram vendidos 855 modelos. A frota nacional é formada por 3 mil veículos, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABV), que apoia o projeto. A expectativa até 2020 é atingir de 30 mil a 40 mil veículos "verdes".

Montadoras paralisam metade das fábricas

16/06/2015 - Valor Econômico

Os ajustes de produção na indústria automobilística, que vêm se intensificando desde dezembro, atingem agora um de seus pontos mais altos. Diante do agravamento da crise, metade das fábricas de carros, caminhões e ônibus parou ou ainda vai parar entre junho e julho por períodos que vão de uma semana a quase um mês inteiro. Essas paralisações atingem 15 das 29 fábricas de veículos do país.

Entre elas, a General Motors (GM), segunda maior montadora em vendas no mercado brasileiro, não vai fabricar um carro sequer entre esta e a próxima semana. Ontem, as duas unidades do grupo até então ativas - São José dos Campos (SP) e Gravataí (RS) - entraram em férias coletivas, juntando-se assim ao parque industrial da companhia no ABC paulista, que está parado desde o início do mês.

Em São José, a produção da picape S10 e do utilitário esportivo TrailBlazer só volta no dia 1º de julho, enquanto nas demais fábricas de automóveis da GM - bem como nas de motores, em Joinville (SC), e de componentes estampados, em Mogi das Cruzes (SP) - as atividades serão retomadas dois dias antes, em 29 de junho.

Desde o início do mês, a produção de veículos já tinha sido totalmente interrompida em dez fábricas de nove montadoras: Mercedes-Benz - tanto em São Bernardo do Campo (SP) como em Juiz de Fora (MG) -, Scania, Ford, Fiat, Iveco, Caoa (fabricante de utilitários da Hyundai em Goiás), Agrale, Mitsubishi e PSA Peugeot Citroën. Desse grupo, estão no momento paradas as linhas da Peugeot Citroën - cujas férias coletivas de três semanas também começaram ontem -, da Caoa e da Agrale, assim como o setor de caminhões pesados da Iveco, que tem retorno previsto para quinta-feira.

Já na semana que vem, a Nissan vai dar início, na quarta-feira, às férias coletivas que vão parar a produção da marca em Resende (RJ) até 12 de julho. Também estão programadas férias na fábrica da Hyundai em Piracicaba (SP) - entre 2 e 12 de julho - e na Scania, a partir de 29 de junho, com retorno previsto para o dia 13 de julho. Nas duas empresas, porém, o recesso foi anunciado como parada tradicional de meio de ano.

No caso da Scania, as férias serão dadas após a fabricante de caminhões suspender a produção na última sexta-feira e durante toda a semana do feriado de Corpus Christi.

Além da forte contração da demanda doméstica, as montadoras reduzem drasticamente a atividade das linhas de montagem na tentativa de normalizar os estoques de veículos parados nos pátios de fábricas e concessionárias. Mas mesmo com a produção voltando a níveis de oito anos atrás, o encalhe segue alto, com volume de veículos suficiente para 51 dias de venda, quando o ideal seria reduzir isso para um giro mais próximo de 30 dias.

Números referentes a maio indicam que o setor está operando com uma ociosidade de 41%, tendo-se em conta a capacidade instalada de 4,5 milhões de veículos por ano divulgada pela Anfavea, a entidade que abriga as montadoras instaladas no país.

O percentual, contudo, pode variar porque não há uma conta precisa sobre a capacidade instalada dessa indústria após linhas serem abertas e fechadas nos últimos meses. A própria Anfavea está refazendo seus cálculos.

Nas estimativas da Tendências, o potencial de produção passa de 5 milhões de veículos com as fábricas inauguradas desde o ano passado por grupos como Fiat Chrysler, Nissan, Chery e BMW. Assim, a consultoria calcula em mais de 50% a ociosidade da indústria automobilística em 2015, repetindo o patamar da crise de 19

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Acidentes com motos foram responsáveis pelo crescimento de 115% das internações no SUS

22/05/2015 - Folha de Londrina

A cada ano, cerca de 45 mil pessoas perdem suas vidas em acidentes de trânsito no Brasil. A violência envolvendo particularmente motociclistas está se tornando uma epidemia no país. O Paraná ocupa a 14ª posição no ranking de mortes por acidentes de motocicleta, com taxa de mortalidade de 8,2 para cada 100 mil habitantes. Entre 2002 e 2012, este número cresceu 204,9%. No Brasil, o índice é de 6,3 mortes por 100 mil habitantes. Dados preliminares do Ministério da Saúde apontam que, em 2013, os acidentes com motos resultaram em 12.040 óbitos no país, o que corresponde a 28% dos mortos no transporte terrestre. No Paraná, foram 723 mortes em 2013.

Nos últimos seis anos, as internações hospitalares no Sistema Único de Saúde (SUS) envolvendo motociclistas tiveram um crescimento de 115% e o custo com o atendimento a esses pacientes de 170,8%. No Paraná, foram 2.764 internações em 2014, representando um gasto de R$ 4,5 milhões.

Diante desse cenário, o Ministério da Saúde está propondo uma série de ações intersetoriais, que deverão envolver outras esferas do Governo Federal, governos estaduais e municipais, para promoção de uma política específica de prevenção aos acidentes com motos. Nesta semana, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, apresentou algumas das iniciativas em discussão durante a 68ª Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra. "Não dá mais para não agir na dimensão preventiva dos acidentes com motos. É preciso propor novas medidas e elevar essa discussão a um problema de saúde pública. Algumas propostas em estudo são a obrigatoriedade de apresentação da habilitação no momento da compra da moto, por exemplo, e a possibilidade de FINANCIAMENTO do capacete como um EPI (Equipamento de Proteção Individual), possibilitando a venda do item de segurança junto do veículo", exemplificou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Em novembro, o Brasil sediará o 2º Road Safety, Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito, com o objetivo de repactuar metas e traçar novas estratégias do governo e da sociedade para garantir a segurança da população e salvar milhões de vidas. "Uma constatação que observamos no Brasil, e que já vimos em outros lugares do mundo, é a redução do número de atropelamentos e acidentes de carro e o aumento de acidentes de motos. A moto está substituindo a bicicleta e o cavalo e também vem sendo utilizada como um instrumento de trabalho", observou o ministro.

Números

Segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 4.292 mortes de motociclistas em 2003, número 280% menor do que o registrado 10 anos depois (12.040). Parte do aumento de acidentes envolvendo motos se deve ao crescimento vertiginoso da FROTA no país. Entre 2003 e 2013, o número de motocicletas aumentou 247,1%, enquanto a população teve um crescimento de 11%.

De 2008 a 2013, o número de internações devido a acidentes de transporte terrestre aumentou 72,4%. Considerando apenas os acidentes envolvendo motociclistas, o índice chega a 115%. Em 2013, o SUS registrou 170.805 internações por acidentes de trânsito e R$ 231 milhões foram gastos no atendimento às vitimas. Desse total, 88.682 foram decorrentes de motos, o que gerou um custo ao SUS de R$ 114 milhões – crescimento de 170,8% em relação a 2008. Esse valor não inclui custos com reabilitação, medicação e o impacto em outras áreas da saúde.

Perfil das vítimas

Segundo Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA 2011), que traça o perfil das vítimas de violências e acidentes atendidas em serviços de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde em capitais brasileiras, 78,76% das vítimas de acidente de transporte terrestre envolvendo motociclista são homens, na faixa etária de 20 a 39 anos. Entre os motociclistas ouvidos, 19,6% informaram o uso de bebida alcoólica antes do acidente e 19,7% estavam sem capacete.

"Os acidentes pegam uma faixa etária delicada da população. Para um país que está envelhecendo, essas pessoas impactam muito, já que estão em sua idade produtiva. Esses acidentes interferem no sistema de saúde, na previdência, no trabalho e, principalmente, na vida pessoal do indivíduo", lembrou o ministro.

Em 2010, o Ministério da Saúde implantou o Projeto Vida no Trânsito com o objetivo de reduzir os casos de mortes e feridos em decorrência de acidentes no trânsito. Entre as ações do projeto está a realização de campanhas educativas e a qualificação dos sistemas de informação sobre acidentes, feridos e vítimas fatais.

Com o banco de dados atualizado, os gestores de saúde podem identificar os fatores de risco e as vítimas mais vulneráveis nos respectivos municípios, assim como os locais onde o risco de acidente é maior. Desde a implantação do projeto, já foram liberados cerca de R$ 41,3 milhões para as atividades. Em 2012, o Ministério autorizou o repasse de R$ 12,8 milhões e, em 2013, foram repassados R$ 13,5 milhões para as capitais dos 26 estados e o Distrito Federal.

sábado, 16 de maio de 2015

Carro próprio do Google chega às ruas

16/05/2015 - O Estado de SP / Época Negócios

Os carros autônomos do Google inteiramente projetados pela empresa começarão a ser testados nas ruas no verão norte-americano deste ano, mas com volantes e freios, diferentemente do que a empresa previu um ano atrás. O anúncio realizado ontem informou também que os veículos circularão apenas em ruas próximas à sede da empresa em Mountain View, Califórnia, e com uma velocidade máxima de 40 km/h.

Engenheiros vão operar 25 protótipos dos veículos projetados pelo Google. Eles contarão com o mesmo software que os utilitários esportivos Lexus RX450h,modelo de carro adaptado que integra o programa de veículos autônomos do Google. Até agora, os carros do programa já rodaram sem motorista cerca de 16 mil quilômetros por semana nos últimos meses, disse a companhia em seu blog oficial.

Quando a companhia anunciou há um ano que planejava montar uma frota de veículos autônomos de sua própria fabricação, o diretor do projeto, Chris Urmson, havia dito que os protótipos "não terão volantes, pedais de acelerador ou freio, pois não vão precisar".

Entretanto, os protótipos não vão prescindir desses equipamentos de direção, pois o Estado da Califórnia exige que veículos autônomos tenham controles manuais durante testes.

Montados em Detroit pela Roush Industries, os protótipos agora virão com volantes, pedais de freio e acelerador removíveis para que engenheiros de teste "possam assumir a direção se necessário", disse Urmson na publicação no blog.

Pioneiro. O Google descreve o protótipo, que acomoda duas pessoas como "o primeiro veículo totalmente autônomo do mundo". A empresa também disse que iria testar novas tecnologias de proteção de passageiros e pedestres, incluindo uma proteção de espuma para a frente e um para-brisa flexível. O Google afirmou que a velocidade dos protótipos será limitada a 40 quilômetros por hora a fim de "diminuir a probabilidade de ferimentos sérios" no caso de uma colisão.

Como parte do lançamento dos protótipos, o Google disse que seus engenheiros planejam fazer testes em "situações raras e estranhas" – o que os incentivadores de carros sem motorista chamam de "casos de risco", ou situações incomuns que ocorrem a cada 150 mil quilômetros em média. Testes assim, disse o Google, nos "ajudarão na certificação de que o nosso software consegue lidar com a mais rara das variações em cenários de direção comuns".

Acidentes. Na segunda-feira, o Google revelou que sua frota de Lexus autônomos havia se envolvido em 11 acidentes em vias públicas perto de Mountain View, cidade da Califórnia onde fica sua sede. A declaração veio logo em seguida de uma reportagem da Associated Press que contabilizava quatro acidentes com carros autônomos na Califórnia até agora: três com Lexus do Google e um com um Audi da fornecedora de peças Delphi.

"Em nenhum caso, a direção autônoma foi a causa do acidente", afirmou Urmson em um post no blog da empresa. Segundo ele, ninguém se feriu nos acidentes. Os carros foram atingidos por trás sete vezes, principalmente quando parados em semáforos. A maior parte dos acidentes ocorreu em ruas da cidade e não em autoestradas. OGoogle declarou que seus carros sem motorista haviam acumulado quase 1,5milhão de quilômetros.

A empresa foi criticada, entretanto, por não tornar públicos quaisquer registros sobre os acidentes, já que entusiastas e críticos da nova tecnologia têm de contar apenas com a palavra da empresa com relação ao ocorrido. O departamento de trânsito da Califórnia disse que não pode divulgar detalhes de registros de acidentes. A falta de transparência incomoda críticos que querem que o público possa monitorar uma tecnologia que os próprios desenvolvedores reconhecem estar imperfeita.

John Simpson, da entidade de consumidores Consumer Watchdog, disse que a meta do Google de ter um carro sem volante ou pedais torna ainda mais importante o conhecimento de qualquer informação sobre acidentes.  

Época Negócios

Carro do Google que dirige sozinho chega às ruas a partir de junho

Veículo ganhou sinal verde para nova fase de testes na Califórnia. Velocidade máxima de cada protótipo é limitada a 40 km/h

Nesta sexta-feira (15/05), o Google anunciou que, muito em breve, algumas unidades de seus carros que dirigem sozinhos poderão ser vistos circulando pelas ruas de Mountain View, na Califórnia (EUA). Com um piloto de segurança sempre a bordo, os veículos começam a nova fase de testes no verão norte-americano, a partir de junho.

Segundo a empresa, os carros já passaram por "testes rigorosos" nas instalações da companhia, garantindo que o software e os sensores funcionam como deveriam.  A nova frota que entra em circulação registrou mais de um milhão de quilômetros em estradas desde o início do projeto — tem experiência equivalente a cerca de 75 anos de condução de um adulto típico.

A velocidade máxima de cada protótipo é limitada a 40 km/h. "Quando começamos a projetar o primeiro veículo do mundo a dirigir sozinho, o nosso objetivo criar um carro que pudesse assumir totalmente a tarefa de condução", escreveu Chris Urmson, diretor do projeto, no blog do Google.

"Automóveis que pudessem levar qualquer um do lugar A para o B com apenas um clique poderiam transformar a mobilidade de milhões de pessoas, quer por meio da redução de 94% dos acidentes causados ​​por erro humano, recuperando bilhões de horas desperdiçadas no trânsito ou trazendo novas oportunidades ao alcance daqueles que, de alguma forma, não podiam dirigir em razão de uma deficiência", diz Urmson.