quarta-feira, 22 de julho de 2015

Produção comercial de carro 'nanico' deve começar em 2016 no Ceará

22/07/2015 -  O Estado de SP



Criado pelo designer brasileiro Caio Strumiello, o Nanico Car deve começar a ser fabricado comercialmente no Brasil em 2016. Strumiello e seu sócio, o físico Paulo Roberto, estão negociando com a prefeitura do município cearense de São Gonçalo do Amarante, a cerca de 60 quilômetros de Fortaleza, a construção da fábrica para produzir o modelo na cidade. Para atrair o empreendimento, a administração municipal prometeu doar o terreno e conceder benefícios fiscais. Com investimento inicial de cerca de R$ 8 milhões, a unidade deverá ter capacidade para montar até 500 veículos por mês, gerando cerca de 100 empregos diretos. 

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Nanico Car é um projeto nacional de automóvel com emissão zero

Paulo Roberto explicou ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, que a prefeitura de São Gonçalo se comprometeu em doar um terreno de 12 hectares, fora do perímetro urbano. Além disso, prometeu reduzir as alíquotas de ICMS e de ISS por um período ainda não definido e investir os R$ 8 milhões para a construção da fábrica. "Não sei se virá dos cofres da prefeitura ou de outro canto", explicou. Um contrato entre as partes deve ser assinado na próxima semana.

Após a assinatura, o físico afirma que a construção deve começar em até no máximo 60 dias e durar cerca de seis meses. Uma fonte da prefeitura confirmou as negociações com os empreendedores. 

Gás e elétrico.  Até agora, o Nanico Car só foi produzido artesanalmente no País. De acordo com Roberto, já foram fabricadas cerca de 15 unidades em São Paulo. Os modelos têm 1,90 metro de comprimento, motor de 125 cilindradas e velocidade máxima de 80 km por hora, com capacidade para transportar duas pessoas e versões a gasolina ou a gás natural (GNV).

Já o modelo a ser produzido no Ceará, explicou Roberto, terá versão tanto a gás quanto elétrico, "que deve acabar dominando a produção, pois o custo para o consumidor será menor, com poluição zero". A projeção do físico é de que, após regulamentado, o modelo produzido comercialmente custe a partir de R$ 15 mil.  

A montadora, cujo nome oficial ainda não foi definido, ficará instalada próxima ao Porto do Pecém, o que poderá facilitar a exportação dos veículos. A região é a mesma onde seria construída a refinaria Premium II da Petrobras, cujas obras foram canceladas pela estatal no início deste ano. Caso o negócio se concretize, será a segunda montadora a se instalar no Ceará. O Estado possui, desde 1995, uma fábrica da Troller instalada no município de Horizonte, também na Região Metropolitana de Fortaleza, onde é produzido o modelo Troller T4.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Projeto para transformar prédio do Automóvel Clube em museu é entregue à prefeitura

Ideia é fazer de edifício em ruínas na Rua do Passeio um espaço dedicado à história do automobilismo e do rodoviarismo no país

POR RENAN FRANÇA

14/07/2015 - O Globo


O salão do antigo Automóvel Clube do Brasil mostra a decadência do prédio na Rua do Passeio - Marconi Andrade
 
RIO — Restaurada há três anos, a fachada neoclássica pintada de lilás, não traduz o atual estado do prédio do antigo Automóvel Clube do Brasil (ACB), na Rua do Passeio. Por dentro, o espaço é uma ruína. Parte do assoalho do salão principal foi arrancado e o que sobrou do piso está desgastado; as paredes estão sem o reboco e vidros estão quebrados. O glamour do palco de festas do Império sucumbiu. E os encontros políticos do século passado fazem parte de uma história quase esquecida. Em 2004, a prefeitura comprou o imóvel e prometeu reformá-lo. Em um década, com exceção da fachada, nada foi feito.

Agora, a prefeitura tem sobre a mesa uma proposta para para transformar o prédio no Museu do Automóvel Clube do Brasil, dedicado à história do automobilismo e do rodoviarismo no país.

— Meu medo é que o prédio desabe. Quero logo recuperar sua estrutura para, depois, pensar no museu. — conta a arquiteta Maria Parkinson, uma das idealizadoras projeto.

Para pôr o plano em prática, a arquiteta (que é neta de João Parkinson, um dos diretores do ACB nos anos 1920) fechou parceria com bancos e fabricantes de automóveis. O custo da restauração foi estimado em R$ 20 milhões. Segundo Maria, a operação também terá recursos do Governo Federal do PAC Cidades Históricas. O projeto foi mostrado à prefeitura e a expectativa é de que o pacto de salvação seja fechado nos próximos dias.

— Vamos apresentar a carta de intenções nesta semana para concretizar o acordo com a prefeitura — diz Ariel Gusmão, presidente do atual ACB (com sede em São Paulo), e um dos apoiadores do projeto. — O Brasil terá um museu tecnológico.

Procurada, a prefeitura disse que aprovou projeto para a restauração do imóvel por meio do PAC Cidades Históricas e, no momento, aguarda a liberação da verba do Governo Federal, mas ainda não há decisão sobre o uso final do o prédio.

DOS BAILES DO IMPÉRIO AO HISTÓRICO DISCURSO DE JANGO

O Automóvel Clube do Brasil foi fundado no Rio em 1908 por pioneiros do mundo motorizado. Como na época não existia Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), foi o ACB quem criou as primeiras leis e regras de trânsito no país.

Em um tempo sem estradas, o clube reunia os abastados automobilistas da época e promovia longas excursões de carro para desbravar rotas e estimular a construção das primeiras rodovias.

O ACB também teve um papel importante na promoção de competições, a começar pelo Circuito de São Gonçalo, em 1909 — primeira corrida de carros em terras fluminenses. Até a década de 60, era o clube que organizava o automobilismo esportivo no país.

Aos poucos veio a decadência. A pá de cal foi quando os cartões de crédito e seguradoras passaram a oferecer serviços de reboque a seus clientes. Acabava, assim, um dos maiores estímulos para a adesão de sócios ao clube. Na década de 1990, o ACB entrou em insolvência. Anos depois, foi "refundado" em São Paulo. Essa nova associação promove encontros de carros antigos, entre outros serviços

CASSINO FLUMINENSE

Tombado desde 1965, o imóvel foi projetado no século XIX pelo arquiteto Manuel de Araújo Porto-Alegre, o barão de Santo Ângelo. No Segundo Império abrigou um importante salão de baile da capital, o Cassino Fluminense. Inaugurada em 1860, a casa era frequentada pela alta sociedade e pela família imperial. Em 1900, o imóvel passou a ser a sede do Clube dos Diários.

— O momento histórico mais importante do prédio ocorreu em 30 de março de 1964. Neste dia, o presidente João Goulart fez seu último discurso. No pronunciamento ele reafirmou que estava comprometido com as reformas de base — diz Marcus Dezemone — historiador da Uerj e da UFF.

Nos anos 1990, a construção sediou o Bingo Imperial. Quando o imóvel passou às mãos da prefeitura em 2004, o então prefeito Cesar Maia anunciou que o casarão abrigaria um centro de memória da cidade, mas o projeto foi engavetado.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/projeto-para-transformar-predio-do-automovel-clube-em-museu-entregue-prefeitura-16754194#ixzz3ftRWEVZO 
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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Brasil cai de 6º para 7º maior mercado automotivo do mundo

10/07/2015 - Exame Online

Em meio à crise enfrentada pela indústria automobilística nacional, o Brasil foi ultrapassado pela Grã-Bretanha e caiu de sexto para sétimo maior mercado do mundo em vendas de automóveis e comerciais leves na passagem de abril para maio, mostra levantamento da consultoria Jato Dynamics do Brasil, com base em dados de emplacamentos de 30 países dos cinco continentes.

No acumulado do ano até maio, o país seguiu como 7º colocado no ranking.

Com crescimento de 1,6% ante maio de 2014 nas vendas de carros de passeio, considerado "relativamente baixo" pela Jato Dynamics, a China seguiu como o maior mercado mundial tanto no mês maio quanto no acumulado dos cinco primeiros meses de 2015.

Os Estados Unidos, por sua vez, ficaram em segundo lugar nas duas bases de comparação, com alta de 1,5% em maio ante o mesmo mês do ano passado.

Em terceiro colocado, continuou o Japão, mesmo com queda de 7,9% nas vendas.

A Alemanha seguiu como quarto maio mercado, mesmo tendo registrado queda de 6,9% nas vendas de autos e leves em maio, enquanto a Índia permaneceu na quinta colocação, após alta de 2,8% nas vendas.

Com crescimento de 3,8% nos emplacamentos, a Grã-Bretanha ultrapassou o Brasil e subiu de sétimo para sexto maior mercado.

Em maio, o Brasil apresentou a segunda maior queda nas vendas, de 26,2% em bases anuais, atrás apenas da Rússia (-38%).

O levantamento da Jato Dynamics considera apenas as vendas de automóveis e comerciais leves, com exceção da China, em que são levados em conta apenas os carros de passeio.

De acordo com a pesquisa, em 2014, quando a venda veículos leves caiu 6,9% no país, o Brasil se manteve como o quarto maior mercado automotivo mundial, mas, com as previsões de queda nas vendas em torno de 20% em 2015, deverá recuar no ranking.